SP: Estudantes marcham com firmeza contra reforma do Ensino Médio de Temer

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Jovem levanta cartaz contra o incremento da repressão em detrimento da saúde. SP, 10/3

Comitê de Apoio ao AND – São Paulo

“Pequeno grupo compacto, seguimos por um caminho escarpado e difícil, de mãos dadas firmemente. Estamos rodeados de inimigos por todos os lados e temos de marchar quase sempre debaixo do seu fogo. Unimo-nos em virtude de uma decisão livremente tomada, precisamente para lutar contra os inimigos e não cair no pântano vizinho, cujos habitantes, desde o início, nos censuram por nos termos separado num grupo a parte e por termos escolhido o caminho da luta e não da conciliação.” (Lênin – O que fazer?)

No dia 10/03, secundaristas se reuniram no Vão do Masp, na Av. Paulista, para protestar contra a aprovação da reforma curricular do Ensino Médio.

Os estudantes, em maioria secundaristas, atenderam ao chamado dos movimentos populares e revolucionários. Entre eles, estavam presentes a Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária (UV), o Movimento Feminino Popular (MFP), Liga dos Comunistas Libertadores e Secundas de Luta –  São Paulo. Mesmo sob chuva, o grupo saiu em marcha mesmo sendo constantemente provocados pelos agentes policiais da reação.

ap2Agitando consignas que ressoam Brasil afora, como “Ir ao combate sem temer! Ousar lutar, ousar vencer!” e “Trabalhador, pode se rebelar – por essa crise você não tem que pagar!”, a juventude combatente seguiu à Av. da Consolação, grande concentração de massas.

Num dado momento em que a repressão atiçou a marcha e alguns jovens mostraram-se inseguros, um jovem revolucionário tomou a palavra e numa demonstração de consciência, disparou e impôs firmeza: “Nós queremos atingir a massa trabalhadora com a nossa luta reivindicativa! … Não podemos ter medo de apanhar, o trabalhador apanha todos os dias! Não há o que temer, companheiros! Reajam!”.

Ao fim da marcha, duplicou-se o efetivo da repressão reacionária e os jovens foram cercados pelos agentes do velho Estado. Apesar das agressões como empurrões, pisões, xingamentos e o assédio sexual cometido contra as jovens pelos policiais (segundo relatos), os jovens combatentes se mantiveram altivos e inabaláveis, firmes e não recuaram um só passo na sua postura. Uma derrota para a reação que busca arrebentar a moral da juventude combatente.

Durante o trajeto até a Secretária de Educação, localizada na República, a população nos ônibus e nas ruas batiam palma e saudavam os jovens.

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