Em gesto de resistência, moradores escondem o rosto para preservar sua identidade e protestar contra a polícia assassina

Da Redação

No dia 27 de junho, uma nova operação assassina das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) da Polícia Militar terminou com o assassinato do jovem Leandro de Souza Santos, 18 anos, na Favela do Moinho, em Campos Elísios, região central da capital paulista. A morte do rapaz ocorreu durante uma suposta operação de “combate às drogas”, termo que a polícia tradicionalmente usa para justificar suas incursões genocidas nas favelas e bairros pobres.

Em declaração à imprensa, o irmão de Leandro, Lucas de Souza, disse que o garoto foi atingido por cinco tiros, sendo dois no peito e três na barriga, além de ter sofrido torturas, pois, como denunciou: “Tinha um martelo sujo de sangue. Deram martelada no meu irmão”.

A versão policial aponta que Leandro teria se recusado a ser abordado, fugido e, após se abrigar numa habitação, teria atirado na polícia.

Revoltados, os moradores da Favela do Moinho rechaçaram a versão da PM e protestaram contra a morte de Leandro. Eles se manifestaram em ruas da região e nos trilhos da Linha 8-Diamante na CPTM. A PM agiu com truculência lançando spray de pimenta e bombas de efeito moral.

Na manifestação, os moradores cantaram palavras de ordem e de protesto como A Rota mata! Um jovem manifestante chegou a ser preso após correr dos policiais que reprimiam e ameaçavam a população. A guerra civil reacionária desatada pelas classes dominantes segue, através de seus odiosos aparatos policiais, vitimando filhos e filhas do povo, no campo e nas cidades.