RJ: Moradores repudiam genocídio do velho Estado no Chapadão

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Mães e familiares exigem fim do genocídio e a retirada da PM assassina. Foto: Ellan Lustosa/AND

Redação de AND
Fotos de Ellan Lustosa/AND

Na manhã desta quarta-feira (15/02), moradores do Chapadão, em Costa Barros, Zona Norte do Rio de Janeiro, realizaram uma justa manifestação em repúdio aos constantes assassinatos e agressões cometidas por policiais na comunidade.

chapadao3O ato contou com a participação de mães e parentes de jovens assassinados e percorreu as ruas da favela mostrando que, frente ao covarde genocídio imposto pelo velho Estado e suas forças policiais, o povo não se intimida e exige o que é seu por direito, o direito de viver em seu bairro sem as constantes ameaças de tortura, agressões e assassinatos sumários.

A equipe de AND esteve presente e registrou a covarde intimidação dos agentes de repressão que abordaram insistentemente os moradores enquanto estes exerciam seu direito de manifestação, ameaçando inclusive prendê-los caso bloqueassem parcialmente a via.

O protesto ocorreu dois dias após uma bárbara chacina cometida pela PM que resultou em 4 assassinatos e mais 7 feridos.

O crime foi cometido na Rua Capri, onde os policiais invadiram a residência de um casal de moradores – submetendo os mesmos a cárcere privado em sua própria residência – e utilizaram o local de esconderijo para, em seguida, abrir fogo contra um grupo de jovens na rua em frente.

chapadao7Os moradores denunciaram ainda que – ao contrário do que os policiais forjam em seus registros e os monopólios de imprensa alardeiam em suas manchetes – as vítimas da chacina estavam desarmadas e se entregaram prontamente quando abordadas pelos policiais, o que, no entanto, não impediu o bárbaro crime. Marcas dos disparos efetuados contra os jovens podiam ser vistos em diversos muros e portões, danificando inclusive carros de moradores estacionados nas garagens. No chão da rua, marcas de sangue, cápsulas de balas e chinelos das vítimas ainda estavam no local – prova da certeza da impunidade por parte das forças de repressão.

A chacina foi resultado da “operação” realizada pelo 41º Batalhão da PM, mesmo batalhão responsável pelas execuções de cinco jovens com 111 tiros contra o carro que os transportava, em novembro de 2015 – que chocou o país e ficou conhecida como Chacina de Costa Barros (ver edição nº 165 de AND – http://anovademocracia.com.br/no-163/6248-parem-o-massacre-de-jovens-negros-e-pobres).

A cobertura completa e o desdobramento de mais este crime serão publicadas em breve neste mesmo Blog da Redação.

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Rastros deixado pela PM genocida: projéteis não foram sequer recolhidos na certeza da impunidade

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Sangue das vítimas derramado pelas forças policiais do velho Estado brasileiro

 

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