Quedas do Iguaçu – PR: Ataque brutal e covarde da PM contra acampamento assassina dois camponeses e fere vários outros

Com informações de MST

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Na tarde de 7 de abril, famílias camponesas organizadas pelo MST do Acampamento Dom Tomas Balduíno, no município de Quedas do Iguaçu, região central do Paraná, foram covarde e brutalmente atacados por policiais militares e capangas do latifúndio Araupel.

No ataque covarde, foram assassinados os camponeses Vilmar Bordim, 44 anos, casado, pai de três filhos e Leomar Bhorbak, 25 anos, que deixa a esposa grávida de nove meses. Varios camponeses foram feridos e dois outros foram detidos e liberados após prestarem depoimento.

O Acampamento Dom Tomas Balduíno foi constituído em maio de 2015 e lá vivem aproximadamente  1.500 famílias. Ele fica localizado no imóvel rural Rio das Cobras, terras griladas pelo latifúndio Araupel.

Em nota de denúncia divulgada pela direção estadual do MST do Paraná, os camponeses afirmam que não houve confronto, e sim uma emboscada armada pelos policiais quando cerca de 25 camponeses se deslocavam “de caminhonete e motocicleta, há 6 km do acampamento, dentro do perímetro da área decretada pública pela justiça, quando foram surpreendidos pelos policiais e seguranças entrincheirados.

Estes alvejaram o veiculo onde se encontravam os Sem Terra, que para se proteger, correram mato adentro em direção ao acampamento, na tentativa de fugir dos disparos que não cessaram”.

Os dois camponeses assassinados foram baleados pelas costas, o que deixa claro que estavam fugindo e não em confronto com a PM e seguranças.

Ainda segundo a nota do MST, “o local onde ocorreu a emboscada ficou isolado pela PM por mais de duas horas, impedindo o socorro dos feridos. Além de bloquear qualquer outra pessoa que se aproximasse para socorrer e documentar a cena do crime a polícia removeu as vítimas sem a presença do IML, bem como, os objetos da cena do crime.

A Polícia Militar criou um clima de terror na cidade de Quedas do Iguaçu, tomou as ruas, cercou a delegacia e os hospitais de Quedas do Iguaçu e Cascavel para onde foram levados os feridos, e impediu qualquer contato das vitimas com os familiares, advogados e imprensa.

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A Polícia Militar criou um clima de terror em Quedas do Iguaçú

O ataque da PM aos Sem Terra aconte ceu após o Deputado Rossoni assumir a Chefia da Casa Civil do Governo do Paraná e, que, coincidentemente, esteve em visita ao Município de Quedas do Iguaçu, no dia 01 de abril de 2016, acompanhado do Secretário de Segurança Publica do Paraná, Wagner Mesquita, além de representantes das cúpulas da policia do Paraná, que determinaram o envio de um contingente de mais de 60 PMs para Quedas do Iguaçu”.

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Após o ataque ao acampamento, a PM sitia o município

O MST encerra a nota exigindo Justiça e:

– Imediata investigação, prisão dos policias e seguranças, e punição de todos os responsáveis – executores e mandantes- pelo crime cometido contra os trabalhadores rurais Sem Terra.

– O afastamento imediato da policia militar e a retirada da segurança privada contratada pela Araupel.

– Garantia de segurança e proteção das vidas de todos os trabalhadores acampados do Movimento na região.

– Que todas as áreas griladas pela empresa Araupel sejam destinadas para Reforma Agrária, assentando as famílias acampadas.

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Protesto de camponeses em 2015 contra o latifúndio Araupel

Campanha internacional pela libertação dos presos políticos democráticos e revolucionários da Índia

Liberdade incondicional para todos os presos políticos na Índia!
Solidariedade com todos os presos políticos do mundo!
Fim da Operação Caçada Verde, os ataques de guerra e aéreos contra o povo!
Apoiar a Guerra Popular na Índia!

Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos – CEBRASPO
Comitê Internacional de Apoio à Guerra Popular na Índia
[email protected]

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Na Índia, mais de 10.000 prisioneiros políticos estão definhando em prisões. Eles são líderes, quadros e membros do PCI (Maoista) e do EGPL (Exército Guerrilheiro Popular de Libertação); aldeões adivasis que resistiam à evacuação forçada; camponeses que lutavam contra os acordos assinados por governos e empresas transnacionais para explorar as pessoas e continuar a pilhagem imperialista dos recursos naturais; ativistas das minorias nacionais organizadas contra a crescente ameaça do fascismo comunal Hindu; intelectuais como Dr. Saibaba, artistas, estudantes e ativistas de outras organizações democráticas, culpados por ficar de pé ao lado das pessoas que enfrentam a guerra contra o povo levada a cabo pelo estado indiano; mulheres do povo, feministas, unidas para se rebelar contra a enorme escalada de estupros, cometidos em parte pelas forças militares e policiais e pelos esquadrões fascistas paramilitares patrocinados pelo Estado. Em prisões os prisioneiros enfrentam todo tipo de perseguição, tortura, de negação de fianças, condições de vida desumanas, transferências arbitrárias, agressões brutais e castigos de confinamento solitário, e muitas vezes as mulheres detidas são violadas.
Apesar da condição feroz de detenção, os presos estão resistindo e lutando com espírito revolucionário e transformando as prisões escuras em que estão confinados em uma batalha contra o fascismo crescente na Índia e o regime Indiano.
A luta pela sua libertação incondicional é uma tarefa urgente para todas as forças de solidariedade e é parte integrante do apoio para a vitória de sua guerra de libertação.
Toda Índia é mais e mais transformada pelas classes dominantes em uma “prisão dos movimentos populares”. As classes dominantes indianas, sob a orientação e com a ajuda de imperialistas, lançou a ofensiva multifacetada em todo o país chamada Operação Caçada Verde. Ela é supostamente voltada para acabar com o movimento maoista, mas na verdade ela tem como objetivo suprimir qualquer demanda democrática genuína do povo. Milhares de líderes e membros de organizações revolucionárias e democráticas de massa foram assassinados, torturados e colocados em prisões. Culpados sob casos falsos, muitos deles estão enfrentando severas punições, de acordo com as leis draconianas adotadas pelos governos central e estadual, que marca líderes populares e lutadores como “antinacionalistas” ou “terroristas “.
A crise econômica e financeira imperialista está se intensificando continuamente e também as agressões e guerras imperialistas reacionárias intensificam. Nesta situação, o governo brahmanical BJP fascista de Modi tem dado prioridade em sua agenda para aniquilar o mais breve possível a luta maoista, os recém formados órgãos de poder político popular, os Krantikari Janatana Sarkar (Comitês Populares Revolucionários) e para saquear as riquezas naturais a passos rápidos e a qualquer custo. Modi, que é o primeiro servo das Casas Corporativos domesticas e estrangeiras, não só iniciou como também está implementando agressivamente a terceira fase da Operação Caçada Verde. Neste contexto, o regime de Modi propôs ataques aéreos em áreas adivasis.
Maoístas indianos conclama a todos os partidos e organizações revolucionárias, organizações internacionais de solidariedade, sindicatos, renomados intelectuais progressistas e democráticos, operários, camponeses, estudantes, jovens, artistas, escritores, cientistas, ambientalistas, professores, a levantar a voz contra a decisão de realizar ataques aéreos em áreas de maioria adivasi e para tomarem as ruas em protesto.
A guerra de libertação das massas na Índia não pode ser interrompida pela repressão selvagem, mas sim se estender a solidariedade política e moral para a guerra popular.
O Comitê Internacional de Apoio a Guerra Popular na Índia lança uma Semana de Ação Internacional de 02 a 09 de abril de 2016 em todo o mundo.
Nesta semana, todas as iniciativas irão expressar solidariedade com todos os presos políticos nas prisões do imperialismo e regimes reacionários e apoio a todos os esforços para a sua libertação.

O Brasil, mais que nunca, precisa do Partido Revolucionário

Em resposta aos últimos acontecimentos e por ocasião do 94º aniversário da fundação do Partido Comunista do Brasil (P.C.B.), que se completará em 25 de março próximo, antecipamos, uma vez mais, a publicação de artigo do professor Fausto Arruda, que também será publicado na página 3 da edição 167 do jornal A Nova Democracia (1ª quinzena de abril).

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“Levantando a bandeira”, do pintor soviético Gelij Korzev

Fausto Arruda

O fascismo é a política do imperialismo como fase última e apodrecida do capitalismo. Neste sentido ela é uma política permanente, mas que se apresenta ora mais agressiva, ora menos.

Na semicolônia Brasil as massas sentem no seu dia a dia a mão agressiva do fascismo, através das várias instituições do velho Estado como a polícia, a justiça, o parlamento, enfim toda a sua burocracia. Há setores, porém, como as média e pequena burguesias que se iludem com o chamado “Estado Democrático de Direito”, que é, nada mais nada menos, a face menos agressiva do fascismo. Mas, ainda assim, só aparentemente.

