44 anos da Guerrilha do Araguaia

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Encarte especial publicado juntamente com a edição do AND

Artigo publicado em AND nº 88, abril de 2012, por ocasião dos 40 anos do início da Guerrilha do Araguaia.

Em 12 de abril de 1972 ocorreu o primeiro enfrentamento armado da heroica Guerrilha do Araguaia. Maurício Grabois, dirigente do Partido Comunista do Brasil, membro de seu Comitê Central, da sua Comissão Militar e Comandante da Guerrilha, registrou assim o feito em seu Diário*:

30/4 – Começou a Guerra Popular a 12/4. O inimigo, possivelmente informado por alguma denúncia, atacou de surpresa o Peazão (na Faveira, na beira do Araguaia) entre as 15 e as 16 horas daquele dia. Avisado com poucas horas de antecedência, pela massa, o Destacamento “A” retirou-se organizadamente para a mata. O Grupamento daquele Destacamento, que estava sediado no Peazão, dada a superioridade do adversário, não ofereceu combate, mas salvou seus efetivos, seu armamento e diversos materiais.”

Assim foi deflagrada a luta armada dirigida pelo Partido Comunista do Brasil entre os anos de 1972 e 1974, que mobilizou centenas de massas camponesas na região sul do Pará, conhecida como ‘Bico do Papagaio’, e animou milhares de brasileiros na luta contra o regime militar fascista pró-imperialista. A resistência despertou um ódio visceral dos generais gorilas, que deslocaram para aquela região dezenas de milhares de efetivos militares e potente arsenal de guerra, com que realizaram três campanhas para reprimir e aniquilar os guerrilheiros e seus apoiadores.

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Exitosa Semana Internacional Pela Libertação dos Presos Políticos da Índia

Reproduzimos informe enviado à nossa Redação, publicado originalmente por CEBRASPO, sobre a campanha pela Libertação dos Presos Políticos da Índia levada a cabo internacionalmente pelas organizações democráticas e revolucionárias.


 

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Ocorreu do dia 2 de abril ao dia 9 de abril de 2016 a Semana Internacional Pela Libertação dos Presos Políticos da Índia.

Além do Brasil, participaram da campanha movimentos revolucionários e democráticos da Alemanha, Holanda, Itália, Espanha, Turquia, Grécia, Equador, Chile, Bolívia e diversos outros países espalhados pelos cinco continentes.

Por todo o Brasil foram realizados debates, atos, panfletagens, em solidariedade aos presos políticos da Índia e exigindo o fim da Operação Caçada Verde.

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9 de abril: Viva o dia dos Heróis do Povo Brasileiro!

Retransmitimos comunicado da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo

Clique aqui para baixar o comunicado em PDF

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 Proletários, povos e nações oprimidas de todo o mundo, uni-vos!

 Viva o dia dos Heróis do Povo Brasileiro!

Saudemos ardorosamente o dia 9 de Abril! Saudemos o nosso grandioso povo brasileiro e a todos os seus heróis e heroínas!

Glorifiquemos sua heroica memória e sigamos o seu valoroso exemplo de dar a vida à causa da emancipação do nosso povo de toda exploração e opressão e pela libertação de nossa pátria do jugo imperialista.

Completaram-se quatro anos da infame emboscada, tortura e assassinato do companheiro Renato Nathan, cometidos pela ação combinada de forças policiais do velho Estado genocida e pistoleiros do latifúndio. Sua morte, ademais do vazio de sua falta como companheiro é uma dura perda para a luta de resistência do povo e para a revolução. Nossos corações ficaram feridos para sempre e nossas mentes latejam o ódio incontido de vingança. Mas o companheiro Renato é imortal, como são imortais todos os heróis e heroínas do povo. Sua presença seguirá encarnada em nossas bandeiras vermelhas nos convocando a persistir e a brigar sem descanso nas lutas de resistências e pela causa da revolução proletária. Seu exemplo de lutador abnegado e comprometido servidor do povo é como chama luminosa que atiça nossa coragem e decisão por cumprir as metas e a servir as massas de todo o coração.

Por isto mesmo, que justa e merecidamente e na ausência injustificável da definição do dia dos Heróis do Povo Brasileiro, a Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo propôs às organizações classistas e revolucionárias de nosso país e com sua aprovação unânime instituiu o dia 9 de Abril como o Dia dos Heróis do Povo Brasileiro.

No período mais recente a reação assassinou o companheiro Cleomar Rodrigues, dirigente da LCP do Norte de Minas e Sul da Bahia, o companheiro Enilson, dirigente da LCP de Rondônia e Amazônia Ocidental e muitos outros ativistas camponeses, ademais do assassinato cotidiano nas vilas e favelas, principalmente de jovens negros. Assassinaram os companheiros Zé Bentão, um dos fundadores da LCP, Elcio e Gilson também da LCP de Rondônia, Luiz Lopes dirigente da LCP do Pará e Tocantins e dezenas de outros ativistas de outras organizações populares e das massas, tal como nos últimos dias o assassinato covarde de dois camponeses do acampamento do MST, na empresa Araupel, em Quedas do Iguaçu, no Paraná.

O inimigo nos ataca porque somos sua negação e obstáculo à sua dominação, porque nossa luta impede seu progresso de sanguessugas e nosso combate os golpeia. O Presidente Mao Tsetung nos ensinou que quando o inimigo nos ataca com muita fúria não é tão ruim assim, pois quer dizer que estamos no caminho certo.

Agora, como no passado, assim tem sido a luta do povo brasileiro. Para entendermos e desfraldar o valor da luta de nosso glorioso povo e de seus heróis e heroínas é preciso recorrer nossa história, a história das lutas de nosso povo. Mais ainda, para entendermos a necessidade de enaltecer suas façanhas e sacrifícios, seguir seus exemplos e forjar em nós a decisão de dar a vida pela causa e pela revolução.

Desde 1500 quando chegaram aqui os conquistadores europeus a resistência não cessou um só dia. Os povos daqui originários, batizados de índios pelos conquistadores, nunca se dobraram à invasão de seus territórios. Sua resistência, como foi a Confederação dos Tamoios com Aimberê, nunca parou apesar do genocídio ao longo dos cinco séculos. A luta de resistência do povo africano, trazido para cá a ferros e escravizados, prosseguiu atravessando os séculos com revoltas e rebeliões, como os Quilombos em todo o país, cujo mais destacado Quilombo de Palmares chefiado por Zumbi resistiu quase 100 anos e a Revolta dos Malês na Bahia. Os colonialistas europeus para cá enviaram também os “indesejáveis”, parte das massas pobres de seus países, enfiadas a força nas galeras e aqui lançados à própria sorte. Foi da luta incansável dos povos indígenas em defesa de seus territórios e contra sua escravização, a luta do povo preto escravizado pelo fim do cativeiro e a luta dos brancos pobres enviados da Europa por um pedaço de terra e sobrevivência, fundidas na resistência contra o jugo colonial de Portugal e Holanda que nasceu e veio se forjando e consolidando nosso povo, nossa nacionalidade, a língua, costumes, psicologia, a definição do território, o sentimento e razão por defendê-lo e expulsar os colonialistas.

