RJ: protestos das massas contra massacre olímpico

Moradores, estudantes e ativistas se levantam em Niterói, RJ.

Moradores, estudantes e ativistas se levantam em Niterói, RJ. Foto: Gabriel Vasconcelos

Redação de AND

Durante a passagem da famigerada “tocha olímpica” e toda sua demagógica simbologia de “paz”, “festa” e “harmonia”, as populações de Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias, Belford Roxo e Nova Iguaçu demonstraram, com massivos e significativos protestos, a justa insatisfação e indignação frente a todo este circo montado sobre o suor e sangue do povo brasileiro e carioca, em particular. Os protestos ocorreram nos dias 2 e 3 de agosto.

Em São Gonçalo, no dia 2, a população local se levantou em protesto e impediu a passagem festiva do símbolo do massacre olímpico pela região. Durante o protesto, duas pessoas foram presas pela polícia.

Na tarde do dia 3, em Duque de Caxias, também houve protesto dos moradores que impediu o prosseguimento da tocha, com saldo de uma criança de 10 anos ferida por bala de borracha.

Em entrevista ao jornal Extra, uma moradora e professora de Caxias explicou: “Estamos questionando o porquê da prefeitura gastar dinheiro com a passagem da tocha e alegar que não tem dinheiro para pagar nosso salário. Estamos há três meses recebendo salário parcelado”.

À noite, ainda dia 3, mais protestos foram realizados. Em Belford Roxo, água e cal foram arremessados contra a tocha olímpica e o comboio de militares que faziam sua segurança, dando mostras da insatisfação dos moradores. Para deixar ainda mais claro o total rechaço ao odioso clima festivo, várias explosões de bombas puderam ser ouvidas. Em Nova Iguaçu, também à noite, lixos foram arremessados expressando a ódio contra o massacre.

No entanto, o mais expressivo protesto das massas ocorreu em Niterói, também no dia 2. A população local, fundida aos estudantes e demais ativistas, repudiou o massacre olímpico em um importante protesto, na região das barcas. A exigência da população por saúde, educação e seus direitos mais básicos se somou com uma nova palavra de ordem, exposta em uma faixa que estampava os dizeres: “Abaixo o massacre olímpico! Rebelar-se é justo!”. A repressão foi imposta contra as massas em protesto, sem qualquer motivo, atacando o povo com spray de pimenta e detendo três pessoas. Apesar da repressão, a tocha foi impedida de seguir seu trajeto planejado.

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Kobad Ghandy em greve de fome e presos políticos poibidos de receber visitas

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Kobad Ghandy detido pelas forças policiais reacionárias do velho Estado indiano.


Reproduzimos nota publicada pelo CEBRASPO (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos) sobre a situação dos presos políticos na Índia, particularmente sobre Kobad Ghandy.


Kobad Ghandy em greve de fome em Tihar Jail. Kobad Ghandy iniciou uma greve de fome em 15 de julho de 2016, em protesto contra as autoridades da prisão pela repentina decisão arbitrária de deslocá-lo do pavilhão 1 para o pavilhão 2 do presídio de Tihar. Ele foi violentamente deslocado em uma maca, enquanto ainda estava em greve de fome, na noite de 16 de julho de 2016. Os ativistas dos direitos democráticos registraram seus protesto contra a perseguição a Kobad, que já idoso também sofre de inúmeras doenças, e apelaram ao Director-Geral das Prisões de Delhi, Vimla Mehra, para garantir que ele ele não negue seus legítimos direitos.

O presos político maoísta Anup Roy abriu um processo no Supremo Tribunal de Calcutá contra a imposição de restrições ilegais sobre os visitantes em prisões na região de Bengala Ocidental. O caso é esperado para ser ouvido a qualquer momento. O advogado do povo Debopriya Mukhopadhyay é o advogado que registrou no caso.

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Declarações sobre o “golpe de Estado” na Turquia (íntegra)

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Acirram-se  as contradições fundamentais na Turquia.


Reproduzimos, na íntegra, as declarações da organização ‘Construção Revolucionária’ (Áustria) e da Associação de Nova Democracia Nuevo Peru (Hamburgo, Alemanha) sobre a situação na Turquia, conforme anunciamos na edição impressa de AND nº 174.