O PT e seus dirigentes, como Luiz Inácio e Dilma, em seu oportunismo, propagandearam e executaram esta face do fascismo em seu gerenciamento do semicolonial Estado brasileiro até tornarem-se, eles mesmos, rechaçados pelas instituições que eles ajudaram a incrementar, tais como a Polícia Federal e o Ministério Público, que como órgãos de Estado, executam a política de Estado. E, sendo o Brasil um Estado semicolonial, aplicam o fascismo que, como afirmamos acima, é a política permanente do imperialismo, particularmente nos países dominados, como é o Brasil.

A crise sistêmica do imperialismo atinge tanto a metrópole como as colônias e semicolônias. Neste momento, para garantir seu lucro máximo, exigem rédeas curtas tanto na economia quanto na política. Daí a investida fascista via judiciário combinado com uma descarga midiática dos monopólios de comunicação, tentando impingir às massas o mito do judiciário ilibado.

Os protestos, tanto do dia 13 como do dia 18, foram demonstrativos de uma falsa polarização que é instigada ao extremo pelos meios monopolizados da imprensa, com Rede Globo à frente, para esconder e escamotear a verdadeira contradição de nossa sociedade entre as massas empobrecidas e o velho Estado de grandes burgueses e latifundiários. Mas, ao mesmo tempo, todo este jogo revela que existe na sociedade um grande espaço para a verdadeira polarização entre as massas populares e as retrógradas classes dominantes exploradoras. Pois que, muitas das pessoas presentes nestas manifestações, estão mais que enojadas com toda politicalha das disputas de grupos representantes de suas frações pelo controle da direção do Estado. Gente que em sua maioria já desistiu de participar da farsa eleitoral e está em busca de outro caminho que leve o país a uma verdadeira democracia.

A polarização em curso é falsa porque não corresponde às verdadeiras contradições de nosso país, as quais sem sua completa superação nada mudará. Toda agitação da imprensa monopolizada, tendo a de sempre rede globo á cabeça, minuciosamente articulada com as figuras mais reacionárias do poder judiciário, é eficiente maquinação que arrasta, principalmente setores das classes médias. Uma parte destas, justamente indignada com o agravamento da crise econômica que ameaça seu padrão de vida, ademais da corrupção, sob a orquestração dos monopólios de imprensa de que a corrupção é que é o grande mal do país, termina tornando-se presa fácil da direita mais reacionária.

Uma outra parte é de gente muito conservadora e reacionária, são civis e militares cuja cabeça vive no USA – precisamente Miami e Orlando – entupida por seu lixo cultural consumista e idiotizante, versão atual da tradição, família e propriedade. É base da velha direita anticomunista até o tutano, a qual se acha revoltada por estar a quase 15 anos desalojada dos aparelhos do velho Estado. Esta recebeu de bandeja do PT a situação que precisava para ressuscitar seus baixos instintos, está assanhada e em completo frenesi já fazendo contas de como retornar a casa.

O fato é que os escândalos de corrupção impressionam mesmo muita gente, e de tal forma, que consegue esconder que a corrupção é inerente a este apodrecido Estado e que nenhuma destas campanhas moralizadoras, com seus “heróis” de fantoche, irá por fim a ela e impedir sua continuidade. O mais provável é de que, daqui a mais um punhado de anos, todo este barulho estará de volta desmascarando, como corruptos da vez, a canalha política que hoje busca colher os louros do descontentamento popular. Isto será assim até que o povo destrua todo este sistema de exploração representado por este Estado e todo seu sistema político feito de partidos eleitoreiros e a farsa eleitoral.

As verdadeiras e mais importantes contradições de nosso país são aquelas entre os camponeses pobres sem terra ou com pouca terra e os latifundiários, entre nossa Nação subjugada e o domínio imperialista e entre os trabalhadores e a burguesia. E nada disto é o que está colocado em questão na polarização instigada pela imprensa monopolizada e pelos partidos eleitoreiros. A polarização entre os que são contra o governo e os que são a favor é uma farsa transformada em quem é contra ou não a corrupção.

Hoje, em meio à comoção geral, os mais notórios corruptos aninhados no Congresso Nacional posam de gente honesta e decidirão o impeahment de Dilma. Deputados e senadores das mais variadas siglas, juízes, desembargadores e magistrados das diferentes instâncias deste podre e viciado poder judiciário se apresentam como se fossem realmente independentes, imparciais, uns santinhos. Faltam só dizer que são inimigos das empreiteiras desde pequenininhos, quando a imensa maioria deles têm suas campanhas financiadas por elas (os de mandatos eletivos) e os outros, prepostos seus que são diante do poder público, também são regiamente compensados. Enfim os familiares de todas estas castas privilegiadas, por decorrência, são religiosamente presenteados por estas mesmas empreiteiras. É um descaramento, uma imundice sem tamanho, porém a maioria das pessoas não pode se dar conta disto e são manipuladas.

Esta polarização não é entre os explorados e oprimidos do país e seus exploradores grandes burgueses e latifundiários e seu Estado genocida. Tampouco é entre a Nação saqueada pelas grandes corporações transnacionais e as potências imperialistas. Tal polarização fermentada o tempo inteiro pela imprensa monopolizada está dentro do próprio campo dos exploradores do povo e dos vendilhões da pátria. Sua cara política é entre uma “esquerda” oportunista e reformista (PT, PCdoB, etc.) e a direita tradicional. Não é fácil para as amplas massas do povo se dar conta disto e só o tempo e o desenvolvimento das contradições poderão ajudá-las a compreender. Inclusive muita gente progressista e democrática se ilude impressionadas com as pantomimas da ética fascista e se sentem na obrigação de posicionar-se ao lado do atual governo, do PT, de Luiz Inácio e Dilma.

Os revolucionários têm a obrigação de revelar a posição classista e independente do proletariado para essas massas e as pessoas progressistas e democráticas. E não importa o quanto delas possam compreender isto agora, devem atacar os dois lados desta farsa e mostrar que nenhum dos lados desta pugna estão com as massas e a independência da Nação. Mais ainda, devem mostrar que só a revolução, a destruição de todo este sistema de exploração do povo e saqueio da Nação, com o erguimento de um Estado revolucionário do povo e de Nova Democracia seus interesses, bem como o da independência da nossa Pátria, serão realizados.

Quando a situação chega a este terreno somente um partido revolucionário, um partido autenticamente comunista pode polarizar com o imperialismo, a grande burguesia local, os latifundiários e seus gerenciamentos de turno, apontando o programa da revolução democrática. Fora da revolução de Nova Democracia todo discurso contra corrupção não passa de mera gritaria moralista condenada a esvaziar-se em pouco tempo. Pois que, sem destruir as bases apodrecidas de onde origina toda corrupção, passada a euforia das campanhas hipócritas de combate a ela, tudo seguirá como antes. Assim tem sido a história política de nosso país.

Embora não possa ainda estar na cabeça das mobilizações populares em defesa dos direitos de nosso povo e pela libertação da Nação brasileira do jugo das corporações imperialistas, a luta por restabelecer o partido revolucionário do proletariado no Brasil já tem uma situação objetiva e subjetiva bastante amadurecida para fazer eclodir a grande revolução que o país necessita. As lutas das massas no campo e na cidade o comprova e a radicalização do ambiente político cheio de manipulações da falsa polarização terminará por desembocar nela. Esta é a única trincheira possível de enfrentar e derrotar o imperialismo e seus lacaios no país. Para isto os verdadeiros democratas e patriotas devem se orientar pela posição dos revolucionários, abandonar as ilusões das manobras institucionais e preparar-se para a dura e prolongada luta revolucionária.

Toda esta pregação de que as “instituições estão funcionando” e de que “isto é que importa” não passa do cacarejo liberal preocupado em salvar estas que são as reprodutoras e legitimadoras de todo o sistema de exploração do povo e de subjugação da Nação. Predicam isto à exaustão porque se acham assustados com sua falência e o descrédito da população nelas. Vejam só que funcionamento: o Congresso Nacional, instituição dita representante do povo, presidida por um notório bandido, assaltante das arcas públicas julgará e poderá depor os acusados de fazer o mesmo!

O grande perigo é se as massas populares comecem, parte por parte, a se dar conta que são exatamente estas instituições, defendidas como se fossem puras e sagradas, a correia de transmissão da corrupção e não as pessoas ou grupo de pessoas, estes apenas agentes dela. E por fim as massas tomarem a consciência política de que o que é preciso fazer é destruir estas velhas e corruptas instituições para criarem outras, novas e à sua própria imagem e semelhança, dos que vivem do suor próprio trabalho e da total independência da Nação.

Abaixo toda a demagogia dos defensores dessa institucionalidade apodrecida, seja ela da oposição, seja do PT e seus chegados! Viva a revolução democrática!

A pantomima da ética fascista e as bravatas de Luiz Inácio

 

Página 3 da edição nº 166 de A Nova Democracia, 2ª quinzena de março de 2016.

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Fausto Arruda

O show pirotécnico do monopólio dessa imprensa reacionária, sedenta por um fato político que faça esboroar de vez a gerência petista com o impeachment de Dilma, é mais um capítulo do espetáculo vergonhoso em que se desembocou a política oficial do Brasil e da qual é parte o grande fracasso do oportunismo petista no gerenciamento do velho Estado.