A luta pela independência do Brasil, ainda inconclusa, feita de duras e sangrentas batalhas e levantamentos populares, como a expulsão dos holandeses do Nordeste, a Conjuração de Felipe dos Santos, em Minas, a Conjuração Mineira com Joaquim José da Silva Xavier, o Alferes Tiradentes, entre outras. A independência de 1822 foi produto da pressão do povo e mesmo das classes dominantes locais, formada já de brasileiros senhores de terra, porém que não passou de mera separação de reinos, criando-se o Império do Brasil. Mas ainda assim só se manteve expulsando os portugueses colonialistas, através de rebeliões populares, tais como a Conjuração Baiana, a Balaiada no Maranhão, a Cabanagem no Pará, a Confederação do Equador no Nordeste, a Revolução Farroupilha no Sul e a Revolução Liberal em Minas com Teófilo Otoni. Dentre tantas lutas pela independência total do país e progresso do povo e da Nação, foram lutas sangrentas com que nosso povo forjou grandes chefes, heróis e heroínas. Sacrifícios imensos, lutas renhidas e incessantes que levaram à Abolição da Escravidão, em 1888 e a Proclamação da República, em 1889.

As classes dominantes de colonialistas, primeiro portugueses e logo os ingleses, juntamente com os senhores de terra e grandes comerciantes, após sufocar a ferro e fogo as lutas emancipatórias, corriam com seus arranjos para continuarem a manter o mesmo sistema de exploração e a condição semicolonial e semifeudal do país. Foi assim com a Abolição da Escravidão, oficial e formalmente os escravos foram emancipados, porém sem nenhuma medida para assegurar-lhe as mínimas condições econômicas e sociais, ademais do racismo que só se fez agravar e persiste nos dias atuais. Também a Proclamação da República foi o aborto da luta republicana democrática para impedir qualquer alteração da ordem econômica e social. República dos senhores de terra, dos Coronéis e da burguesia compradora (grandes comerciantes da exportação e importação) que seguiu reprimindo e massacrando a luta do povo pobre em todo o país no campo e na cidade.

Como continuação das lutas de nosso povo, a luta do campesinato, principalmente a dos camponeses pobres sem terra ou com pouca terra contra o latifúndio, assim como ocorreu com o povo preto com o fim oficial da escravidão, se espalhou penetrando fundo os interiores inóspitos do país, criando comunidades e como posseiros, foram fundindo com os remanescentes de quilombolas e populações indígenas na miscigenação da raça, ocupando e defendendo o território nacional. Mas sempre tendo que empreender lutas de resistências contra as investidas dos grandes senhores de terras e grandes burgueses, que como lacaios do capital imperialista, de tempo em tempo lançavam empresas repressivas para expulsá-los a ferro e fogo e açambarcar suas terras. Assim tivemos as grandes batalhas de resistência camponesa como Canudos, na Bahia, no final do Século XIX, a Guerra do Contestado, na região entre Paraná e Santa Catarina, no início do Século XX. Caldeirão no Ceará e Pau de Colher na Bahia e o próprio fenômeno do Cangaço no Nordeste e do Jagunçado no Norte de Minas e sertão da Bahia, todos nas primeiras décadas do Século XX.

Com o crescimento industrial, cresceu o proletariado, principalmente nas grandes cidades portuárias da região sudeste e sul. O crescimento de suas lutas, bem como a influência internacional da Revolução Socialista na Rússia, de 1917, deu origem em 1922 à criação do Partido Comunista do Brasil. Com este acontecimento tanto a luta da classe operária e das massas populares urbanas, bem como a luta dos camponeses ganharam nova dimensão e perspectiva. As lutas revolucionárias e revoltas militares comandadas pela jovem oficialidade do Exército Nacional, principalmente pelos tenentes, contra o poder oligárquico desembocaram no movimento, a Coluna Prestes, que de 1924 a 1926 percorreu o país. Cruzando de sul a norte, retornando em direção ao sul e entrando pelo centro-oeste, fazendo justiça, combatendo as oligarquias, levando as aspirações democrático-burguesas e, embora sem perder nenhuma batalha, mas por falta de uma direção proletária, revelou as fragilidades da pequena e média burguesias (burguesia nacional), terminou no sudoeste retirando-se do território nacional e internando-se na Bolívia. Movimento que sacudiu as oligarquias abrindo grandes possibilidades para transformações revolucionárias em todo o país. Ao final o Movimento Liberal de 1930, chefiado por Getúlio Vargas, que contou com adesão da maioria do ex-Estado-maior da Coluna-Prestes, ao triunfar tomando de assalto o poder, pondo fim à república do café com leite dos barões do café de São Paulo e latifundiários mineiros, não representou nenhuma modificação da ordem econômica e social. Significou muito mais a traição das aspirações democráticas do Movimento Tenentista e deu origem ao regime fascista do Estado Novo.

Todas estas foram lutas sangrentas que apesar do empenhado apoio e grandes sacrifícios do povo, não resultaram na concretização dos seus interesses. Exatamente por estes movimentos e lutas carecerem de uma direção proletária firme. E apesar da incessante luta camponesa e das condições criadas para avançar, já com a existência do Partido Comunista, principalmente após o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), com a grande vitória dos povos contra o nazifascismo e o heroico e decisivo papel desempenhado nela pelo Exército Vermelho da União Soviética, as lutas do campesinato não puderam avançar muito nem obter maiores vitórias por causa do reformismo que predominou na direção do Partido Comunista.

Este foi o período em que a dominação imperialista sobre o Brasil passou às garras do EUA, agravando mais as contradições entre nossa nação e o imperialismo e entre camponeses pobres e latifundiários. Tais lutas como as das Ligas Camponesas em Porecatu, no Paraná, no Triângulo Mineiro e Sul da Bahia (meados dos anos de 1940 e início dos de 1950), de Trombas e Formoso, em Goiás (anos de 1950), no Oeste Paulista o mesmo período entre outras e das Ligas Camponesas do Nordeste que se expandiram por todo o país (fim dos anos de 1950 e início dos de 1960). Todas estas lutas, com todo o heroísmo das massas e de tantos dirigentes seus, também em sua maioria, foram arrasados a ferro e fogo pelas forças armadas reacionárias e demais forças policiais do velho Estado. Assim que a causa das inúmeras derrotas das lutas de nosso povo se deveram fundamentalmente à debilidade das suas direções pequeno-burguesas, reformistas e oportunistas.

Assim sucederam e se viu repetir a linha oportunista de direita que predominou na direção do Partido Comunista com as ilusões constitucionais, a legalidade e a influência da traição revisionista kruschovista que restaurou o capitalismo na URSS, passando a defender a transição pacífica pelo caminho eleitoreiro. Mesmo a luta pela reconstrução do Partido Comunista em 1960, que representou um salto na constituição do Partido Comunista do Brasil como partido comunista marxista-leninista, demarcando-se dos reformistas revisionistas encabeçados por Prestes e tomando a experiência da Grande Revolução Chinesa e as ideias do Pensamento Mao Tsetung e lançando-se pelo caminho da guerra popular, não pode completar o salto necessário da luta revolucionária do nosso povo. Este foi o mais rico período após décadas da luta dos povos, em que a luta de libertação nacional havia avançado na Ásia, África e América Latina e a Grande Revolução Cultural na China estremecia o mundo, lutando contra a restauração capitalista e propagandeando a revolução mundial.

Após os enfrentamentos com as forças armadas reacionárias e frente à derrota da Guerrilha do Araguaia, com a perda da maioria dos melhores quadros revolucionários – problemas que se deveram aos erros de concepção sobre a ideologia e da própria guerra popular – terminou na capitulação da maioria da direção do Partido Comunista que abandonou a linha revolucionária da guerra popular e retornou ao velho reformismo eleitoreiro, da legalidade e do cretinismo parlamentar.

