Redação de AND

Fuzileiros navais (Marinha) provocaram uma intensa troca de tiros em frente à rodoviária carioca Novo Rio, na zona portuária do Rio de Janeiro, neste 15 de fevereiro de 2017, culminando no assassinato de um homem e causando verdadeiro clima de guerra.

O tiroteio se deu quando dois suspeitos de furtar uma moto passaram por um caminhão da Marinha. Os militares iniciaram a troca de tiros, alvejando um dos homens.

O local do fato é um dos mais movimentos da região, onde se dá intenso fluxo de pessoas, visitantes e turistas que embarcam e desembarcam na rodoviária, além de milhares de trabalhadores.

Em entrevista ao monopólio da imprensa, uma testemunha não identificada narrou: “As pessoas se jogaram no chão e, quando o motorista falou que mataram um homem, nós nos levantamos e foi um desespero total”. “Tinha vários carros das Forças Armadas e soldados da rua e começou uma sequência de tiros. Quando cessou, vimos que tinha uma pessoa caída no chão”, conta.

Ambiente de guerra civil

Nesta corrente edição de AND (nº 184), afirmamos que um “ambiente de guerra civil se desenvolve de forma crescente em todo o país”. Parte deste ambiente é o incremento e emprego das Forças Armadas nas ruas para impulsionar a violência, além de combater os direitos das massas e seus protestos assim que estes ocorrem.

No Rio de Janeiro, já são mais de 9 mil militares nas ruas e com poder de polícia em algumas partes da capital e nos municípios de Niterói e São Gonçalo. Nestes locais a presença de PM está dispensada. Tudo sob a falsa justificativa de “fazer segurança” para a população.

Ademais, a Força Nacional continuará – vergonhosamente – a realizar a “segurança” da Alerj no intuito de aplicar a mais brutal violência contra os protestos dos servidores e demais massas e garantir o assalto aos direitos do povo, orquestrados por Temer/Meirelles/Pezão e reverendado pelos deputados.