Essa imprensa reacionária, amamentada nas tetas do regime militar fascista, depois de se esbaldar com as verbas publicitárias e negócios à custa do erário público nas relações com o gerenciamento petista, insiste em posar de vestal da moral e da ética puritana, num verdadeiro frenesi por flashs dos melhores ângulos de dirigentes petistas sob coerção ou algemados. Armam todo esse raivoso espetáculo midiático contra Luiz Inácio e PT porque estes foram, em um dia já remoto, gente de esquerda.

Tamanha espetacularização da “delação premiada” de Delcídio do Amaral e da operação da Polícia Federal no “Instituto Lula”, na residência e em outros lugares frequentados por Luiz Inácio e sua família, já é parte de um cenário duma escalada fascistoide, da ditadura de promotores (gente conservadora, reacionária e antipovo) e da Polícia Federal. A múmia PSDB e outras siglas da “oposição”, municiadas pelas trapalhadas do PT, pretendem elevar a Polícia Federal e os tribunais apodrecidos do velho Estado a heróis anticorrupção e reservas morais do país!

Esta foi a maior, até agora, das pantomimas da ética fascista que assola o país e que deu rendas à última bravata do senhor Luiz Inácio.

Após seu breve depoimento, executado da forma abusiva com que este Estado reacionário dispensa sistematicamente ao povo, Luiz Inácio cometeu o discurso que esperava nunca mais ter de fazer: ameaçar voltar a ser o PT radical de seus primeiros anos de vida. E o fez porque caiu na real de que, mesmo depois de tudo que fez pelos banqueiros, pelas montadoras, pelos usineiros e pelos latifundiários, eles demonstram não precisar mais de seus serviços, pelo menos e por hora à frente do gerenciamento de seu Estado.

Na verdade, se trata de que a crise do imperialismo e seu reflexo aqui neste país semicolonial/semifeudal que o PT e demais oportunistas quiseram dourar como potência emergente, membro e “liderança do bloco” do futuro poder mundial (Brics) e outras tolices mais atira as diferentes frações das classes dominantes locais numa luta desapiedada para ver quem vai seguir por cima e quem terá de se contentar como sócio menor. E esta briga se processa através dos grupos de poder e as diferentes legendas do Partido Único das classes dominantes, que se servem das denúncias de corrupção e das campanhas de moralização. A corrupção como modus operandi da gestão da coisa pública e as campanhas de moralização como demagogia para desqualificar o opositor e fazer passar seus promotores por campeões da honestidade e salvadores da pátria.

Luiz Inácio, indignado não sem razão, porém sem abandonar seu discurso manhoso, com palavras bem medidas e na busca de comoção popular, contou, mais uma vez, sua sina de nordestino que, na infância, por milagre, escapou da morte. Como se sente e acredita ser um escolhido, fruto de milagres, narrou os outros nos fatos de ter “obtido um diploma de torneiro mecânico”, ter adquirido “consciência política e fundado um partido” e, por fim, “ter sido eleito presidente do país”.

Arrogante, Luiz Inácio não esconde mal conhecer a história da classe operária brasileira e de desdenhar o que conhece. Pelo menos acontecimentos como sobreviver à miséria, obter diploma de curso profissionalizante e adquirir consciência política tão comuns nas vidas de milhares de brasileiros pobres e simples, na vida dele ganha chancela e benção de milagres. Muito antes dele ser inflado no cenário político como liderança popular, dado seu perfil anticomunista, milhares de operários foram perseguidos, presos e torturados por lutarem em defesa dos direitos da classe. Milhares de dirigentes populares politicamente avançados, ao longo de nossa história, foram brutalmente eliminados pelos aparelhos repressivos do velho Estado brasileiro por sua militância comunista revolucionária. No próximo 25 de março se completarão 94 anos que um grupo de operários fundou o Partido Comunista do Brasil (PCB).

Além do que os poucos direitos dos trabalhadores seja a jornada de 8 horas, direitos a férias remuneradas, salário mínimo, 13º salário, direito à estabilidade que foi arrancado pelos milicos, bem como os direitos previdenciários sob o bombardeio de todos governos e essa imprensa monopolizada nos últimos trinta anos, dentre outros foram conquistas arrancadas com muita luta e os sacrifícios das vidas de inúmeros autênticos líderes operários, os quais nunca se arvoraram à ambição personalista de salvador da pátria. Tudo isto se conquistou bem antes de se cogitar sequer a existência do PT e da CUT. E estes são, de fato, os únicos direitos dos trabalhadores. Nada de substancial foi conquistado depois da existência do PT e da CUT, ao contrário, a ascensão destes ao gerenciamento do velho Estado representou a desmobilização dos trabalhadores, uma cooptação do movimento sindical pior que no período varguista e a imposição da ilusão de trocar a luta combativa por promessas eleitoreiras.

Personalista, megalômano e egocêntrico, Luiz Inácio acredita piamente ter sido o “melhor presidente do país”. Com as sucessões de governos reacionários e medíocres que conformam a história de nosso país, ser o melhor entre eles não seria nenhuma façanha. Porém, pelos próprios critérios que faz sua comparação, sequer chega ao pé de um Getúlio Vargas (mesmo tendo este caudilho sido um tirano aderido ao fascismo por certo período). E menos ainda no chinelo de um João Goulart, pois Jango sofreu as maiores sabotagens desde o primeiro dia de governo e nunca chamou usineiros de heróis. Muito pelo contrário, apoiou os trabalhadores que combatiam estes sanguessugas. Goulart, mesmo sendo um burguês nacionalista e vacilante, foi derrubado por um golpe civil militar organizado e sustentado pelo imperialismo ianque porque, de fato, tentou levar a cabo o projeto de seu grupo de realizar as “reformas de base”, a começar pela reforma agrária. Minusculamente, o PT, Luiz Inácio, Dilma, a cambada oportunista do PCdoB e demais “fisiológicos” armam hoje a gritaria de “golpe” porque estão a ponto de serem depostos constitucional e legalmente, por votação do congresso que legitimam como a mais democrática das instituições.

Nesta altura dos acontecimentos, ainda que não se conformam, Luiz Inácio e seu PT já se deram conta que estão colhendo o que semearam. Outro dia mesmo não eram eles que instigavam o show midiático-policialesco da prisão com algemas de adversários? Quem não se lembra da farsa cinematográfica protagonizada pelo governo de Luiz Inácio, em 2008, quando das prisões de Daniel Dantas, Celso Pitta, Naji Nahas e outros notórios bandidos pela Polícia Federal? Prisões e apresentações dos presos algemados, as quais realizadas com o mesmo espetáculo, filmadas pela própria polícia e com os toques da produção global.

Apologistas deste velho Estado, embelezadores desta democracia corrupta e podre, passaram décadas falando de supostas elites para escamotear e esconder do povo brasileiro seus verdadeiros inimigos de classe: o imperialismo, a grande burguesia e os latifundiários. Deve ser o seguinte, que as elites de que falam são umas “más elites” que disputam o gerenciamento do Estado com outras “boas elites”, estas com as quais se locupletaram com as propinas e o erário público. Isto, apesar de eles, Luiz Inácio e o PT, como os demais governos anteriores, terem proporcionado a todas elas, inalteradamente, todos os privilégios e os maiores lucros, como sempre fez questão de gabar-se o milagroso, referindo-se ao seu governo: “Nunca na história deste país os banqueiros lucraram tanto”.

Por fim, Luiz Inácio atacou “alguns meios de comunicação” e chegou a nomear a Rede Globo, para a qual havia se derretido após ter sido eleito presidente. E, conclamando o PT a reagir e recomeçar do zero, avisou: “Acharam que bateram na cabeça da jararaca, mas bateram foi no rabo…”. Bravata! Ninguém mais do que Luiz Inácio sabe que os militantes do PT que algum dia tiveram ideias progressistas e mesmo socialistas ou já pularam fora do barco pela traição do projeto inicial ou envelheceram acomodados em altos cargos e burocracias estatais. Não poucos destes são os novos ricos do país. Os novos membros do PT, os filiados desde sua ascensão ao topo do velho Estado, entendem outra coisa por militância. São todos gente direitista, carreirista, todos ávidos por cargos rendosos. Luiz Inácio sabe que seu PT, longe de ser uma jararaca, está mais para um capado. Não tanto pela sujeira própria dos suínos, mais pelo parasitismo deste exemplar. Resta a Luiz Inácio entender seu papel em tudo isto, já que é ele o grande líder desta “façanha histórica”, como gosta tanto de jactar-se.

Ao final aí está o que o PT e todos oportunistas de sua “frente popular” conseguiram com seu “projeto para o Brasil” via velho Estado genocida e sua democracia feita de cretinismo parlamentar e negociatas corruptas: enlamear a honrada legenda da esquerda; conseguiram dar palanque para a velha direita se levantar. A canalha da extrema-direita, entrincheirada no meio da grande burguesia, dos latifundiários, das igrejas e também nas hostes das classes médias, forçam a barra tachando o PT e demais oportunistas eleitoreiros com a etiqueta de “esquerda” e até mesmo de “comunista”. Isto constitui num insulto repugnante à verdadeira esquerda, aos verdadeiros comunistas e à gloriosa memória dos heróis e heroínas de nosso povo que consagraram suas vidas à causa da independência nacional, da democracia popular e do socialismo.