Também no período que abarcou a década de 1960 e início da de 1970, período em que o regime militar fascista pro-imperialismo norte-americano surgido do golpe militar de 1964 estava na ofensiva, as correntes ideológicas pequeno-burguesas de influência, principalmente, da Revolução Cubana, o castrismo e guevarismo, levaram aos desvios militaristas com várias organizações armadas empenhadas na guerrilha urbana e que, apesar do heroísmo de muitos militantes homens e mulheres, foram aplastados.

Em todas estas lutas destacaram-se milhares de valorosas e valorosos militantes revolucionários e comunistas. Os inolvidáveis heróis da Coluna Prestes, do Levante Popular de 1935 dos quais destacaram pela firmeza e fidelidade inquebrantável à causa comunista, os internacionalistas alemães Arthur Ervert e Olga Benário. Os milhares de militantes do Partido Comunista, que mesmo sob a direção reformista, entregaram suas vidas ao Partido e à revolução. Os heroicos combatentes da resistência armada ao regime militar fascista, que mesmo sob uma direção errônea, entregaram seu precioso sangue à causa da libertação do nosso povo, como Carlos Marighella, Capitão Carlos Lamarca, Mario Alves entre tantos. Os heróis e heroínas combatentes da Guerrilha do Araguaia que pagaram o preço de suas generosas vidas por abrir o caminho da guerra popular para fazer a revolução em nosso país, tais como o grande Pedro Pomar, Maurício Grabois, Osvaldão, Lenira, Dina, Sônia entre tantos e tantas.

A década de 1980, com a liquidação do Partido Comunista do Brasil enquanto partido revolucionário, o vácuo criado pelo enfraquecimento e mesmo ausência da direção proletária, as ideologias pequeno-burguesas reformistas e eleitoreiras, brandindo um discurso radical, ganharam influência sobre as massas populares, principalmente no movimento sindical e camponês, descontentes com os estragos do regime militar. Assim a luta pela “redemocratização” dos liberais arrastou praticamente toda a esquerda, dentro da qual surgiu o PT. Como um aglomerado de sindicalistas treinados pelos institutos para o “sindicalismo livre” manejados pelo Departamento de Estado do EUA, os intelectuais pequeno-burgueses agrupados no CEBRAP (Centro Brasileiro de Pesquisa) instituição financiada pela Fundação Ford dos EUA, os ex-guerrilheiros arrependidos, socialdemocratas, as comunidades eclesiais de base da igreja católica, as tendências trotskistas e com o apoio do revisionismo cubano se conformou e desenvolveu o principal partido operário burguês, como o mais importante logro da reação para desviar o proletariado e as massas populares do caminho revolucionário.

Cada vez mais este partido abandonou o discurso radical do socialismo pequeno-burguês trocando-o pelo socialdemocrata e com a adesão dos demais partidos revisionistas ao seu “projeto de desenvolvimento para o Brasil”, através da integração total ao velho Estado de grandes burgueses e latifundiários serviçais do imperialismo, só fez repetir as velhas e surradas teses de “democratizar o Estado” e fazer “maior distribuição de renda”. Assim sua “frente popular” oportunista eleitoreira chegou ao gerenciamento de turno do velho Estado em 2002. Após o apogeu de popularidade, devido às ilusões e assistencialismo que levou a grande parte das massas populares tão empobrecidas, afundou-se nas práticas mais imundas da política movida à corrupção, encontra-se atolado na crise política que se arrasta atualmente o país.

O gerenciamento do PT e sua “frente popular” eleitoreira com Luiz Inácio e Dilma na presidência do país, após trair desde o primeiro dia de governo suas promessas feitas ao nosso povo, acreditaram que aumentando o consumismo e sua propaganda ufanista de Brasil potência, de fim da “fome e da pobreza”, de que o Brasil transformou-se num “país de classe média” iriam calar a boca do povo e governariam por mil anos. Mas o que chamam de “desenvolvimento” é mesma e surrada cantilena de distribuir migalhas para o povo enquanto os ricos ficam cada vez mais ricos. O imperialismo nunca subjugou e pilhou as riquezas nacionais tanto como na última década, os banqueiros nunca parasitaram tanto o povo e a nação, as corporações monopolistas transnacionais e locais nunca sugaram tanto o proletariado e demais trabalhadores e o latifúndio nunca concentrou tanto a propriedade da terra. Nunca o velho Estado através de seus aparatos repressivos promoveu tanta matança de pobres na cidade e no campo, dos que se levantam em defesa de seus mínimos direitos e a criminalização da pobreza e das lutas populares se assemelham à dos regimes fascistas, militares ou civis de nossa história.

As lutas de massas radicalizadas que temos dirigido tal como as explosões espontâneas das revoltas de operários nos canteiros das grandes obras do PAC e as rebeliões do povo por toda parte do país, bem como as jornadas de 2013 e 2014, têm servido para que, por outro lado e uma vez mais, o carcomido e reacionário Estado Brasileiro, Estado burocrático de grandes burgueses e latifundiários a serviço do imperialismo, principalmente norte-americano, desse mostra inequívocas de que segue sendo o velho, podre e genocida instrumento das classes dominantes lacaias, para servir ao imperialismo. E mais ainda para manter e aprofundar o Brasil na condição semicolonial, submeter as amplas massas populares à exploração máxima e os camponeses à espoliação semifeudal conservada através da evolução de suas formas, base sobre a qual se assenta e desenvolve esse capitalismo atrasado, burocrático e afundado em crises crônicas, como a atual. Este monstro, que suga o suor e sangue do nosso heroico proletariado, explora os camponeses, oprime a pequena e média burguesia, saqueia a nação e esmaga todo o nosso povo. Por isto mesmo que as heroicas jornadas de luta de nosso povo têm sido o grande grito de revolta e rebelião contra toda essa exploração, opressão e podridão, proclamando aos quatro cantos do país de que é justo rebelar-se!

Longe do que dizem e repetem todos os dias os dois lados em disputa pelo controle da direção da máquina do velho Estado, a base material de tal crise política é a crise crônica que caracteriza nosso país semicolonial/semifeudal, que se agravou como reflexo da crise mundial do imperialismo. A desmoralização que esta falsa esquerda oportunista e eleitoreira, com sua vergonhosa prática burguesa corrupta, enlameou a honrada legenda da esquerda e dos comunistas, deu palanque, credibilidade e legitimidade para as forças da direita mais tradicional das classes dominantes. Estes oportunistas, demagogos e populistas acreditaram mesmo que ao se servirem de administradores de turno do velho Estado de grandes burgueses e latifundiários serviçais do imperialismo, poderiam montar seus castelos de sonho de poder, iludindo as massas com programinhas assistencialistas para desviá-las da luta por suas conquistas, encabrestando-as para calar sua boca.

Desesperados com a combatividade e independência das massas pobres, os oportunistas da “frente popular” eleitoreira – PT, PCdoB, PSB e etc. – vendo desmascaradas suas ensebadas políticas de tráfico descarado dos interesses das massas, cumpriram a risca o papel nefasto de presidir a repressão covarde contra a luta das massas pobres e servir ao imperialismo, à grande burguesia, aos latifundiários e a toda reação. Agora que estão afundados na crise depois de ter feito tudo que fizeram para os banqueiros, para as corporações transnacionais, para o “agronegócio” e para o imperialismo, são rechaçados por estes que os culpam pela crise política, abrindo as entranhas da corrupção que se meteram como todos os velhos partidos burgueses, desmoralizando-os e maquinando para depô-los do posto de gerentes de turno do velho Estado a que tanto bem serviram. Desesperados estes calejados oportunistas manejam com a chantagem ao povo com o conto do “golpe da direita” e se revelam como os mais miseráveis e fariseus defensores e apologistas da velha democracia burocrática, das carcomidas instituições do velho Estado genocida, fazendo bravatas e juras de aplicar o receituário imperialista para tirar a economia da crise, afundando ainda mais nos métodos burgueses de compra de votos contra o impeachment.

