RO: Acampamento resiste a investidas da PM fascista


Reproduzimos denuncia enviada a nossa redação, assinada pela Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Oriental e publicada no jornal Resistência Camponesa, sobre as investidas da PM de Ênedy e Confúcio contra os camponeses pobres do Acampamento Monte das Oliveiras. Mais informações serão reproduzidas neste mesmo veículo e na próxima edição de AND (nº 183). 

Jaru, 28 de dezembro de 2016

Acampamento Monte das Oliveiras resiste a investidas da PM fascista de Confúcio e Ênedy

A polícia militar do gerente estadual Confúcio Moura / PMDB e o comandante geral Ênedy Dias seguem reprimindo os camponeses do Acampamento Monte das Oliveiras, localizado no lote 46, setor 14, no município de Espigão D’Oeste (no leste de Rondônia, na microrregião de Cacoal). No início de dezembro, policiais pararam um camponês vizinho do acampamento, mostraram a nota da LCP “Luta pela terra em Rondônia: mais repressão do velho Estado e mais resistência camponesa” (de 25 de novembro) e reclamaram da denúncia de que a polícia de Espigão é conivente com os crimes de pistolagem do latifúndio. Policiais, na mesma viatura 598 denunciada na nota, disseram: “É um absurdo nos acusarem, pois estamos aqui fazendo segurança para vocês.” E passaram então a fazer acusações absurdas contra nós, dizendo que os camponeses ainda não ganharam as terras por culpa da LCP que “segura” o acampamento para ganhar dois mil reais por mês por cada acampado.

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Gerenciamento Pezão intensifica o massacre nas favelas do Rio

Familiares das vítimas de Costa Barros seguem firmes na luta por justiça após 1 ano da chacina

Familiares das vítimas de Costa Barros seguem firmes na luta por justiça após 1 ano da chacina

Patrick Granja, AND nº 182

No final de novembro e início de dezembro, a Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro intensificou o cerco às favelas na capital, deixando um rastro de sangue e morte pelas invasões.

No dia 19 de novembro, conforme noticiado na edição 181 de AND, PMs assassinaram 7 homens com tiros de fuzil e golpes de faca em invasão à Cidade de Deus (CDD), Zona Oeste da cidade. Os corpos foram encontrados por parentes das vítimas e líderes comunitários na mata que margeia a favela. Dias depois do ocorrido, a equipe de reportagem de AND esteve na Cidade de Deus e conversou com uma comunicadora e líder comunitária que preferiu não se identificar.

— Nós já estávamos esperando uma operação violenta da polícia. Quando vimos o helicóptero caindo, imaginamos que eles invadiriam a CDD para derramar sangue. Desde que passou o período de eleição, as operações aqui têm acontecido diariamente e em todas essas ações alguém acabou ferido ou perdeu a vida. Mas dessa vez o que aconteceu foi um massacre. Os moradores do Karatê disseram que viram os jovens sendo levados para a mata com vida pelos policiais. Algumas pessoas relataram que era possível ouvir os gritos dos meninos sendo torturados e os disparos que provavelmente tiraram a vida dos sete. A gente tenta fazer um trabalho de denúncia da violência policial aqui na favela, mas é muito difícil bater de frente com os grandes veículos de comunicação, que promovem uma campanha de ódio contra os favelados disse a líder comunitária.

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Revolucionários celebram natalícios de Stalin e Mao Tsetung

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Camarada Stalin e Presidente Mao Tsetung: titãs do proletariado internacional

Redação de AND, nº 182.

Nos dias 18 e 26 de dezembro, partidos e organizações comunistas de diversos países celebram o nascimento de dois dos grandes dirigentes históricos do proletariado internacional, respectivamente, o camarada Josef Stalin e o Presidente Mao Tsetung. Como sabemos, todos os anos o monopólio mundial de comunicação (o mesmo que propaga aos quatro ventos a “derrota” do socialismo e do comunismo) é obrigado a desatar campanhas apócrifas contra as experiências socialistas na União Soviética e na China Popular, países que, durante décadas, foram bastiões da luta anti-imperialista e lograram edificar com êxito a ditadura do proletariado.

Em sua intenção de apresentar tais experiências como “ditaduras sanguinárias”, “tiranias”, “regimes de terror”, “totalitarismo” etc., a burguesia foi fartamente facilitada pelos revisionistas que assaltaram o poder, tanto na URSS como na China, restaurando o capitalismo e abrindo novamente uma época de exploração contra seus povos. Como apontava o grande dirigente comunista brasileiro Pedro Pomar: “Dirigindo a Revolução Chinesa e lutando pela construção do socialismo na China, o camarada Mao Tsetung estudava a experiência da ditadura do proletariado também nos países socialistas, sobretudo na União Soviética. Depois da Iugoslávia, foi no país da Revolução de Outubro que os revisionistas, mascarados de leninistas, ocupando postos na direção do Estado e do Partido, conseguiram usurpar o poder do proletariado e arrastar o glorioso país de Lenin e de Stalin de volta ao capitalismo”.

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Grécia: Juventude golpeia a reação

22bAND nº 182; com informações de Secours Rouge

Um violento protesto em homenagem a Alexis Grigoropoulos, jovem covardemente assassinado pela polícia em 2008, ocorreu em Atenas, capital da Grécia, neste 6 de dezembro.