Abaixo Erdogan! Abaixo os putchistas! Pela Revolução de Nova Democracia na Turquia / Curdistão do Norte!

Publicado por revaufbau – 16 de julho de 2016

Depois do falido golpe de Estado na Turquia / Curdistão do Norte, há muito ainda que não está claro. Chama a atenção que os golpistas não contaram, durante o intento de golpe, com nenhuma expressão de apoio politicamente organizada, mas todos os partidos políticos se pronunciaram contra o golpe no país. Inclusive militarmente, os rebeldes avançaram de forma pouco consistente e de forma seletiva. As reações imperialistas a nível internacional se caracterizam por seu aspecto contraditório, contrário às posições da Rússia e aos organismos de política exterior dos Estados Unidos, diversos organismo da UE, assim como os distintos governos imperialistas (por exemplo, França e Alemanha) demoraram relativamente muito para condenar o golpe de Estado claramente, e também ainda não está tomado uma posição clara sobre porque um helicóptero com oito líderes golpistas assentou-se precisamente em um país da UE. Que o governo do AKP/Erdogan, é agora, depois da derrota do golpe, o grande ganhador da situação, não é nenhum segredo. O AKP iniciou as lutas reais e aparentes contra os golpistas com alguma mobilização dentro das massas, em cujo eixo está se tratando de limpar o aparato do Estado dos funcionários não leais ao AKP (o partido do governo). Aqui também a reintrodução da pena de morte foi colocada à mesa.

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Persistir no trabalho e os avanços na divulgação de AND

Norte de Minas - Área Camponesa Cleomar Rodrigues 3

Coordenação dos Comitês de apoio ao AND

Nos últimos meses a Redação de AND tem recebido mensagens enviadas por comitês de apoio ao Jornal A Nova Democracia de todo o país relatando atividades de divulgação em suas respectivas regiões.

Recebemos com grande entusiasmo a notícia do crescente número de brigadas de divulgação realizadas de norte a sul do país, na forma de distribuição de exemplares antigos de AND, mas principalmente na forma de brigadas de vendas das edições mais recentes do jornal, e que em algumas regiões já se tornaram a principal forma de propaganda de A Nova Democracia. Dessa forma o jornal tem cumprido, através do esforço e dedicação dos comitês e apoiadores, sua missão de chegar às mãos das classes fundamentais de nosso povo, os operários, indígenas e camponeses, país afora.

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Comunista Tarcísio Leitão! Presente na Luta!

Tarcísio Leitão de Carvalho faleceu nesta segunda feira, aos 80 anos. Foi apoiador do AND no Ceará onde mantinha escritório de advocacia trabalhista. Em sua homegem reproduziremos a  entrevista concedida por ele ao AND nº 75, em 2011.

Entrevista: Tarcísio Leitão – A tortura é um ato de extrema covardia

09Tarcísio Leitão é um dos maiores agitadores que o Ceará já produziu. Hoje, com 75 anos de idade, comemora 60 anos de seu ingressos nas fileiras do PCB. Aos 15 anos ele já trabalhava na imprensa do partido. Tarcísio nunca saiu do PCB e, embora mantivesse sua fidelidade à linha eleitoral da direção partidária, sempre apoiou as organizações que tinham divergência com o PCB e aderiram à luta armada, tanto assim que foi indiciado pelo regime militar fascista nos inquéritos da ALN, do PCBR, do PCdoB, da AP-ML, além do próprio PCB. Preso dezenas de vezes, foi em 1972 que sofreu o maior suplício ao ser torturado durante 45 dias nas dependências do exército. Ao contrário de muitos que renegaram a causa revolucionária, Tarcísio continua lutando pelo socialismo e pelo comunismo. O AND foi até o seu escritório de advocacia de causas trabalhistas e conversou com Tarcísio Leitão sobre a sua militância e, particularmente sobre a tortura que ele qualificou como crime contra a humanidade.

AND: Quando foi que você entrou para o Partido Comunista?

TL: Na Campanha do Petróleo, 1947 mais ou menos.

AND: E como foi o começo de sua militância política?