Como sempre ao longo de nossa história, também nos últimos anos, frente ao heroísmo combatente, frente à feroz resistência oposta pelas massas organizadas aos planos dos reacionários presididos pelos oportunistas na direção do velho Estado genocida, planos sinistros de aplastar as massas, destruir sua organização e assassinar massas pobres e revolucionários que as guiam. Isto principalmente desde as jornadas de 2013 quando caíram em completo estado de desespero, tremem de pavor, tremem sim porque sentiram o prenúncio da guerra revolucionária. Convergindo com o aparato repressivo do velho Estado que gerenciam a mais de 13 anos e toda a apodrecida e venal imprensa desencadearam a mais raivosa, reacionária e anticomunista campanha contra os maoístas, numa desenfreada luta ideológica contra as massas pobres. Ao comportarem assim, nada mais têm conseguido do que lançar nas alturas a propaganda revolucionária da tática revolucionária maoísta.

Tudo isto é demonstração da luta incansável de nosso povo por resistir, lutar em defesa de seus direitos e combater por derrubar as três montanhas de exploração e opressão: o latifúndio, a grande burguesia e o imperialismo, para culminar a conformação da Nação Brasileira com verdadeira República Democrática e independência nacional.

Todos esses acontecimentos da história das lutas de nosso sofrido, mas combativo e heroico povo, estão atados por um mesmo fio condutor e compõe, com um número sem fim de atos de bravura. É a história heroica de nosso povo, particularmente de nosso proletariado e nosso campesinato. Sob a ação continuada da mesma política a serviço do imperialismo, principalmente norte-americano, da grande burguesia e latifundiários locais, seguimos incansavelmente resistindo e combatendo os inimigos do povo, prosseguindo a luta debaixo da brutal e sistemática repressão dos aparatos de polícia do velho Estado genocida e dos bandos de pistoleiros e paramilitares do latifúndio, enfrentando perseguições, prisões, processos e a morte. A matança covarde de lutadores do povo e de tantos militantes de nossa organização não nos intimida, muito ao contrário nos desafia a lutar com mais decisão e fúria. Os reacionários e todos os oportunistas continuam sonhando que podem afogar em sangue nossa luta, mas como a história o tem demonstrado, o sangue derramado de nossas companheiras e companheiros caídos rega nossa luta e a revolução.

Tomando as palavras do Presidente Gonzalo afirmamos que assim, os heróis e heroínas de nosso povo, como o personagem da história, seguem ganhando batalhas mais além da morte, pois, vivem e combatem em nós conquistando novas vitórias; sua poderosa e inapagável presença a sentimos palpitante e luminosa ensinando-nos hoje, amanhã e sempre a dar a vida pelo povo e pela revolução.

Ressaltemos, pois, companheiras e companheiros, que a longa e gloriosa jornada, donde a valentia das massas que sempre atenderam aos chamados de suas direções, também sempre deram provas cabais de sua combatividade, entregaram as vidas valorosas de suas melhores filhas e filhos, operários, camponeses, intelectuais honestos, juventude e mulheres do povo, combatentes heroicos do povo. As massas contribuem para forjar o necessário partido revolucionário do proletariado que por ter sido liquidado pelos revisionistas no país precisa ser reconstituído como verdadeiro Partido Comunista marxista-leninista-maoísta para encetar a luta armada revolucionária pelo poder na Revolução de Nova Democrática ininterrupta ao socialismo, a serviço da Revolução Mundial e no rumo do luminoso Comunismo. Contribuem não só com as palavras necessárias, mas, sobretudo com atos, ação e decisão acatando e sustentando as bandeiras para as grandes batalhas pelas transformações sociais.

O exemplo destas melhores filhas e filhos do povo, seu heroísmo frente a truculência e poderio armado do inimigo é a comprovação cabal, mil vezes revelada na História da Humanidade pelos oprimidos, provas e heroísmo grandiosos que só eles podem desfraldar. Provas de que a luta dos oprimidos, que hoje persiste com as guerras de libertação dos povos agredidos e ocupados militarmente como Afeganistão, Iraque, Palestina, Líbia, Síria entre outros e das guerras populares dirigidas por Partidos Comunistas maoísta na Índia, Filipinas, Turquia e Peru, irá inexoravelmente varrer com o imperialismo e toda a reação da face da terra com a Revolução Proletária Mundial. O imperialismo, no seu avançado estado de decomposição, expresso nas crises econômica e social que não pode mais que tentar encobrir e no aumento desenfreado da exploração dos trabalhadores de seus países e principalmente no aumento de sua agressão às nações oprimidas, como faz atualmente em toda região ampliada do Oriente Médio. São guerras de rapina por nova partilha do mundo entre as demais potências imperialistas, que entre pugnas e conluio, o imperialismo do EUA não se detém por manter e consolidar sua condição de superpotência hegemônica única, o imperialismo russo por manter e ampliar suas esferas de influência e condição de superpotência atômica e as demais potências imperialistas da Europa, Japão e China.

É por fim e principalmente, prova de que nossa luta se aprofunda, que o movimento revolucionário reconstituído no país, sob o guia e a luz inextinguível do marxismo-leninismo-maoísmo, deve e pode crescer e vencer os inimigos do povo sem quaisquer ilusões imediatistas numa vitória rápida e via o velho Estado e seu cretinismo parlamentar, mas ao contrário, será através duma luta armada prolongada.

Devemos então perguntar companheiras e companheiros, como temos celebrado este dia 9 de Abril tão grandioso e heroico? O que manifestamos neste momento? Devemos ter a clareza de que é oportunismo, direitismo, vacilação e mesmo capitulação não desfraldar e glorificar o heroísmo revolucionário das massas e de suas melhores filhas e filhos. Invoquemos os nomes heroicos dos revolucionários, os comunistas e massas que têm povoado a sagrada e gloriosa história de luta de nosso povo. Glorifiquemos nossos heróis e heroínas, armemo-nos poderosamente de seus inapagáveis exemplos. Estar cada dia mais determinado e resoluto em dar a vida à nossa luta e à revolução é questão de suma importância para todas e todos lutadores do povo com mais e mais audácia sustentá-las e desenvolvê-las enfrentando e derrotando a histeria da contrarrevolução, toda sua truculência que conhecemos na história do nosso povo e que seguramente cada dia mais haveremos de enfrentar e vencer. É questão decisiva para todas e todos revolucionários empenhados em rechaçar o oportunismo eleitoreiro e em brigar por reconstituir o Partido Comunista marxista-leninista-maoísta, para desencadear a luta armada revolucionária e através da guerra popular levar a cabo a revolução democrática, agrária e anti-imperialista, conquistar a República de Nova Democracia passando ininterruptamente ao Socialismo e servindo à Revolução Mundial.

