6Comitê de Apoio ao AND – São Paulo

No dia 15 de Março, o Estado de São Paulo acordou paralisado. Diversos setores pararam a produção e foram ao Museu da Arte de São Paulo, na Av. Paulista, em um protesto contra a “reforma” da previdência da gerência Michel Temer. Cerca de 220 mil manifestantes estavam cobrindo 6 quarteirões da avenida.

São Paulo amanheceu com o metrô e ônibus paralisados e com protestos dos motoristas e cobradores dentro nas garagens das empresas. Trabalhadores da educação estadual e municipal, e de algumas escolas particulares e técnicas também não foram as aulas no dia 15 e se concentraram, de manhã, em frente a Secretária de Educação na República. Servidores da Saúde também aderiram a paralisação.

Os estudantes, professores e funcionárias da USP trancaram os portões de acesso à Universidade para protestar contra a “reforma” e contra as medidas de ataque aplicadas pelo reitor Zago contra o movimento estudantil e sindical. Estudantes secundarista fecharam a Av. Consolação, no Centro, às 10h da manhã, e na Zona Norte um grupo de secundaristas bloquearam uma ponte na Freguesia do Ó.

O Viaduto do Chá e o Viaduto da Santa Efigênia, no Centro, estavam completamente bloqueado, e o prédio do INSS foi ocupado por 200 mulheres.


5Durante a tarde, uma grande manifestação tomou 6 quarteirões da Av. Paulista.  Ela foi organizada pelas centrais sindicais chapa branca ligadas a partidos eleitoreiros, a CUT/PT e CTB/pecedobê estavam em peso com sua militância” burocratizada transformando a luta reivindicativa das massas em uma grande festa com carros de som e em defensa de seus partidecos oportunistas. Inclusive o ex-gerente de turno, Luiz Inácio Lula da Silva, marcou presença com seu maior cinismo e cara-de-pau.

Entretanto, estava presente também setores combativos, independentes e classistas que, de forma combativa, denunciaram os ataques de Michel Temer, o oportunismo das centrais sindicais e a farsa do circo eleitoral. As organizações como o Movimento Feminino Popular (MFP), Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária (UV-LJR) e Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) formaram um bloco combativo que marcharam pela Av. Paulista entoando gritos de ordem contra a farsa eleitoral e em defesa da revolta popular. Por onde o bloco passava, a população ia abrindo caminhando, observando os Jovens Combatentes que carregavam bonecos do Michel Temer e do Henrique Meirelles em chamas. Muitas pessoas, em volta, ajudaram a alimentar o fogo com panfletos dos partidos eleitoreiros.

Freguesia do ó 15.03No fim da manifestação, secundaristas montaram uma barricada de fogo na Rua Comenale, entre o Masp e o acesso à Avenida 9 de Julho. Houve confronto, e os secundaristas responderam à altura com revolta popular. Alguns foram detidos.

No ABC paulista, teve destaque a greve da Volks em São Bernardo do Campo e dos petroleiros da Refinaria de Capuava, em Mauá que pararam a produção.

Em São José dos Campos, no interior paulista, os trabalhadores da GM atrasaram a entrada ao trabalho em 3 horas. Na Embraer também houve atraso na entrada e ato. E em Jacareí, ao lado de São José, os metalúrgicos da montadora chinesa Cherry decretaram greve por 24 horas.

Praça MaúaVárias cidades do litoral de São Paulo também registraram manifestações na manhã desta quarta-feira. O transporte ficou paralisado em todas as nove cidades da Baixada Santista. No início da manhã, os trabalhadores do Porto de Santos que chegavam ao OGMO para receber a escala diária, eram orientados a aderirem à greve.

Os estivadores que estavam se reunindo para uma Assembléia foram surpreendidos pela repressão do Batalhão de Ações Especias da Polícia Militar (BAEP), perto do Terminal da Brasil Terminal Portuário (BTP). Os agentes tentaram dissipar os trabalhadores usando bombas de gás e bala de borracha, enquanto os estivadores permaneceram firmes arremessando pedras.

Em Itanhaém cerca de 300 pessoas se reuniram na Praça Narciso de Andrade, a principal da cidade. Eles planejaram uma passeata e depois devem seguiriam para São Paulo, onde participarão das manifestações na capital.

Em Cubatão, petroleiros que trabalham na Refinaria Presidente Bernarde, se reuniam na porta da empresa para protestar por volta das 6h, os três principais portões da usina foram bloqueados pelos trabalhadores.