Foto: Rodrigo Félix Leal/Futura Press

Redação de AND

No dia 26/06, milhares de manifestantes se reuniram em torno do teatro Ópera de Arame, em Curitiba, para protestar contra os criminosos pacotaços de Rafael Greca/PMN.

Acuado e desmoralizado pelo vigoroso protesto e mobilização populares, o gerenciamento Greca utilizou a Ópera de Arame – ponto turístico que consiste em um teatro cercado por um lago artificial, localizado há 7 km do centro da capital – como local de votação de seus ataques contra o povo. Isso após a justa invasão e ocupação do prédio da Câmara Municipal no dia 20/06.

 

Foto: Daniel Castelano/Eleven/Estadão

A sessão extraordinária para votar o pacotaço começou às 9h da manhã e nem mesmo todo o aparato de repressão, nem as manobras de Greca e seus vereadores para coibir o direito de manifestação, intimidaram os servidores e a população, que se soma cada vez mais na luta contra os pacotaços.

Houve confrontos. A PM de Greca atacou os manifestantes com cassetetes, spray de pimenta e bombas de efeito moral. Até mesmo um helicóptero foi usado para atacar o justo protesto. Ao que os servidores responderam com spray de pimenta, socos e arremessando objetos, mantendo-se firmes na luta por seus direitos. Cinco policiais e um manifestante ficaram feridos.

A sessão extraordinária para votar o pacotaço começou às 9h da manhã e nem mesmo todo o aparato de repressão, nem as manobras de Greca e seus vereadores para coibir o direito de manifestação, intimidaram os servidores e a população, que se soma cada vez mais na luta contra os pacotaços.

Houve confrontos. A PM de Greca atacou os manifestantes com cassetetes, spray de pimenta e bombas de efeito moral. Até mesmo um helicóptero foi usado para atacar o justo protesto. Ao que os servidores responderam com spray de pimenta, socos e arremessando objetos, mantendo-se firmes na luta por seus direitos. Cinco policiais e um manifestante ficaram feridos.

O resultado da sessão, como esperado, só comprovou o antro reacionário que é a Câmara Municipal. Foram quatro draconianos projetos do pacotaço aprovados: o aumento da contribuição previdenciária e a retirada dos R$ 600 milhões do IPMC (Instituto da Previdência Municipal); a suspensão do plano de cargos e salários e alteração da data-base dos servidores; a renegociação da dívida e a criação de uma lei de “responsabilidade” municipal.

O clima de insatisfação generalizada permaneceu após a votação quando alguns servidores se dirigiram à prefeitura. Intimidados com a revolta popular, o órgão suspendeu o expediente “por questões de segurança”, segundo declaração da administração municipal.
Os servidores municipais de Curitiba, por sua vez, permanecem mobilizados e aprovaram, no início da tarde do mesmo dia (26), a continuidade da paralisação até o dia seguinte (27), quando uma nova assembleia deve definir os rumos da greve.

No dia 27/06, os servidores se concentrarão na Praça 19 de Dezembro, nas proximidades da prefeitura de Curitiba para mais um dia de protestos.
Cada vez fica mais claro para o povo de Curitiba e de todo país que a organização, mobilização e luta popular, combativa e classista contra os pacotaços dos gerenciamentos municipais, estaduais e federal são o caminho para a defesa dos direitos do povo

Foto: Daniel Castelano/Eleven/ Estadão