Mas todo este prejuízo não é nada diante da exploração continuada de nosso povo, da miséria, da opressão, da repressão sistemática e incessante que suporta nas favelas, bairros pobres e no campo. Mazelas que o PT, Luiz Inácio e seus compinchas tentaram encobrir com muita propaganda ilusionista, créditos para endividamento das massas pobres e programinhas assistencialistas recomendados pelo Banco Mundial, em troca de votos. Mas a crise se aprofunda e as massas estão se levantando, a luta continua!

1ª Marcha pela Educação Escolar Indígena – Manaus (AM)

Vídeo produzido pelo comitê de apoio ao jornal A Nova Democracia de Manaus (AM) na 1ª Marcha pela Educação Escolar Indígena, que ocorreu nos dias 17 e 18 de fevereiro e contou com a participação de mais de 700 professores indígenas.

Os professores indígenas em luta também nos enviaram boletim com suas principais reivindicações:

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ACIE denuncia roubo de equipamentos e documentos de repórteres que cobriam movimento camponês em RO

Recebemos na redação do AND este grave comunicado da Associação de Correspondentes da Imprensa Estrangeira (ACIE), denunciando o arrombamento do carro de apoio, o roubo de equipamentos de trabalho (incluindo cartões de memória com imagens e registros de reportagem) e documentos de membros de sua equipe que realizavam a cobertura do movimento camponês para revistas estrangeiras. Estes fatos ocorreram após a polícia se recusar a cooperar com seu trabalho e dizer que a reportagem “não era bem vinda” a região.

Em seu comunicado, a ACIE afirma que a “suspeita de má fé só pode ser reforçada pelas recentes declarações públicas, tanto do chefe da polícia e do governador, que têm chamado os trabalhadores sem terra de “terroristas” e “criminosos”, pessoas que devem ser “colocadas em seu lugar” e pelo fato que esta ameaça foi estendida “àqueles que os apóiam.””

Reproduzimos aqui o comunicado, originalmente publicado em http://www.acie.org.br/

Rio de Janeiro, 19 de fevereiro de 2016.
Prezados senhores:
A Associação de Correspondentes da Imprensa Estrangeira (ACIE) quer expressar seu alarde e preocupação sobre acontecimentos ocorridos em Rondônia nesse mês de fevereiro, quando uma jornalista e um fotógrafo tiveram seus materiais de comunicação roubados, logo depois do governo do estado ordenar que a polícia não cooperasse com a cobertura que os profissionais faziam em uma área violenta e politicamente sensível.
Juliana Barbassa, escritora e jornalista com dupla nacionalidade -brasileira e estadunidense-, e Bear Guerra, um fotógrafo radicado em Quito, estavam trabalhando em pautas para as revistas Americas Quarterly e US News & World Report. A reportagem estava sendo feita em uma região onde tem ocorrido, recentemente, uma onda de violentas disputas por terras entre fazendeiros e camponeses sem-terra.
Os dois estavam há oito dias na região entrevistando e filmando pessoas locais. No dia 9/02/2016, eles planejavam visitar Ariquemes, a porta de entrada para a região com a mais alta taxa de homicídios no estado. Na véspera, eles contataram o chefe da Polícia Militar do Estado de Rondônia, que estava em Ariquemes. Inicialmente ele concordou em falar. Mas, antes da entrevista acontecer, um porta-voz do governo do estado de Rondônia ligou para informar que a polícia tinha sido instruída a não cooperar porque um relatório internacional sobre o tema teria “repercussões terríveis para o Estado”. Barbassa respondeu que o apoio da polícia era essencial não só para concretizar a reportagem, mas também por questões de segurança. O porta-voz manteve sua posição.
No dia combinado, Guerra e Barbassa visitaram a delegacia da Policia Militar em Ariquemes, mas o chefe estava ausente. Sem a cooperação policial, os jornalistas deixaram o território de risco e viajaram para a capital do estado, Porto Velho, para encontrar com representantes da Pastoral da Terra, organização que ajuda campesinos rurais que sofrem ameaças e mantém estatísticas dos incidentes de intimidação e mortes. Naquela tarde, quando os dois haviam deixado momentaneamente o carro que usavam, alguém arrombou o veículo e furtou seus equipamentos, cartões de memória, arquivos de vídeo e notebooks. Os ladrões também levaram a bolsa de Juliana Barbassa, onde estava seu passaporte.
A mala do fotógrafo, contendo roupas, passaporte e outros itens e o GPS do veículo não foi furtada.
Independentemente de quem realizou o furto, e com qual intenção, toda esta situação despertou a preocupação da Associação de Correspondentes da Imprensa Estrangeira (ACIE).
Em primeiro lugar, é altamente preocupante que a polícia tenha sido aparentemente instruída a não cooperar com os jornalistas, sob o argumento de temor em relação à repercussão da reportagem na mídia estrangeira. Essa postura agride os princípios da transparência e também aumenta os riscos enfrentados pelos jornalistas na cobertura de áreas perigosas.
Em segundo lugar, é preocupante que os materiais do repórter e fotógrafo tenham sido furtados de seu carro. Enquanto não pode ser descartado um furto oportunista, é notável que outros objetos de valor foram deixados para trás e que isso tenha acontecido logo depois de as autoridades informarem a Barbassa e Guerra que a cobertura não era bem-vinda na região.
A suspeita de má fé só pode ser reforçada pelas recentes declarações públicas, tanto do chefe da polícia e do governador, que têm chamado os trabalhadores sem terra de “terroristas” e “criminosos”, pessoas que devem ser “colocadas em seu lugar” e pelo fato que esta ameaça foi estendida “àqueles que os apóiam.”
O Brasil aspira ser um país com uma imprensa aberta, regida pela lei do Estado e com forte compromisso com questões de meio ambiente e direitos humanos.
A ACIE apóia plenamente os esforços nesse sentido. Mas o recente caso em Rondônia, com o pano de fundo das frequentes ameaças e assassinatos sofridos por jornalistas e ativistas locais na região, leva-nos a questionar o compromisso assumido pelas autoridades no sentido de sustentar estes princípios em uma sociedade aberta e democrática.
Lembrando as palavras da Presidenta Dilma Rousseff quando descreveu a liberdade de imprensa como “a pedra fundadora da democracia,” conclamamos que as autoridades federais investiguem os acontecimentos e busquem explicações do oficial do estado que informou sobre a decisão da polícia em não cooperar. Dessa forma, esperamos que o governo federal viesse reafirmar o seu compromisso de defender e proteger os princípios da transparência e da liberdade de imprensa.
Atenciosamente,
Gareth Chetwynd Jon Watts
Presidente, ACIE Vice-presidente, ACIE
Caros sócios e visitantes,
Em seus 53 anos de existência a ACIE acompanhou enormes mudanças no Brasil, mas manteve o seu foco ao facilitar o trabalho dos sócios, oferecendo estrutura para uma relação dinâmica com autoridades, instituições e protagonistas da história brasileira.
Para conhecer suas origens, é preciso recuar até a década de sessenta do século passado e acompanhar a criação do Clube dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira – gênese da atual associação.
Ao longo desses anos, cada correspondente contribuiu de alguma forma ao contar a história dessas mudanças, com graus diferente de objetividade e subjetividade, criando uma denso tecido de fatos, interpretações e nuances.
O Brasil é um país onde há grande curiosidade sobre o olhar estrangeiro. Percebe-se um grande fascínio e interesse em observar e focalizar o olhar do observador de fora (que nós somos), e saber o que estes pensam.
Ser estrangeiro traz desafios em qualquer país, e ser jornalista desafios especiais. E o Brasil, certamente, é um bom lugar para ser correspondente, com belos horizontes em paisagens sem fim, um povo culturalmente rico e extremamente hospitaleiro e uma miríade de pautas para os jornalistas se debruçarem.
O papel desempenhado por uma associação de correspondentes muda com o tempo e as novas tecnologias; a facilidade com que podemos atuar em rede aumenta a sensação de autonomia de cada correspondente.
Esta independência não diminui o valor do colegiado tradicional, que oferece mais força e presença na hora de trazer autoridades e um meio efetivo para realizar atividades e eventos.
Portanto, conclamamos a todos a usufruir da ACIE, trazendo demandas novas e participando de nossas atividades, oferecendo também possibilidades para confraternização.
Nas próximas semanas, este website passará por uma reforma que, depois de concluída, trará mais vantagens em termos da canalização dos links e tweets das matérias feitas por correspondentes e promoverá compartilhamento de dados e conteúdos, seguindo nossa meta de facilitar o trabalho de todos.
Para encerrar, dedico este site a Carlos Tavares de Oliveira, um dos maiores apoiadores, e sócio de honra excepcional, cuja dedicação e amor para a ACIE ajudou a associação a sobreviver e prosperar.
Um abraço.
Gareth Chetwynd
Presidente