Para culminar nossas ardorosas saudações ao Dia dos Heróis do Povo Brasileiro lancemos aqui as palavras do PCP–Partido Comunista do Peru ao celebrar o Dia da Heroicidade nascido da resistência heroica dos prisioneiros de guerra aos massacres nos presídios de El Frontón, Lurigancho e Callao, perpetrados pelas forças armadas reacionárias do Peru a mando do presidente de então o fascista e criminoso de guerra Alan Garcia Perez:

,“A rebelião dos prisioneiros de guerra é o desmascaramento e a condenação públicos e ante o mundo destes sinistros planos de matança massiva, em defesa da revolução e de suas próprias vidas; e o monstruoso e infame genocídio que por mandato governamental e com carta branca, perpetraram as forças armadas e aparatos repressivos, com cego ódio ao povo e perversa fúria homicida se estalou contra a indobrável, férrea resistência feroz dos camaradas, combatentes e filhos das massas que desfraldaram ideologia, valor e heroicidade desatadas audazmente em ardente desafio bélico; e se a besta reacionária bebeu sangue até fartar-se para impor a paz dos mortos, as vidas miserável e astutamente ceifadas transformando-se em imperecível, plasmam a trilogia monumental das luminosas trincheiras de combate de El Frontón, Lurigancho e Callao, marco histórico que proclamará mais e mais a grandeza do Dia da Heroicidade.

Honra e Glória eternas às companheiras e companheiros caídos na luta!

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Brasil, 9 de abril de 2016.

Campanha internacional em defesa dos presos políticos democráticos e revolucionários da Índia

Campanha internacional em defesa dos presos políticos democráticos e revolucionários da Índia

Por Rafael Gomes Penelas e Carlos Henrique Silva

Fotos de Carlos Henrique Silva e Yago Saraiva

Como parte da Semana Internacional de Solidariedade aos Presos Políticos da Índia, realizada de 2 a 9 de abril de 2016 em vários países, o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo) e outras organizações populares e democráticas do Brasil realizaram uma série de ações de solidariedade no Rio de Janeiro e São Paulo.

No dia 7 de abril, um debate foi realizado no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da URFJ, no Centro do Rio de Janeiro. Dezenas de pessoas compareceram ao evento que, além de abordar a situação dos milhares de presos políticos revolucionários e democráticos da Índia, explanou sobre a luta revolucionária dirigida pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta) que se encontra em curso no país, bem como a resistência dos camponeses e povos tribais contra a invasão de suas terras por mineradoras transnacionais e monopólios imperialistas.

No dia seguinte, 8 de abril, um ato político foi realizado diante do Consulado Geral da Índia, na Avenida Paulista, região central de São Paulo (capital). Convocados pelo Cebraspo, ativistas da Unidade Vermelha, Movimento Feminino Popular (MFP), Liga Operária e outras organizações distribuíram milhares de panfletos, ergueram faixas, cartazes e bandeiras e agitaram palavras de ordem em apoio internacionalista aos presos políticos indianos. Ao microfone, um representante do Cebraspo explicou à população paulista o motivo da manifestação e falou, ainda, de outras importantes campanhas internacionais que vêm sendo movidas por entidades populares, como o apoio aos presos políticos da Confederação dos Trabalhadores Turcos na Europa (ATIK), etc.

Os manifestantes denunciaram a recusa do cônsul da Índia em receber o manifesto de denúncia redigido pelo Cebraspo e protestaram contra o Estado genocida indiano e a guerra contra o povo desatada pelo regime fascista daquele país.

Recentemente na Índia foi lançada a terceira fazer da operação “Caçada Verde”, desatada pelo Estado genocida indiano contra os camponeses, povos tribais, ativistas revolucionários e principalmente os membros do Partido Comunista da Índia Maoísta (PCI), que estão em Guerra popular contra o Estado fascista indiano. Após o início da terceira fase da operação vários intelectuais democráticos e ativistas de movimentos populares-revolucionários foram encarcerados nas masmorras do velho Estado.

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MG: PM destrói dezenas de casas na Comunidade Baixa Funda em Manga

Terrorismo de Estado de Pimentel (PT):

PM destrói dezenas de casas na Comunidade Baixa Funda em Manga – MG


Manga, 31 de março de 2016
 
bfNa última terça-feira, dia 29/03, o governo estadual de Fernando Pimentel (PT) cumprindo liminar de reintegração de posse expedida pelo juiz da  Vara Agrária o  fascista Dr. Octávio de Almeida Neves(primo do playboy Aécio Neves – PSDB), comandou uma odiosa ordem de despejo contra as 84 famílias que trabalham e produzem há 18 anos na Comunidade Baixa Funda, nas terras da Fazenda Marilândia em Manga no norte de Minas Gerais. Como denuncia a Comissão Pastoral da Terra (CPT), “o INCRA tem sido omisso e cúmplice dessa grande violência que está sendo perpetrada contra 84 famílias, pois poderia ter desapropriado ou comprado a fazenda.”
Dezenas de casas de alvenarias foram destruídas pelos tratores que passaram por cima de tudo, enquanto as famílias protestavam indignadas! Móveis, roupas, utensílios domésticos, tudo foi destruído pelos verdadeiros atos de “vandalismo” cometidos pela PM sob o comando de Pimentel (PT). Como nos relatou o camponês Josemar dos Santos que teve suas panelas, latas d`água, dorna e até mesmo sua feira de alimentos destruídos pela ação covarde da PM.
Enquanto não há dinheiro para o falido programa de “reforma” agrária e o povo pobre do campo e da cidade têm todos os seus direitos negados com sucessivos cortes de verbas para a educação e saúde públicas, a PM gastou em torno de 50 mil reais dos cofres públicos, deslocando um verdadeiro aparato de guerra contra dezenas de famílias de trabalhadores: 2 microônibus lotados de soldados, mais de 10 viaturas, 4 tratores, vários caminhões… tudo para servir a latifundiários e grileiros de terras públicas da região.

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Massacre de camponeses no Paraná é crime premeditado e terrorismo de Estado

Reproduzimos nota da  Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres

Araupel massacre

Goiânia, 08 de abril de 2016

Massacre de camponeses no Paraná é crime premeditado e terrorismo de Estado

O roteiro do assassinato dos camponeses no Acampamento do MST em Quedas do Iguaçu têm semelhanças gritantes com o massacre continuado de camponeses no Vale do Jamari, em Rondônia.

Em Rondônia, o capitão do mato dos latifundiários Coronel Enedy foi empossado por imposição dos latifundiários e dos serviços de inteligência federais no Comando da PM. No Paraná, o Deputado Valdir Rossoni é empossado na Casa Civil do governador Beto Richa sob protestos da bancada de deputados aliados ao governo.

Em Rondônia, o Coronel Enedy anunciando que combateria a criminalidade e pacificaria a região, atacou o movimento camponês acusando-o de “terrorista”, visitou delegacias e prefeituras das regiões, e deslocou o grosso de seu contingente para aterrorizar os camponeses, realizando sem nenhuma ordem judicial buscas, revistas e cumprindo reintegrações de posse ainda em fase de recursos judiciais, isto ademais da ação combinada com pistoleiros para fazerem destruição de todo tipo e assinando o nome da LCP.

No Paraná, o Secretário da Casa Civil visitou Cascavel, deslocou grandes contingentes das tropas da PM para impedir a circulação de milhares de pessoas em Quedas do Iguaçu, Rio Bonito e Santa Terezinha do Oeste, onde estão três grandes acampamentos do MST, e deu declarações de que iria investir na segurança da região.

Em Rondônia, os companheiros Enilson (da Coordenação Regional da LCP) e Valdiro foram assassinados à luz do dia em Jaru; dois jovens foram assassinados na Fazenda Tucumã, um deles teve seu corpo queimado e outro está até hoje desaparecido. E a própria polícia civil prendeu dois PMs que junto com o latifundiário da Fazenda Tucumã cometeram este crime. Sem contar o verdadeiro arsenal de guerra que estava com estes e com o Sargento PM Moisés Pereira de Souza, condenado por muitos crimes e foragido do presídio, que teve sua fuga facilitada por ser o elo de ligação do Coronel Enedy com a pistolagem em Rondônia.