TL: Eu tinha ligações com o deputado cassado do Parido Comunista, José Marinho de Vasconcelos. Eu conversava muito com ele e ele colocava a mão na cabeça e dizia: “Pô, você está com uma capacidade para pensar que poucos têm dentro do partido”.

E disse mais. Disse que a gente joga com várias hipóteses, várias soluções sobre esse negócio de botar o partido na ilegalidade. “Eles não fecharam todos os partidos, é uma porta pra gente quebrar, influir num partido mais próximo”. Eu dizia pra ele que eu achava interessante, mas eu era reticente, mas depois houve uma repressão muito grande em cima dos jovens que faziam pichação na cidade, muita prisão. O Brito, um jovem da juventude comunista lá do Crato, levou um tiro no olho, perdeu a vista fazendo uma pichação. Aí o Marinho disse que se a gente conseguisse uma associação de estudantes que assumisse a paternidade da Campanha do Petróleo dava pra mascarar a presença dos comunistas e eu respondi: só se for o movimento cívico político Eduardo Gomes, da UDN. Ele disse que podia ser o diabo. Eu fui lá pedir para eles darem uma nota contra as prisões políticas e assumindo a Campanha do Petróleo. Então, em vez de jornais, nós fomos catar dinheiro. Eu cresci diante do Marinho. Quando eu comecei a defender a tese de outro partido, ele disse: “se você conseguisse uma legenda, pra gente ter candidatos”, o Partido Socialista é uma possibilidade, respondi. E ele disse: “Eu não acredito. Mas nunca estamos impedidos de tentar”. Pouco tempo depois eu era Secretário Geral do Partido Socialista Brasileiro. Houve um problema danado porque eu tinha quinze anos nesse tempo, não tinha dezoito. Foi uma dificuldade para registrar a direção porque eu não tinha documento militar. Eu fui empurrando um tempo com a barriga, consegui uma legenda e o partido elegeu nove, nove não, dez, o Paulo Mamede, o Waldemar Pedro dos Santos e outros…

AND: Mas houve processo de formalização da sua entrada no partido?

TL: Houve. Com quinze anos eu passei a trabalhar no Democrata, o jornal do Partido Comunista.

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Ridícula ação midiática a mando do FBI (Editorial 174)

Editorial, página 2, AND nº 174 (primeira quinzena de agosto).

No ambiente tormentoso que transita o mundo, em que as covardes agressões das potências imperialistas sobre as nações oprimidas, principalmente do Oriente Médio, se voltam contra as mesmas com um crescente número de atos de guerra em suas próprias cidadelas, a realização dos Jogos Olímpicos vem sendo cercada pela mesma atmosfera. A mega “operação hashtag” contra supostos “terroristas” vinculados ao Estado Islâmico se revela, a cada dia, como mais um ato do costumeiro abuso de autoridade, não fosse o objetivo tácito de demonstrar nisto também toda a servidão dos gerentes de turno ao diktat do imperialismo ianque.

Segundo o portal G1 do dia 22 de julho (18h46), o FBI enviou alerta ao Brasil sobre suspeitos de exaltar o terrorismo:

“O procurador da República Rafael Brum Miron, responsável pela Operação Hashtag, afirmou ao G1 nesta sexta-feira (22) que as investigações que prenderam suspeitos de ligação com o Estado Islâmico começaram com um alerta do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos. Segundo o procurador, um memorando com nomes de suspeitos foi enviado para o Brasil com a sugestão de que eles fossem investigados.”

Como já é conhecido, mesmo antes das denúncias feitas por Snowden, o FBI, a CIA e outras agências de “segurança” do USA, por considerarem-se a “polícia do mundo”, metem o bedelho em tudo que seu faro apura de antiamericanismo e anti-imperialismo. Daí que um bando de ingênuos “língua solta”, dispersos no vasto território brasileiro e ligados apenas pelas redes sociais, transforma-se de uma hora para outra em uma ameaça terrorista.

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Abaixo o massacre olímpico!

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Pichação feita por moradores da Vila Autódromo, Zona Oeste do Rio de Janeiro, atacada pelos tratores “olímpicos” da prefeitura

A pedidos de leitores (as), deixamos aqui os links de artigos e matérias publicados nas últimas edições impressas do jornal A Nova Democracia sobre a farra olímpica dos monopólios que será realizada no Rio de Janeiro no próximo mês de agosto.