TERRORISMO DOS LATIFUNDIÁRIOS NÃO VAI PARAR A LUTA PELA TERRA

Nota da Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres, publicada originalmente em resistenciacamponesa.com

Multidão cerca o corpo de Enilson Ribeiro, dirigente da LCP de Rondônia, que foi assassinado a tiros e teve a cabeça esmagada a golpes de pedras junto de Valdiro Chagas, coordenador da Área Paulo Justino

Multidão cerca o corpo de Enilson Ribeiro, dirigente da LCP de Rondônia, que foi assassinado a tiros e teve a cabeça esmagada a golpes de pedras junto de Valdiro Chagas, coordenador da Área Paulo Justino

De sofrer tantos abusos e de ser vítimas de tantas matanças,

as massas revoltadas têm sede de justiça e vingança

do sangue derramado de seus filhos e suas lideranças

A alta concentração da propriedade da terra em Rondônia está na base das inúmeras chacinas como o massacre de camponeses que lutavam por um pedaço de terra, em 1995, na fazenda Santa Elina, em Corumbiara e a continuada eliminação de lideranças e lutadores do povo. A traição dos governos do PT (Lula e Dilma) da promessa de “reforma agrária” e seu total apoio ao “agronegócio” (latifúndio) só piorou a concentração da terra. Esta situação empurrou milhares de famílias de camponeses pobres para a luta por um pedaço de terra. Em Rondônia, enquanto os camponeses pobres são dezenas de milhares sejam como pequenos proprietários vivendo esprimidos no pequeno sítio da família que mal dá para comer, sejam como sem têm terra alguma vivendo amontoados nas periferias das cidades, os latifundiários são só um punhadinho de famílias mafiosas, ladronas de terras da União. Inclusive muitas são terras já destinadas há muitos anos para a “reforma agrária”, que os sucessivos governos nunca “assentaram”, exatamente para que essas terras fossem objeto das negociatas entre políticos e latifundiários. É o caso de muitas das terras das fazendas do Vale do Jamari.

Este roubo escandaloso de terras sempre foi feito em conluio com os políticos e autoridades do governo do estado. Em Rondônia, quando não são os latifundiários mesmos os políticos e autoridades são eles que os financiam, de forma que sempre são eles os que mandam e desmandam no estado, onde reinam por meio da corrupção e dos assassinatos de camponeses pobres.

Massacres de índios, camponeses e garimpeiros e eliminação de suas lideranças

Como é conhecido em todo país e inclusive internacionalmente, a história de Rondônia, especialmente a partir de sua passagem de Território a Estado, está feita de seguidos e cruéis massacres de populações indígenas e de famílias de camponeses vindos de todas as partes do país em busca de um pedaço de terra. Os latifundiários (criadores de gado, depois soja), grandes madeireiras e mineradoras ocuparam as melhores terras expulsando povos indígenas inteiros e colonos pobres.

Na década de 1980, continuados massacres de populações indígenas foram perpetrados por bandos armados a serviço de latifundiários e grandes madeireiros em várias regiões do estado, a fim de expulsar estes povos de suas terras e consolidar a colonização imposta pelo gerenciamento militar. Já nos anos de 1990 diante do crescimento das tomadas de terra na região, latifundiários liderados por Antenor Duarte organizaram junto com a Policia Militar e governo do estado a repressão a luta camponesa em Corumbiara, resultando no massacre na fazenda Santa Elina, em 1995, com pelo menos 9 camponeses brutalmente assassinados, entre eles uma criança de 7 anos.

Outros episódios de massacres mais conhecidos resultaram no assassinato de garimpeiros em Corumbiara, na serra do Touro em 1983 e Espigão do Oeste, na reserva Roosevelt em 2002, que tinham como objetivo garantir os interesses de grandes grupos econômicos na exploração de minérios e riquezas e claro na concentração das terras nas mãos destes mesmos grupos. Algumas das famílias mafiosas de Rondônia se beneficiaram do garimpo de diamantes.

Segundo dados apontados pela agência amazonia.org (http://amazonia.org.br/tag/conflitos-agrarios/) cerca de 1115 assassinatos decorrentes da luta pela terra foram registrados entre 1985 e 2014, destes apenas 12 foram julgados. O relatório parcial de assassinatos decorrentes de conflitos no campo em 2015 foi o maior dos últimos 12 anos no Brasil. De janeiro de 2015 a fevereiro de 2016 foram registradas mais de 50 assassinatos, só em Rondônia foram 21 assassinatos e pelo menos 3 casos de camponeses desaparecidos.

Policiais e governantes de Rondônia protegem o roubo de terras e os crimes do latifúndio

As polícias, justiça, ninguém nunca cita sequer os assassinatos, os inquéritos sequer são concluídos, só abrem a boca para tomar as dores dos latifundiários e chorar pelas invasões de fazendas. A onda de crimes contra camponeses em Rondônia atingiu níveis alarmantes. Principalmente na região do Vale do Jamari (Buritis, Campo Novo, Monte Negro, Alto Paraíso, Ariquemes, Cujubim, etc.) só de dezembro para cá foram mais de 6 assassinatos e três desaparecimentos. Mas esta situação não é de agora, nos últimos dez anos com o aumento de busca pela terra por famílias de camponeses pobres nesta região os latifundiários incrementaram a pistolagem e a polícia suas ações repressivas. Desde então a matança de camponeses e suas lideranças não tem fim.

De 2007 até hoje foram assassinados dezenas de camponeses e lideranças, sendo que vários deles ou eram coordenadores da LCP ou apoiadores dela como Zé Bentão, José Vanderlei Parvewfki, Nélio Lima, Élcio Machado, Gilson Gonçalves, Oziel Nunes, Enilson Ribeiro dos Santos e Valdiro Chagas de Moura, além de Renato Nathan e Paulo Justino militantes da luta pela terra.

O que fizeram as autoridades diante destes crimes senão justificar os bárbaros assassinatos acusando-os de invasores, de bandidos, desqualificando e demonizando a LCP? Nenhum caso foi devidamente investigado e nenhum inquérito concluído. É de destacar que em todos estes episódios, mesmo quando não correspondia à sua jurisdição, a figura infeliz e medíocre de Ênedy esteve presente sempre caluniando e acusando a LCP. Apesar das inúmeras denúncias sobre pistolagem, desmatamento ilegal e grilagem de terras da União por latifundiários, de inúmeros dossiês contendo provas destas ações criminosas, nunca foi feito nada.

O atual comandante da PM que nada diz sobre os assassinatos de coordenadores da LCP e só acusa os camponeses de bandidos e a LCP de quadrilha fez sua carreira policial perseguindo os camponeses pobres e a LCP. Mesmo com o flagrante de ações dos bandos de pistoleiros, de paramilitares e de grupos de extermínios formados por pistoleiros e policiais, nada diz e o que se vê é o descarado acobertamento destes crimes pelas autoridades e as mentirosas manipulações dos fatos pela imprensa mercenária.

Agora mesmo diante dos crimes mais bárbaros de camponeses, o mesmo de sempre Ênedy, aparece toda hora para acusar as vítimas e de forma direta ou indireta tentar incriminar a LCP ou relacioná-la de alguma forma com todo tipo de acontecimento violento. Não para de cacarejar de que quadrilhas estão fazendo terror usando o nome da LCP. Do que ele não diz uma palavra é sobre a organização terrorista criada sob a fachada de Associação dos Pecuaristas do Vale do Jamari e comandada pelo latifundiário Antonio Carlos Faitaroni, que não contentando em expulsar a bala 25 famílias do Acampamento Paulo Justino, em Alto Paraíso, depois que estas receberam a solidariedade e acolhimento do povo do Assentamento Terra Prometida (vizinho daquele acampamento), lançou seus assassinos mercenários para aterrorizar os moradores das linhas daquela área. Depois destes bandidos barbarizarem impedindo até a escola rural de funcionar, roubar moradores, apontar armar, espancar um pai de família se fazendo passar por gente da LCP, o Rondônia VIP passou a berrar que “grupos armados da LCP” patrulhavam e aterrorizavam aquela região. Não se sustentando a mentira o que disse o senhor Ênedy sobre isto? Como sempre nada!

Nenhuma palavra sobre os assassinos a serviço do latifúndio, mesmo quando pistoleiros são pegos a luz do dia portando todo tipo de armamento, inclusive com policiais identificados entre estes bandos de criminosos a soldo dos latifundiários. Dentre outros está o caso recente em Cujubim envolvendo duas camionetes e 10 pistoleiros da fazenda Tucumã, que após um despejo violento de dezenas de famílias, mataram um jovem queimando-o dentro de um carro e desaparecendo com outros dois. O caso do 3º sargento PM Moisés Ferreira de Souza, condenado por homicídios e formação de quadrilha e cumprindo pena em “regime fechado”, e implicado nestes crimes, teve a fuga facilitada após o bando trocar tiros com polícia civil. Descaramento tal que talvez tenha provocado a declaração do delegado Tiago Flores de que na apreensão da metralhadora de posse desses assassinos, que este fato era indício de que agentes de segurança do Estado eram parte do bando de matadores. E o que disto resultou? Denunciamos e acusamos o coronel Ênedy de capitão-do-mato perseguidor de camponeses pobres e protetor dos latifundiários.