No Paraná, camponeses que estavam numa caminhonete dentro do acampamento Dom Tomás Balduíno, em Quedas do Iguaçu, foram fuzilados por policiais militares e por seguranças da Araupel, empresa que utiliza milhares de hectares de terras públicas griladas, como reconheceu a própria justiça do Paraná, e que por este motivo não existe qualquer ordem judicial de reintegração de posse. E a versão canalha da Polícia é de que os policiais militares teriam sido chamados por seguranças da Araupel para combater um incêndio e teriam sido recebidos à bala pelos camponeses, pelo que teriam reagido.

Mentirosos! Assassinos! E ainda impediram o acesso dos camponeses ao local do ataque para esconder seus crimes e ajeitar sua “versão” dos fatos.

Desde quando se combate incêndio na mata com equipes da ROTAM fortemente armadas? Alguém já viu uma arma apagar fogo? Os camponeses que teriam atacado os policiais militares e seguranças da Araupel estariam armados, segundo a versão sórdida da PM, com uma pistola e uma arma longa calibre 12. Como é que é? Camponeses com uma pistola e uma arma longa teriam armado uma emboscada para policiais fortemente armados? Quem acredita? E mais, onde estão os policiais, pelo menos um, feridos nesta suposta emboscada? Porque dois camponeses estão mortos e outros 6 feridos a tiros!

Acusamos por este massacre o governador Beto Richa do PSDB e a PM do Paraná.

Acusamos por este massacre a Presidente Dilma/PT/PCdoB/PMDB, que em 2015 e 2016 não assentou nenhuma família na terra neste programa falido de “reforma agrária do governo” que é uma mentira, não recuperou nenhuma terra grilada, e não puniu nenhum latifundiário ladrão e assassino, pelo contrário, ficou justificando os inúmeros despejos violentos de acampamentos em seu “governo”.

E acusamos também o oportunismo safado de Gleisi Hoffmann e Roberto Requião, que agora vêm posar de “bons moços” e acusar o atual governo do Estado como único responsável por este massacre bárbaro. Esta Senadora, candidata ao governo na última eleição, deu declarações junto com os grileiros da Araupel atacando os camponeses que lutavam para produzir nesta terra pública. Esta polícia de Beto Richa é a mesma que no tempo do Governador Requião assassinou tantos camponeses, como Teixeirinha, em Rio Bonito, e acobertou o assassinato do dirigente do MST Keno em Cascavel.

E para que o generoso sangue derramado destes camponeses não tenha sido em vão, há que se encarar de frente o verdadeiro significado da crise que o Brasil atravessa, muito mais do que a reles disputa pelo poder entre PT, PSDB, PCdoB, PMDB, et caterva, que contam com o monopólio da imprensa para fabricar esta falsa polarização entre golpismo e legalidade na opinião pública, principalmente nas classes médias. A crise que atravessamos é a mesma de sempre, crise crônica da base econômica de nosso país semicolonial/semifeudal e como reflexo da crise geral do imperialismo que atravessa o mundo inteiro. É a crise das economias baseadas em exportação de bens primários (soja, cana, petróleo, minério), pelo que o problema agrário e camponês, ao contrário de se resolver, se agrava ainda mais no sangrento caminho de sempre da nossa história. Os camponeses, indígenas e remanescentes de quilombolas precisam das terras para sobreviver. O imperialismo, a grande burguesia e o latifúndio, avançam açambarcando as terras para obter lucro máximo para evitar o soçobro de seu sistema podre, cruel, explorador e em franca decomposição.

Para acabar com tanta miséria, exploração e corrupção, tanta dengue, H1N1 e Zika, tanta matança de pobres nas favelas, para acabar com toda essa desgraça, toda essa barbárie no dia-a-dia, só com a destruição do latifúndio, a entrega das terras aos camponeses pobres sem terra ou com pouca terra, o que certamente vai levar a um aumento geral dos ganhos dos trabalhadores nas cidades. Destas gerências de turno da grande burguesia, do latifúndio e do imperialismo, que se legitimam através de eleições farsantes e corrompidas, só podemos esperar massacres e injustiças, embalados pela mais intensa campanha de criminalização e demonização do movimento camponês combativo.

Que todos que lutam pela terra, que todos os verdadeiros democratas, se levantem contra este massacre dos camponeses do Acampamento Dom Tomás Balduíno, do MST do Paraná. Que se levantem protestos para denunciar o terrorismo praticado pelo Estado brasileiro contra a luta pela terra. O sangue dos companheiros Vilmar Bordim e Leomar Bhorbak será vingado!

Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres

Quedas do Iguaçu – PR: Ataque brutal e covarde da PM contra acampamento assassina dois camponeses e fere vários outros

Com informações de MST

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Na tarde de 7 de abril, famílias camponesas organizadas pelo MST do Acampamento Dom Tomas Balduíno, no município de Quedas do Iguaçu, região central do Paraná, foram covarde e brutalmente atacados por policiais militares e capangas do latifúndio Araupel.

No ataque covarde, foram assassinados os camponeses Vilmar Bordim, 44 anos, casado, pai de três filhos e Leomar Bhorbak, 25 anos, que deixa a esposa grávida de nove meses. Varios camponeses foram feridos e dois outros foram detidos e liberados após prestarem depoimento.

O Acampamento Dom Tomas Balduíno foi constituído em maio de 2015 e lá vivem aproximadamente  1.500 famílias. Ele fica localizado no imóvel rural Rio das Cobras, terras griladas pelo latifúndio Araupel.

Em nota de denúncia divulgada pela direção estadual do MST do Paraná, os camponeses afirmam que não houve confronto, e sim uma emboscada armada pelos policiais quando cerca de 25 camponeses se deslocavam “de caminhonete e motocicleta, há 6 km do acampamento, dentro do perímetro da área decretada pública pela justiça, quando foram surpreendidos pelos policiais e seguranças entrincheirados.

Estes alvejaram o veiculo onde se encontravam os Sem Terra, que para se proteger, correram mato adentro em direção ao acampamento, na tentativa de fugir dos disparos que não cessaram”.

Os dois camponeses assassinados foram baleados pelas costas, o que deixa claro que estavam fugindo e não em confronto com a PM e seguranças.

Ainda segundo a nota do MST, “o local onde ocorreu a emboscada ficou isolado pela PM por mais de duas horas, impedindo o socorro dos feridos. Além de bloquear qualquer outra pessoa que se aproximasse para socorrer e documentar a cena do crime a polícia removeu as vítimas sem a presença do IML, bem como, os objetos da cena do crime.

A Polícia Militar criou um clima de terror na cidade de Quedas do Iguaçu, tomou as ruas, cercou a delegacia e os hospitais de Quedas do Iguaçu e Cascavel para onde foram levados os feridos, e impediu qualquer contato das vitimas com os familiares, advogados e imprensa.

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A Polícia Militar criou um clima de terror em Quedas do Iguaçú

O ataque da PM aos Sem Terra aconte ceu após o Deputado Rossoni assumir a Chefia da Casa Civil do Governo do Paraná e, que, coincidentemente, esteve em visita ao Município de Quedas do Iguaçu, no dia 01 de abril de 2016, acompanhado do Secretário de Segurança Publica do Paraná, Wagner Mesquita, além de representantes das cúpulas da policia do Paraná, que determinaram o envio de um contingente de mais de 60 PMs para Quedas do Iguaçu”.