Abaixo o massacre olímpico! (AND nº 174, 1ª quinzena de agosto de 2016).

‘Legado’ olímpico é sofrimento para o povo! (AND nº 174).

Rio 2016: retratos do massacre olímpico (AND nº 174).

Chacina no Morro do Chapadão (RJ): “Eles pagaram a Olimpíada com o sangue dos nossos filhos” (AND nº 173, 2ª quinzena de julho de 2016).

Olimpíada na semicolônia: farra das transnacionais, empreiteiras e corruptos (AND nº 173).

Olhos do Estado policial na ‘cidade olímpica’ (AND nº 173).

Mais retratos do fascismo olímpico (AND nº 173).

Água na tocha é ato contra a farra olímpica (AND nº 173).

Servidores públicos rechaçam a farra olímpica no Rio (AND nº 173).

A farra olímpica, a calamidade e a farsa eleitoral (AND nº 172, 1ª quinzena de julho de 2016).

Pirâmides da atualidade: o legado das Olimpíadas (AND nº 171, 2ª quinzena de junho de 2016).

Remoções: os crimes da ‘cidade olímpica’ (AND nº 171).

A farsa olímpica em andamento (AND nº 170, 1ª quinzena de junho de 2016).

Remoção da Vila Autódromo – RJ: Retrato de um crime olímpico (AND nº 170).

Apagaram a tocha olímpica! (Blog da redação, julho de 2016).

Água na tocha: manifestações rejeitam a farra olímpica (Blog da redação, junho de 2016)

As Olimpíadas e o terrorismo de Estado (AND nº 162, 1ª quinzena de dezembro de 2015).

Olimpíadas de 2016 X Mata Atlântica (AND nº 105, março de 2013).

Copa e Olimpíadas no Brasil – 2011: greves e despejos no rastro dos mega-eventos (AND nº 85, janeiro de 2012).

Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil: Assalto à nação e opressão ao povo já é marca registrada dos megaeventos (AND nº 81, setembro de 2011).

O anunciado genocídio olímpico se põe em marcha (AND nº 72, dezembro de 2010).

Olimpíadas no Brasil – Festa dos demagogos e dos monopólios (AND nº 59, novembro de 2009).

Denúncia: perseguições aos estudantes em luta

Comitê de apoio ao AND – Foz do Iguaçu (PR)

Nas últimas semanas, perseguições políticas em forma de assaltos, invasões, incêndios, intimidações, etc. vêm sendo relatados por estudantes envolvidos na luta contra o corte de direitos e pela permanência dos filhos do povo pobre na universidade, esses que resistem bravamente a todo este processo de expulsão. Tais ataques demostram o caráter fascista do Estado e da conivência de um de seus braços, a instituição que se pinta de esquerda, UNILA, e também de seus aliados em Foz do Iguaçu (PR).

Há 8 meses ocupada por estudantes que necessitavam de um local para viver, a Moradia 1 abandonada pela universidade resiste através da luta ao sucateamento. A série de intimidações acerca dela e tentativas de expulsão se deram com cortes de luz e água por parte da instituição e com uma série de 11 assaltos extremamente violentos, sendo que os 3 últimos aconteceram em um intervalo de 24 horas. Segundo o relato dos estudantes por ocasião do último ataque ocorrido, dia 16 de junho, os invasores estavam fortemente armados e comportando-se de maneira organizada. Os mesmos assediaram, molestaram, agrediram e prenderam estudantes no banheiro no decorrer das ações; um dos estudantes só foi encontrado na manhã seguinte preso e amarrado sozinho em seu alojamento.

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Bahia: estudantes reagem com luta ao descaso sofrido pelos terceirizados

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Estudantes protestam em frente ao CAB (Centro Administrativo da Bahia).

Comitê de apoio ao AND – Salvador e Região Metropolitana

Seguindo a velha ladainha de corte de gastos em virtude da crise, o gerenciamento petista vem aplicando de forma draconiana suas medidas antipovo. As áreas mais afetadas por esta sanha de cortes, como sempre são educação e saúde.