O ouvidor agrário Gercino é cúmplice dos crimes do latifúndio

O ouvidor geral Gercino da Silva, nomeado por FHC e mantido por Lula e Dilma, como alto burocrata e serviçal de poderosos, desempenhou até agora seu papel de autêntico preposto dos latifundiários. A custa do erário público realizou mais de mil audiências sob o pomposo nome de “Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo”, enquanto a matança de camponeses, indígenas e suas lideranças a mando dos latifundiários só aumentou. Pusilânime e cínico diante dos crimes mais brutais praticados contra camponeses e suas lideranças sequer lamenta e se presta unicamente a enviar mensagens de falsos sentimentos à famílias das vítimas. Nada faz para denunciar tantos crimes cometidos debaixo dos seus olhos, ao contrário promove reuniões conjuntas dos órgãos de repressão do Estado com estes criminosos latifundiários e convida as lideranças dos camponeses para participar dessa encenação feita para legitimar toda esta ordem injusta e expor as lideranças camponesas aos seus verdugos. Inúmeras lideranças em todo o país foram assassinadas depois de tomarem parte de tais audiências presididas por este sinistro senhor. Denunciamos e acusamos o senhor Gercino por cumplicidade nesse genocídio de camponeses pobres e suas lideranças.

A imprensa mercenária e o lixo Rondônia VIP: cloaca dos latifundiários

A imprensa mercenária mentirosa, encabeçada pelo Rondônia VIP, é o monturo de onde exala e expele todo tipo de imundice atirada contra os trabalhadores pobres e para esconder os crimes e bandalheiras de seus amos latifundiários. Montado para caluniar os camponeses em luta pela terra, e satanizar a LCP e outras organizações como a CPT que também defendem a luta pela terra, este biombo de fabricar mentiras e manipulação dos fatos da realidade age na tentativa desesperada de criar opinião pública a favor da continuidade da apropriação indébita e roubo de terra pelos latifundiários; para incriminar as vítimas deste sistema de exploração, os camponeses pobres e suas lideranças, pintando-os como os piores bandidos e assim manter a impunidade de sempre dos crimes destes parasitas; para seguir acobertando os bandos de pistoleiros e policiais assassinos que operam a soldo do latifúndio. Denunciamos e acusamos esses fabricadores de mentiras de mercenários a serviços dos latifundiários, de enganar a população, de acobertarem bandidos e criminosos e de fazerem parte da quadrilha de ladrões de terra e das máfias que controlam o poder de estado em Rondônia.

A LCP organiza a luta pela terra, mas as massas revoltadas tem sede de justiça e vingança

A LCP é a organização política dos camponeses pobres empenhada em mobilizar, politizar, organizar e apoiar os camponeses na luta pela terra. Os inimigos dos camponeses pobres e de todo o povo trabalhador não descansam em caluniar, perseguir, prender e cometer os mais covardes assassinatos contra os camponeses pobres e militantes da LCP. O ódio e revolta do povo camponês com tanta exploração, abusos e covardias cometidas contra ele é cada dia maior como é incontida sua sede de justiça e de vingança do sangue derramado de seus filhos e de suas lideranças. Quanto mais nos reprimirem e massacrarem mais ódio estamos juntando e vai chegar o dia do acerto de contas com os exploradores e assassinos do povo pobre trabalhador.

Não temos medo desta canalha milionária de sanguessugas assassinos covardes. Nenhuma campanha de difamação e mentira vai nos intimidar. O terrorismo dos latifundiários com seus bandos de assassinos a soldo, acobertados por agentes do Estado, por governos e juízes mercenários não pode e nem vai parar a luta pela terra. Os criminosos travestidos de autoridades, com cargos e funções obtidos com corrupção e na farsa das eleições pensam que podem afogar em sangue a luta pela terra. Enganam-se senhores, o sangue derramado de nossos companheiros rega a nossa sagrada luta por exterminar o latifúndio e pela entrega das terras para os camponeses pobres sem terra ou com pouca terra, seus verdadeiros e legítimos donos.

A LCP rechaça todos os ataques caluniosos lançados sistematicamente pela polícia, governantes e essa “imprensa” latifundiária venal contra os camponeses pobres, contra a luta pela terra e contra seus abnegados militantes. A LCP reafirma sua posição de defender intransigentemente os camponeses pobres sem terra ou com pouca terra, de lutar com as massas por conquistar a terra para por fim ao secular latifúndio, causa das maiores desgraças do povo pobre, do atraso de nosso país e subjugação da nação por potências estrangeiras.

Por fim perguntamos:

Povo de Rondônia, com tanta terra da União, inclusive roubadas por latifundiários, porque os camponeses pobres tão necessitados não podem ter seu pedaço de terra?

Porque e até quando a maior parte das terras e as melhores delas têm que estar nas mãos dessa minoria de parasitas, os latifundiários, que montam seus impérios chupando o sangue dos camponeses, cometendo os maiores crimes contra eles e roubando terra?

Se os programas de “reforma agrária” do governo é só enrolação e os camponeses pobres só conseguem terra organizando suas tomadas, vamos nos resignar na miséria vendo nossos filhos caindo na marginalidade e na droga ou vamos tomar os latifúndios, dividir as parcelas entre os mais necessitados para nela produzir e viver?

De nossa parte respondemos:

No Brasil os camponeses pobres vivendo espremidos no pequeno sítio da família que mal dá comer e os sem terra nenhuma vivendo amontoados nas periferias das cidades são milhões que necessitam de terra, mas organizados e unidos, custe o que custar, vamos conquista-la!

A luta pela terra vai continuar e com a crise que devasta os lares pobres com desemprego ela só vai crescer!

Camponeses pobres do Brasil e de Rondônia: unam-se com a LCP e levantemo-nos em grandes ondas para varrer o latifúndio do mapa, entregando a terra a quem nela vive e trabalha!

Abaixo o terrorismo dos latifundiários e seus bandos de pistoleiros e policiais!

Fora autoridades corruptas e latifundiários ladrões de terra e assassinos covardes!

Terra para os camponeses pobres sem terra ou com pouca terra!

Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres

Goiânia, fevereiro de 2016

Declaração Conjunta por ocasião do 122º aniversário do nascimento do Presidente Mao Tsetung

Recebemos essa declaração conjunta de partidos e organizações maoístas da América Latina em nossa redação e a compartilhamos com nossos leitores. Assim que pudermos, a traduziremos para o português afim de popularizar sua leitura.

A redação do AND.


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¡Proletarios de todos los países, uníos!

 

CON OCASIÓN DEL 122º ANIVERSARIO DEL NATALICIO DEL PRESIDENTE MAO TSETUNG

 ¡VIVA EL MAOÍSMO!

El proletariado internacional asiste con gran alegría y júbilo revolucionario a este nuevo aniversario del natalicio del Presidente Mao Tsetung. Expresamos nuestro saludo cordial a nuestra clase y los pueblos del mundo, y nos reafirmamos en nuestra gran tarea de defensa y aplicación del marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente maoísmo y en su plena vigencia como mando y guía de la revolución proletaria mundial.

Los comunistas conmemoramos en esta fecha el 122º aniversario del natalicio del Presidente Mao Tsetung, precisamente en momentos en los que la humanidad transita escenarios muy complejos, donde la agresión imperialista a los pueblos y naciones oprimidas, especialmente en la gran región del Medio Oriente, ha escalado a grados inauditos. Esto ha llevado a la proliferación de conflictos de diferente índole, con la mayor agudización de las contradicciones entre las potencias imperialistas, en los cuales tratan de dirimir sus posiciones en el nuevo reparto, teniendo como corolario pueblos y países ocupados, con redoblada opresión, devastados, balcanizados e instrumentalizados.

Ya lo sostenía el presidente Gonzalo en 1992 y es válido en la actualidad: “Hoy en día existe una sola realidad, los mismos contendientes de la Primera y Segunda Guerra Mundial están preparando una Tercera Guerra Mundial. Debemos saber esto y nosotros, como los hijos de una nación oprimida, somos parte del botín”. Es lo que sucede hoy en todo el mundo y particularmente en Ucrania, Asia, Medio Oriente, Golfo Pérsico, Afganistán, donde se ha puesto en evidencia una vez más la naturaleza reaccionaria y violenta de la voracidad imperialista y que no sólo coloca a esos países oprimidos como botín de guerra de las potencias y superpotencias imperialistas, sino que somete a parte de las masas de esos pueblos como fuerzas armadas auxiliares de las fuerzas armadas de los imperialistas;  masas aherrojadas, que son así atrapadas en un conflicto bélico que no responde a sus intereses, terminando en algunos de los casos alineadas tras las fuerzas armadas imperialistas de los EEUU, Francia, Gran Bretaña, Rusia, Alemania, China, Holanda, Italia,  Canadá, etc., donde resalta la sevicia de los imperialistas yanquis que pretenden mantenerse como superpotencia hegemónica única y tener acceso y control de las regiones más desequilibrantes del planeta, llevando a una situación de opresión y explotación sin precedentes, acrecentando el peligro de una tercera guerra mundial para delimitar sus intereses a sangre y fuego a costa de las masas oprimidas, a quienes se impone la mayor cuota de sacrificio inútil como parte del genocidio imperialista. Contra el peligro de una nueva guerra mundial imperialista nosotros enarbolamos la revolución como tendencia histórica y política principal, por tanto, iniciar y desarrollar la guerra popular para hacer la revolución y conjurar la guerra mundial imperialista o, en caso que ésta se diera, oponer la guerra popular para transformarla en revolución.