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Após o ataque ao acampamento, a PM sitia o município

O MST encerra a nota exigindo Justiça e:

– Imediata investigação, prisão dos policias e seguranças, e punição de todos os responsáveis – executores e mandantes- pelo crime cometido contra os trabalhadores rurais Sem Terra.

– O afastamento imediato da policia militar e a retirada da segurança privada contratada pela Araupel.

– Garantia de segurança e proteção das vidas de todos os trabalhadores acampados do Movimento na região.

– Que todas as áreas griladas pela empresa Araupel sejam destinadas para Reforma Agrária, assentando as famílias acampadas.

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Protesto de camponeses em 2015 contra o latifúndio Araupel

Campanha internacional pela libertação dos presos políticos democráticos e revolucionários da Índia

Liberdade incondicional para todos os presos políticos na Índia!
Solidariedade com todos os presos políticos do mundo!
Fim da Operação Caçada Verde, os ataques de guerra e aéreos contra o povo!
Apoiar a Guerra Popular na Índia!

Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos – CEBRASPO
Comitê Internacional de Apoio à Guerra Popular na Índia
[email protected]

comite internacional india
Na Índia, mais de 10.000 prisioneiros políticos estão definhando em prisões. Eles são líderes, quadros e membros do PCI (Maoista) e do EGPL (Exército Guerrilheiro Popular de Libertação); aldeões adivasis que resistiam à evacuação forçada; camponeses que lutavam contra os acordos assinados por governos e empresas transnacionais para explorar as pessoas e continuar a pilhagem imperialista dos recursos naturais; ativistas das minorias nacionais organizadas contra a crescente ameaça do fascismo comunal Hindu; intelectuais como Dr. Saibaba, artistas, estudantes e ativistas de outras organizações democráticas, culpados por ficar de pé ao lado das pessoas que enfrentam a guerra contra o povo levada a cabo pelo estado indiano; mulheres do povo, feministas, unidas para se rebelar contra a enorme escalada de estupros, cometidos em parte pelas forças militares e policiais e pelos esquadrões fascistas paramilitares patrocinados pelo Estado. Em prisões os prisioneiros enfrentam todo tipo de perseguição, tortura, de negação de fianças, condições de vida desumanas, transferências arbitrárias, agressões brutais e castigos de confinamento solitário, e muitas vezes as mulheres detidas são violadas.
Apesar da condição feroz de detenção, os presos estão resistindo e lutando com espírito revolucionário e transformando as prisões escuras em que estão confinados em uma batalha contra o fascismo crescente na Índia e o regime Indiano.
A luta pela sua libertação incondicional é uma tarefa urgente para todas as forças de solidariedade e é parte integrante do apoio para a vitória de sua guerra de libertação.
Toda Índia é mais e mais transformada pelas classes dominantes em uma “prisão dos movimentos populares”. As classes dominantes indianas, sob a orientação e com a ajuda de imperialistas, lançou a ofensiva multifacetada em todo o país chamada Operação Caçada Verde. Ela é supostamente voltada para acabar com o movimento maoista, mas na verdade ela tem como objetivo suprimir qualquer demanda democrática genuína do povo. Milhares de líderes e membros de organizações revolucionárias e democráticas de massa foram assassinados, torturados e colocados em prisões. Culpados sob casos falsos, muitos deles estão enfrentando severas punições, de acordo com as leis draconianas adotadas pelos governos central e estadual, que marca líderes populares e lutadores como “antinacionalistas” ou “terroristas “.
A crise econômica e financeira imperialista está se intensificando continuamente e também as agressões e guerras imperialistas reacionárias intensificam. Nesta situação, o governo brahmanical BJP fascista de Modi tem dado prioridade em sua agenda para aniquilar o mais breve possível a luta maoista, os recém formados órgãos de poder político popular, os Krantikari Janatana Sarkar (Comitês Populares Revolucionários) e para saquear as riquezas naturais a passos rápidos e a qualquer custo. Modi, que é o primeiro servo das Casas Corporativos domesticas e estrangeiras, não só iniciou como também está implementando agressivamente a terceira fase da Operação Caçada Verde. Neste contexto, o regime de Modi propôs ataques aéreos em áreas adivasis.
Maoístas indianos conclama a todos os partidos e organizações revolucionárias, organizações internacionais de solidariedade, sindicatos, renomados intelectuais progressistas e democráticos, operários, camponeses, estudantes, jovens, artistas, escritores, cientistas, ambientalistas, professores, a levantar a voz contra a decisão de realizar ataques aéreos em áreas de maioria adivasi e para tomarem as ruas em protesto.
A guerra de libertação das massas na Índia não pode ser interrompida pela repressão selvagem, mas sim se estender a solidariedade política e moral para a guerra popular.
O Comitê Internacional de Apoio a Guerra Popular na Índia lança uma Semana de Ação Internacional de 02 a 09 de abril de 2016 em todo o mundo.
Nesta semana, todas as iniciativas irão expressar solidariedade com todos os presos políticos nas prisões do imperialismo e regimes reacionários e apoio a todos os esforços para a sua libertação.

O Brasil, mais que nunca, precisa do Partido Revolucionário

Em resposta aos últimos acontecimentos e por ocasião do 94º aniversário da fundação do Partido Comunista do Brasil (P.C.B.), que se completará em 25 de março próximo, antecipamos, uma vez mais, a publicação de artigo do professor Fausto Arruda, que também será publicado na página 3 da edição 167 do jornal A Nova Democracia (1ª quinzena de abril).

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“Levantando a bandeira”, do pintor soviético Gelij Korzev

Fausto Arruda

O fascismo é a política do imperialismo como fase última e apodrecida do capitalismo. Neste sentido ela é uma política permanente, mas que se apresenta ora mais agressiva, ora menos.

Na semicolônia Brasil as massas sentem no seu dia a dia a mão agressiva do fascismo, através das várias instituições do velho Estado como a polícia, a justiça, o parlamento, enfim toda a sua burocracia. Há setores, porém, como as média e pequena burguesias que se iludem com o chamado “Estado Democrático de Direito”, que é, nada mais nada menos, a face menos agressiva do fascismo. Mas, ainda assim, só aparentemente.

O PT e seus dirigentes, como Luiz Inácio e Dilma, em seu oportunismo, propagandearam e executaram esta face do fascismo em seu gerenciamento do semicolonial Estado brasileiro até tornarem-se, eles mesmos, rechaçados pelas instituições que eles ajudaram a incrementar, tais como a Polícia Federal e o Ministério Público, que como órgãos de Estado, executam a política de Estado. E, sendo o Brasil um Estado semicolonial, aplicam o fascismo que, como afirmamos acima, é a política permanente do imperialismo, particularmente nos países dominados, como é o Brasil.

A crise sistêmica do imperialismo atinge tanto a metrópole como as colônias e semicolônias. Neste momento, para garantir seu lucro máximo, exigem rédeas curtas tanto na economia quanto na política. Daí a investida fascista via judiciário combinado com uma descarga midiática dos monopólios de comunicação, tentando impingir às massas o mito do judiciário ilibado.