Desde o início do ano, as práticas do gerente estadual Rui Costa (PT) vem mostrando-se nocivas para a educação. Entre tantas medidas, podemos destacar a não realização do concurso público, haja vista que o último foi realizado em 2010 e o que vem sucedendo-se são processos seletivos para a contratação de professores pelo regime REDA, modalidade em que o trabalhador irá exercer sua função por determinado tempo e ao fim do contrato, sai com uma mão na frente e outra atrás, pratica extremamente lucrativa para o estado, pois este educador não recebe todos os benefícios e gratificações do efetivo. Destacamos ainda a falta de respeito que sofrem aqueles que dão todo o suporte para que a escola aconteça, como as merendeiras, porteiros, agentes de limpeza e pessoal da secretaria, que estão submetidos a contratos com empresas terceirizadas que não respeitam em nada esses profissionais, pais e mães de família que estão de 3 a 4 meses sem receber seus salários, sofrendo ainda toda sorte de pressão por parte destas empresas que em conluio com o estado, seguem pisando nos direitos dos trabalhadores.

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Companheira Sandra Lima: Presente na Luta!

2016-08-01Na noite de 27 de julho, uma das mentes mais inquietas e brilhantes com quem tivemos a oportunidade de conviver e compartilhar experiências cessou de pensar. Faleceu, após enfrentar com firmeza e serenidade a cirurgia para a remoção de um tumor cerebral, aos 61 anos, a companheira Sandra Lima.

Fundadora e dirigente do Movimento Feminino Popular e militante revolucionária, convicta marxista-leninista-maoísta, a companheira Sandra prestou inestimável contribuição de pensamento e ação para a luta das massas populares do campo e cidade, no nosso país e no mundo.

A companheira Sandra Lima dedicou sua vida à Revolução Brasileira. Foram mais de 40 anos de militância, organizando as massas nos bairros proletários e fábricas, na luta pela moradia, na luta pela terra, junto ao movimento operário e sindical classista. Dedicou-se como poucos à tarefa de formação política das novas gerações. Ministrou cursos e palestras em todo o país para a juventude revolucionária. Paciente e inquieta, ouvia e instruía os jovens, orientando-os na conduta proletária perante as massas e no compromisso com a revolução em nosso país.

Dedicou-se na construção do Movimento Feminino Popular em diferentes regiões do país, especialmente no campo. Sempre em suas intervenções chamou a atenção para a necessidade das mulheres de nosso povo em se lançarem a luta ombro a ombro com seus companheiros e se formarem como quadros revolucionários que dominem a ideologia do proletariado para cumprir as tarefas da Revolução de Nova Democracia em nosso país.

Abnegada, nunca resignou perante os problemas de saúde. Dedicou-se sem reservas à mobilização, politização e organização das massas.

Atuou nas primeiras filas da luta contra o regime militar fascista, nas batalhas por pavimentar um caminho para a luta revolucionária em nosso país; teve papel destacado nas batalhas das massas proletárias pela moradia na Região Metropolitana de Belo Horizonte; atuou em greves combativas; combateu de forma implacável o revisionismo e todo o oportunismo. Realizou intensa agitação contra a farsa eleitoral conclamando as massas a boicotarem ativamente as eleições reacionárias, se organizarem e lutarem. Dedicou-se, sem medir esforços, à luta pela punição dos mandantes e executores de torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados de militantes revolucionários durante o regime militar-fascista. Acompanhou de perto e com entusiasmo as jornadas da juventude combatente em junho/julho de 2013.

O jornal A Nova Democracia teve na companheira Sandra Lima uma incansável apoiadora e uma grande colaboradora.

Seu falecimento significa uma grande perda para todos os revolucionários e democratas de nosso país.

Miramos e nos apoiamos no radiante exemplo de vivacidade, combatividade e otimismo sempre transbordados pela companheira Sandra Lima para que, como ela sempre nos ensinou, converter nossa dor e indignação em mais decisão para lutar pela completa emancipação de nosso povo.

Companheira Sandra: Presente na luta!

“Despertar a fúria revolucionária da mulher!”

*No dia 28 de julho, companheiras e companheiros, familiares e amigos prestaram homenagens a Sandra Lima em seu funeral. Na próxima edição do jornal e, em breve, também no blog da redação, publicaremos sobre as homenagens prestadas a grande revolucionária Sandra Lima.

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