Este confuso alineamiento de las masas empujadas a bregar por intereses ajenos a los requerimientos históricos de los pueblos, parte de un antecedente en concreto: la falta de correcta dirección ideológica y política, es decir, de Partido Comunista, en sus esfuerzos por luchar en contra del imperialismo y sus lacayos y de unir a todas las fuerzas susceptibles de ser unidas en esta lucha contra la guerra de agresión imperialista, manteniendo la independencia e integridad del país, como está establecido por el Presidente Mao.

La inexistencia de dirección proletaria o los todavía débiles intentos por pugnar por su dirección en las luchas del pueblo sirio, iraquí y kurdo en contra del imperialismo y sus violentos engendros son un muestrario en el que se refleja la crisis que aún pervive en el Movimiento Comunista Internacional, donde aún sigue pertrechado el revisionismo de viejo cuño y el nuevo revisionismo en sus diferentes variantes, el centrismo, el oportunismo reformista y demás corrientes burguesas infiltradas en las filas del proletariado internacional.

Bajo el discurso revisionista del carácter multipolar del imperialismo (nueva versión del ultra imperialismo de Kautsky) el oportunismo de nuevo cuño ha arrastrado a la clase y al pueblo a asumir posición del lado del imperialismo ruso y chino, argumentando que desde esa trinchera se puede aupar esfuerzos por combatir y detener la avidez del imperialismo yanqui y sus aliados. Nada más falso que eso, los comunistas no abogamos por la existencia del imperialismo pues somos conocedores de su génesis, su naturaleza y consiguientemente no establecemos qué o cuál imperialismo es afable con los pueblos oprimidos del mundo, por el contrario, propendemos por su definitiva destrucción y solo con ella, la decisiva liberación de los pueblos, más aún ahora que nos encontramos en la etapa del hundimiento del imperialismo y su barrimiento por la revolución mundial con guerra popular (ofensiva estratégica de la revolución proletaria mundial).

Los revisionistas, como incorregibles reformistas y capitulacionistas, predican apoyarse en el imperialismo ruso poniéndose de rodillas no solo frente a sus propósitos estratégicos en relación a las contradicciones que tiene con EEUU y sus aliados, sino que terminan sustentándose en su ideología, total y absolutamente antagónica con la del proletariado, concepción opuesta a lo establecido por el maoísmo de luchar contra la superpotencia hegemónica única, el imperialismo yanqui, sin dejar entrar al lobo -la superpotencia atómica rusa-, por la puerta trasera. En estos últimos meses, la contienda entre el imperialista yanqui y el imperialismo ruso y los demás imperialistas, que de acuerdo a sus propios intereses se alinean detrás de ellos, ha entrado en el Medio Oriente Ampliado a la fase de las conversaciones en Viena, es decir a una mayor colusión en contra de los pueblos de esos países para ver el reparto del botín de acuerdo a como están sus fuerzas sobre el terreno, para una más grande pugna imperialista. Los acontecimientos como el derribo del bombardero ruso por las Fuerzas Armadas de Turquía sirvientes del imperialismo yanqui, la ejecución del clérigo chiita por las autoridades saudíes sirvientes también de los yanquis, están enmarcadas dentro de esta fase para buscar posicionarse mejor en la mesa de negociaciones y como ha sido mencionado por los imperialistas rusos, para buscar influir en las elecciones presidenciales que están en marcha en los Estados Unidos, pues el Medio Oriente también es parte de la disputa electoral de las dos facciones de la burguesía imperialista yanqui.

Hoy la Nueva Gran Ola de la Revolución Proletaria Mundial es acicateada, de manera palmaria, por la contradicción principal que se desarrolla en el mundo: entre el imperialismo y los pueblos oprimidos, contradicción que también se dirime con guerra popular. Las luchas armadas que se dan, pese a sus limitaciones, evidencian la decisión de los pueblos de dar el salto en sus luchas, siendo responsabilidad del proletariado pasar a conducir la revolución democrática en los países oprimidos bajo las premisas estratégicas del proletariado: la Guerra Popular.

Convertir la guerras de liberación nacional hoy dirigidas por clases ajenas al proletariado en poderosas guerras populares bajo dirección de partidos comunistas militarizados y la guía del marxismo-leninismo-maoísmo; apoyar y desarrollar las guerras populares en la India, Turquía, Filipinas y el Perú; fortalecer la construcción y reconstitución de Partidos Comunistas de nuevo tipo, marxistas-leninistas-maoístas para iniciar y desarrollar nuevas Guerras Populares hasta enterrar al imperialismo y la reacción mundial, tarea que solo puede tener certeza en sus propósitos con la inseparable lucha en contra del revisionismo; y, desde luego, establecer un correcto ordenamiento ideológico en el seno del Movimiento Comunista Internacional son las tareas que atañen a los comunistas de hoy para dar correcto impulso a la nueva ola revolucionaria que se desata en el mundo.

Ante los preparativos del imperialismo de desatar una tercera guerra mundial, al proletariado internacional y a los pueblos oprimidos del mundo solo nos queda una alternativa: responder con Guerra Popular para hacer la revolución mundial y enterrar al imperialismo.

Hoy, celebrar un aniversario más del natalicio del Presidente Mao Tsetung implica más que una efeméride, es el pleno reconocimiento histórico del Presidente Mao y la Revolución China, con los cuales el marxismo-leninismo devino en la tercera, nueva y superior etapa de la ideología del proletariado: el marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente maoísmo; es reafirmarnos en que la revolución es la tendencia histórica y política principal y que lo será cada vez más aún y renovar nuestro compromiso de servir al desarrollo de la Nueva Gran Ola de la Revolución Proletaria Mundial. Celebrar los 50 años de la Gran Revolución Cultural Proletaria.

¡Poner el maoísmo como único mando y guía de la revolución proletaria mundial!

¡Poner el maoísmo como único mando y guía de la revolución proletaria mundial!

 Partido Comunista del Brasil – Fracción Roja

Partido Comunista del Ecuador – Sol Rojo

Fracción Roja del Partido Comunista de Chile

Movimiento Popular Peru (CR)

Organización Maoísta por la Reconstitución del Partido Comunista de Colombia

Professor Fausto Arruda fala sobre a Linha Editorial e o trabalho dos comitês de apoio ao AND

Os seguintes vídeos são intervenções do professor Fausto Arruda, Diretor Geral e presidente do Conselho Editorial do jornal A Nova Democracia, registrados durante o 4º Encontro Nacional dos Comitês de Apoio ao AND realizado no Rio de Janeiro em setembro de 2015.
As falas do professor Fausto tratam da Linha Editorial do AND e do trabalho dos comitês de apoio e são uma importante contribuição para a propaganda e defesa da imprensa democrática e popular.
Com satisfação, compartilhamos esses vídeos com nossos leitores.

A Linha Editorial do Jornal A Nova Democracia

O trabalho dos Comitês de Apoio ao AND

RONDÔNIA: QUEM É TERRORISTA E CRIMINOSO?

Reproduzimos nota da Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres publicada originalmente em resistênciacamponesa.com


Em entrevista ao Canal 35 no dia 15/01/2016, e durante visitas ao 7º Batalhão da PM em Ariquemes (14/01/2016) e às cidades Monte Negro e Buritis(15/01/2016), onde se encontrou com entre outros o Prefeito Miotto Júnior (ver matéria), o Tenente-Coronel Enedy atacou violentamente o movimento camponês:

“O coronel também frisou a atuação de criminosos disfarçados de sem-terras, que ele classificou como criminosos. “Quem invade, destrói, tortura pessoas, mata e queima propriedades só pode ser chamado de terroristas. Essas quadrilhas tem que ser punidas dentro do rigor da lei, se possível, na Lei Nacional de Segurança, que prevê esse tipo de ação criminosa. Tenho a determinação do governador Confúcio e do secretário de Segurança para atuar diretamente e combater os conflitos agrários na região. Eu comandei o 7º Batalhão e houve um tempo de calmaria durante a minha passagem por aqui. Daremos uma atenção especial para o Vale do Jamari nesta questão envolvendo a violência no campo.”

O atual Comandante da PM de Rondônia nutre um ódio mortal pela Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental, desde que foi denunciado por receber uma boiada para cumprir reintegrações de posse contra camponeses que legitimamente lutavam pela terra, no início de sua “carreira” em Jaru.