Os protestos, tanto do dia 13 como do dia 18, foram demonstrativos de uma falsa polarização que é instigada ao extremo pelos meios monopolizados da imprensa, com Rede Globo à frente, para esconder e escamotear a verdadeira contradição de nossa sociedade entre as massas empobrecidas e o velho Estado de grandes burgueses e latifundiários. Mas, ao mesmo tempo, todo este jogo revela que existe na sociedade um grande espaço para a verdadeira polarização entre as massas populares e as retrógradas classes dominantes exploradoras. Pois que, muitas das pessoas presentes nestas manifestações, estão mais que enojadas com toda politicalha das disputas de grupos representantes de suas frações pelo controle da direção do Estado. Gente que em sua maioria já desistiu de participar da farsa eleitoral e está em busca de outro caminho que leve o país a uma verdadeira democracia.

A polarização em curso é falsa porque não corresponde às verdadeiras contradições de nosso país, as quais sem sua completa superação nada mudará. Toda agitação da imprensa monopolizada, tendo a de sempre rede globo á cabeça, minuciosamente articulada com as figuras mais reacionárias do poder judiciário, é eficiente maquinação que arrasta, principalmente setores das classes médias. Uma parte destas, justamente indignada com o agravamento da crise econômica que ameaça seu padrão de vida, ademais da corrupção, sob a orquestração dos monopólios de imprensa de que a corrupção é que é o grande mal do país, termina tornando-se presa fácil da direita mais reacionária.

Uma outra parte é de gente muito conservadora e reacionária, são civis e militares cuja cabeça vive no USA – precisamente Miami e Orlando – entupida por seu lixo cultural consumista e idiotizante, versão atual da tradição, família e propriedade. É base da velha direita anticomunista até o tutano, a qual se acha revoltada por estar a quase 15 anos desalojada dos aparelhos do velho Estado. Esta recebeu de bandeja do PT a situação que precisava para ressuscitar seus baixos instintos, está assanhada e em completo frenesi já fazendo contas de como retornar a casa.

O fato é que os escândalos de corrupção impressionam mesmo muita gente, e de tal forma, que consegue esconder que a corrupção é inerente a este apodrecido Estado e que nenhuma destas campanhas moralizadoras, com seus “heróis” de fantoche, irá por fim a ela e impedir sua continuidade. O mais provável é de que, daqui a mais um punhado de anos, todo este barulho estará de volta desmascarando, como corruptos da vez, a canalha política que hoje busca colher os louros do descontentamento popular. Isto será assim até que o povo destrua todo este sistema de exploração representado por este Estado e todo seu sistema político feito de partidos eleitoreiros e a farsa eleitoral.

As verdadeiras e mais importantes contradições de nosso país são aquelas entre os camponeses pobres sem terra ou com pouca terra e os latifundiários, entre nossa Nação subjugada e o domínio imperialista e entre os trabalhadores e a burguesia. E nada disto é o que está colocado em questão na polarização instigada pela imprensa monopolizada e pelos partidos eleitoreiros. A polarização entre os que são contra o governo e os que são a favor é uma farsa transformada em quem é contra ou não a corrupção.

Hoje, em meio à comoção geral, os mais notórios corruptos aninhados no Congresso Nacional posam de gente honesta e decidirão o impeahment de Dilma. Deputados e senadores das mais variadas siglas, juízes, desembargadores e magistrados das diferentes instâncias deste podre e viciado poder judiciário se apresentam como se fossem realmente independentes, imparciais, uns santinhos. Faltam só dizer que são inimigos das empreiteiras desde pequenininhos, quando a imensa maioria deles têm suas campanhas financiadas por elas (os de mandatos eletivos) e os outros, prepostos seus que são diante do poder público, também são regiamente compensados. Enfim os familiares de todas estas castas privilegiadas, por decorrência, são religiosamente presenteados por estas mesmas empreiteiras. É um descaramento, uma imundice sem tamanho, porém a maioria das pessoas não pode se dar conta disto e são manipuladas.

Esta polarização não é entre os explorados e oprimidos do país e seus exploradores grandes burgueses e latifundiários e seu Estado genocida. Tampouco é entre a Nação saqueada pelas grandes corporações transnacionais e as potências imperialistas. Tal polarização fermentada o tempo inteiro pela imprensa monopolizada está dentro do próprio campo dos exploradores do povo e dos vendilhões da pátria. Sua cara política é entre uma “esquerda” oportunista e reformista (PT, PCdoB, etc.) e a direita tradicional. Não é fácil para as amplas massas do povo se dar conta disto e só o tempo e o desenvolvimento das contradições poderão ajudá-las a compreender. Inclusive muita gente progressista e democrática se ilude impressionadas com as pantomimas da ética fascista e se sentem na obrigação de posicionar-se ao lado do atual governo, do PT, de Luiz Inácio e Dilma.

Os revolucionários têm a obrigação de revelar a posição classista e independente do proletariado para essas massas e as pessoas progressistas e democráticas. E não importa o quanto delas possam compreender isto agora, devem atacar os dois lados desta farsa e mostrar que nenhum dos lados desta pugna estão com as massas e a independência da Nação. Mais ainda, devem mostrar que só a revolução, a destruição de todo este sistema de exploração do povo e saqueio da Nação, com o erguimento de um Estado revolucionário do povo e de Nova Democracia seus interesses, bem como o da independência da nossa Pátria, serão realizados.

Quando a situação chega a este terreno somente um partido revolucionário, um partido autenticamente comunista pode polarizar com o imperialismo, a grande burguesia local, os latifundiários e seus gerenciamentos de turno, apontando o programa da revolução democrática. Fora da revolução de Nova Democracia todo discurso contra corrupção não passa de mera gritaria moralista condenada a esvaziar-se em pouco tempo. Pois que, sem destruir as bases apodrecidas de onde origina toda corrupção, passada a euforia das campanhas hipócritas de combate a ela, tudo seguirá como antes. Assim tem sido a história política de nosso país.

Embora não possa ainda estar na cabeça das mobilizações populares em defesa dos direitos de nosso povo e pela libertação da Nação brasileira do jugo das corporações imperialistas, a luta por restabelecer o partido revolucionário do proletariado no Brasil já tem uma situação objetiva e subjetiva bastante amadurecida para fazer eclodir a grande revolução que o país necessita. As lutas das massas no campo e na cidade o comprova e a radicalização do ambiente político cheio de manipulações da falsa polarização terminará por desembocar nela. Esta é a única trincheira possível de enfrentar e derrotar o imperialismo e seus lacaios no país. Para isto os verdadeiros democratas e patriotas devem se orientar pela posição dos revolucionários, abandonar as ilusões das manobras institucionais e preparar-se para a dura e prolongada luta revolucionária.

Toda esta pregação de que as “instituições estão funcionando” e de que “isto é que importa” não passa do cacarejo liberal preocupado em salvar estas que são as reprodutoras e legitimadoras de todo o sistema de exploração do povo e de subjugação da Nação. Predicam isto à exaustão porque se acham assustados com sua falência e o descrédito da população nelas. Vejam só que funcionamento: o Congresso Nacional, instituição dita representante do povo, presidida por um notório bandido, assaltante das arcas públicas julgará e poderá depor os acusados de fazer o mesmo!

O grande perigo é se as massas populares comecem, parte por parte, a se dar conta que são exatamente estas instituições, defendidas como se fossem puras e sagradas, a correia de transmissão da corrupção e não as pessoas ou grupo de pessoas, estes apenas agentes dela. E por fim as massas tomarem a consciência política de que o que é preciso fazer é destruir estas velhas e corruptas instituições para criarem outras, novas e à sua própria imagem e semelhança, dos que vivem do suor próprio trabalho e da total independência da Nação.

Abaixo toda a demagogia dos defensores dessa institucionalidade apodrecida, seja ela da oposição, seja do PT e seus chegados! Viva a revolução democrática!

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