A partir de então, fez de tudo para criminalizar o movimento. Foi testemunha de acusação contra o camponês Ruço, injustamente acusado de ter assassinado um pistoleiro do latifundiário “Galo Velho” (o qual constava com destaque em uma publicação oficial sobre a grilagem de terras no Brasil). Os pistoleiros de “galo velho” aterrorizavam a população local nas estradas vizinhas à propriedade, armados e ao arrepio da lei parando camponeses nas estradas, destruindo pertences e humilhando pessoas. Ruço foi absolvido. No dia do julgamento, um advogado de um outro camponês acusado, também absolvido, relembrou o dia em que o então Presidente João Figueiredo entregou as terras que estavam griladas por Galo Velho às famílias que então povoavam o nascente Estado de Rondônia. Enedy, que foi testemunha de acusação, ficou desmoralizado, e acabou confessando que policiais atuavam “fora do horário de serviço” para latifundiários da região. Serviço de pistolagem, nós afirmamos!

Talvez tenha sido neste período que Enedy foi cooptado pelos órgãos de “inteligência” do Estado, pois passou a ser figurinha carimbada nas reportagens que acusavam a Liga dos Camponeses Pobres de ser uma extensão no Brasil do Sendero Luminoso, das Farc, praticante de guerrilha, etc., etc., etc. Ninguém se espante se o Major hoje acusar a Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia de ser o braço do Estado Islâmico no país (o teor de suas declarações recentes o comprovam).

Frustrado em suas primeiras investidas, Enedy logo se acobertou no guarda-chuva das reuniões promovidas pelo Ouvidor dos latifundiários Gercino José da Silva nas chamadas reuniões “Paz no Campo”. Ele estava presente quando os companheiros Élcio e Gilson participaram de uma destas, onde foram identificados e depois seqüestrados, torturados e assassinados. Nesse período, para compensar seu serviço sujo,foi alavancado pelo latifúndio e pelas agências que o cooptaram em cargos na corporação e na estrutura de poder do Estado.

Foi quando Enedy assumiu o Comando do 7º Batalhão da PM de Ariquemes que a violência explodiu na região. O índice de criminalidade foi um dos maiores do Brasil. A violência em Ariquemes neste período lembrava a que aconteceu em Marabá, no Pará, nos idos dos anos 70/80. E esta violência partia principalmente dos grupos de extermínio e esquadrões da morte com a participação de militares sob o Comando de Enedy. A cidade crescia graças principalmente à conquista da terra por centenas de famílias camponesas, que produziam e compravam como nunca antes, e a violência decorria da reação do latifúndio que via seus privilégios e desmandos afundar, diante das novas forças e relações econômicas que surgiam.

Nesse período, centenas de pobres foram assassinados por estes grupos de extermínio e esquadrões da morte. Dezenas de camponeses que lutavam pela terra foram assassinadas: o casal Tonha e Serafim, Oziel, Zé Bentão, Élcio, Gilson, Renato Nathan, entre muitos outros, da Liga e de outras organizações.

Vejam o que a CPT publicou em 16 de outubro de 2014:

“Milícia armada era contratada pelas fazendas da região de Ariquemes.

‘Capangas’, ‘milícias’, agentes penitenciários e policiais militares fortemente armados eram contratados para realizar ‘segurança’ nas fazendas da região de Ariquemes, sob a coordenação de um oficial da Polícia Militar e ex-comandante do 7º Batalhão de Ariquemes.

A acusação, que não cita o nome do referido oficial,  foi revelada ontem 15 de outubro de 2014 em Ji Paraná, na 733ª Reunião da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, acontecida na Câmara de Vereadores da cidade.

A informação teria partido de relatório do Núcleo Integrado de Inteligência da própria Polícia Militar, segundo a qual ‘se as autoridades não tomarem providências a situação poderá eclodir em graves conflitos agrários entre os proprietários rurais e os trabalhadores rurais sem-terras, inclusive assassinatos de ambos lados’.” 

E então, quem é terrorista e criminoso?

Mas é desse tipo de “comando” que um Estado em decomposição econômica, política e moral precisa para descambar abertamente para o fascismo. E no dia 11 de janeiro de 2016, ), tomou posse no Comando da PM de Rondônia o Tenente Coronel Ênedy, após mais uma das campanhas de criminalização e demonização do movimento camponês levada a cabo nos primeiros dias do ano pelos setores mercenários da imprensa de Rondônia, porta-vozes do latifúndio, dos fascistas e também do que alguns chamam de “militares golpistas” (é só acessar quem reproduziu essa campanha sórdida.

O acontecimento, pela forma que se deu, causou estranheza nos círculos políticos de Rondônia. José Carlos Sá, no site “Banzeiros”, em 12 de janeiro de 2016, escreveu:

“Apenas para registrar a segunda passagem de comando da Polícia Militar feita indoor. Uso a expressão estrangeira para continuar achando muito estranho o que está acontecendo com a Polícia Militar. Trocas de comandantes em tempo curto e sem maiores explicações.

A transferência do comando do coronel Prettz para o coronel Kisner foi no gabinete do chefe da Casa Civil, sem a presença do oficial que deixava o posto. Agora, quase seis meses depois e “devido à chuva”, Kisner transmite o cargo ao coronel Ênedy no interior do Prédio de Comando da PM-RO.”

Enedy, que andava meio no ostracismo depois que, mesmo apoiado pelo latifúndio, foi candidato a deputado estadual pelo PMDB e saiu derrotado e desmoralizado com ridículos 1.170 votos, foi ressuscitado por Confúcio Moura para aterrorizar as massas camponesas com suas declarações que a luta pela terra é crime e deve ser combatida com a Lei de Segurança Nacional, para oficializar o extermínio de lideranças e ativistas que lutam pela terra e para reprimir o povo em geral. Em Porto Velho, mal assumiu o comando, Enedy mandou a tropa de choque e o GOE atacar covardemente motoristas de coletivo que pacificamente aguardavam uma reunião entre o sindicato e a prefeitura, por conta de um acordo não cumprido que resultou em dezenas de demissões.

Enquanto isso, Nilce de Souza Magalhães a pescadora e ativista do MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens, que estava desaparecida desde o dia 07 de janeiro de 2016, segundo informações divulgadas pela polícia de Rondônia foi assassinada por um “apenado” que teria sido denunciado por ela por furto. Ou seja, ela não foi assassinada porque combatia interesses poderosos, mas por “camponeses matando camponeses”, como é o discurso oficial em Rondônia.

O roteiro do desaparecimento (e possível assassinato) de Nilce é o mesmo dos diversos assassinatos de companheiros da Liga: alguém que esteve num momento ou outro nas áreas de conflito é preso por qualquer delito, repentinamente sai da cadeia e toma parte no assassinato de lideranças.

A situação é grave. As declarações de que os camponeses são “falsos sem-terra” do fascista Enedy afrontam a própria constituição que reconhece o legítimo direito das massas se organizarem para lutar por seus direitos. Tentar aterrorizar todos os que estão lutando contra a grilagem de terras da União destinadas a reforma agrária, acusar indiscriminadamente de serem “terroristas” os milhares que lutam por seus direitos é ou não é terrorismo,? É ou não é criminalizar a luta pela terra? Ao silenciar sobre o desaparecimento de Nilce, o assassinato de Lucas Silva, os mais recentes e brutais assassinatos de Enilson e Valdino em Jaru, bem como os assassinatos de Renato Nathan, Élcio, Gilson, Terezinha, o desaparecimento de Luiz Carlos, o Comando da PM de Rondônia não está absolvendo os que praticaram estes crimes e mais uma vez, contra a própria constituição federal, decretando a pena de morte por execução sumária em Rondônia? Ou seja, assassinar camponeses não é crime, não é problema, é solução, para essa canalha! E se alguém ainda tiver dúvidas sobre as reais intenções do novo Comandante da PM de Confúcio Moura, mais uma de suas declarações:

“Utilizaremos os policiais que estão de folga, que receberão uma remuneração diferenciada para fazer esse serviço.”

Ou seja: está legalizada a pistolagem! Os assassinos de Enilson (coordenador da Liga) e Valdino, pela sua forma, perseguidos, baleados e arrematados com esmagamento de suas cabeças corresponde ao modus operandi dos grupos de extermínio já denunciados.

Por tudo isso, conclamamos a todas as vozes verdadeiramente democráticas que se levantem contra estes graves acontecimentos. Quem se calar agora, diante de todos estes fatos, vai ser cúmplice da legalização dos famigerados “esquadrões da morte” e grupos de extermínios em Rondônia, e também do fascismo, da criminalização e demonização da luta pela terra. Que as vozes de todo o Brasil se façam ouvir em defesa dos camponeses de Rondônia!

Viva a luta pela terra!

Terra para quem nela vive e trabalha!

Companheiros Enilson e Valdino, presentes na luta!

Fora Enedy e Confúcio Moura fascistas!

 

Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres

Goiânia, janeiro de 2016.

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