Em resposta àquele assassinato e em memória do jovem, toda a juventude combatente grega tomou as ruas e enfrentou a repressão policial com pedras, paus e coquetéis molotov, incendiando suas viaturas no bairro onde foi assassinado o jovem há 8 anos. Durante o protesto, duas estações do metrô foram fechadas.

O protesto expressa o justo ato de ódio, particularmente da juventude, à opressão que assola o povo e a nação grega, semicolônia atolada em grave crise geral e submissa ao saque imperialista; cenas que se repetem por todo o mundo.

Mobilizações exigem liberdade aos presos políticos na Índia

Ações internacionalistas exigem libertação imediata dos presos políticos e em apoio à guerra popular. Foto: Belo Horizonte/MG, Brasil.

Ações internacionalistas exigem libertação imediata dos presos políticos e em apoio à guerra popular. Foto: Belo Horizonte/MG, Brasil.

Redação de AND, nº 182.

Várias ações foram realizadas em diferentes países por todo o globo, conclamados pelo Dia Internacional de Solidariedade e luta incondicional dos presos políticos na Índia, contra a Operação “Caçada Verde” e em apoio à resistência dos camponeses e povos tribais que se alçam em Guerra Popular dirigida pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta).

Foram registradas ações na Áustria, Colômbia, Galícia (Estado espanhol), Chile, Itália, França e  Brasil.

Nas cidades austríacas de Innsbruck, Salzburg, Linz e Viena foram colados cartazes em honra e glória ao dirigente maoísta Kishenji, preso em 24 de dezembro de 2011, cruelmente torturado até a morte.

Itália: pichações e cartazes denunciam genocida Estado indiano e prestam honras à guerra popular.

Itália: inscrições e cartazes denunciam genocida Estado indiano e prestam honras à guerra popular.

Em frente à embaixada ianque, na Colômbia, um combativo comício foi realizado, onde foram denunciados a situação dos presos políticos democráticos e revolucionários na Índia e as guerras de rapina que movem os imperialistas no Oriente Médio.

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MG: mais ataques covardes contra o povo Xakriabá em Itacarambi

Unidade Básica de Saúde (UBS) da Aldeia Várzea Grande, atacada por bando armado de latifundiário

Unidade Básica de Saúde (UBS) da Aldeia Várzea Grande, atacada por bando armado do latifúndio e do velho Estado

Enviado pelo Comitê de Apoio à Luta pela Terra; com informações do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA/NM)

No último dia 12/12, o povo Xakriabá da Aldeia Várzea Grande no município de Itacarambi no Norte de Minas Gerais, foi alvo de mais covardes ataques perpetrados por latifundiários com a conivência do velho Estado e incentivados pela cruzada reacionária contra os povos indígenas, incrementada pelo gerenciamento ilegítimo, entreguista e vende-pátria de Temer/PMDB.

De forma semelhante ao ocorrido no último dia 23/09, os mesmos pequenos e médios proprietários arregimentados pelos discursos fascistas dos latifundiários locais, invadiram, novamente, a Unidade Básica de Saúde (UBS) da Aldeia Várzea Grande. Com a invasão, iniciada por volta das 08:30 da manhã e que só terminou por volta das 17 horas do dia 12/12, uma liderança da comunidade e funcionários da SESAI (Secretaria Especial de Saúde Indígena) ficaram presos na UBS e os indígenas usuários do serviço tiveram os seus atendimentos suspensos.

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SP: grande agitação da imprensa popular e democrática

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Faixa e banquinha expostas pelo Comitê de Apoio em Campinas/SP.

Comitê de Apoio ao AND – Campinas/SP

Neste 17 de dezembro foi realizada uma exitosa brigada de divulgação do jornal A Nova Democracia no calçadão 13 de maio, na cidade de Campinas (interior de SP). Dispondo de uma faixa escrita ‘Apoie a Imprensa Popular e Democrática’, banner do AND e uma banquinha com livros, marca-páginas e exemplares novos e antigos, os brigadistas abordavam populares convidando a conhecer o jornal e visitar a banquinha.
As pessoas abordadas em sua ampla maioria contribuíram com o jornal conscientes de que o apoio a imprensa popular e democrática é de extrema importância em meio ao lixo ideológico bombardeado pra atrasar culturalmente as massas pelo monopólio de imprensa. Foi ressaltado também a necessidade de uma Revolução Democrática, Agrária e Anti-imperialista, para pôr fim às injustiças cometidas contra a Nação através das medidas antipovo do gerenciamento Temer a mando dos imperialistas, principalmente ianques. Foi também tema da brigada a opressão da mulher proletária na sociedade.

RJ: mães denunciam crimes do velho Estado nas favelas

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Ato realizado na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. Foto: Ellan Lustosa/AND

Neste 16 de dezembro, um grupo de mães que tiveram seus filhos assassinados pela ação genocida da polícia nas favelas do Rio de Janeiro fez uma manifestação de denúncia aos crimes praticados impunemente pelo velho Estado. A manifestação contou com uma árvore de natal negra, cujos enfeites ficavam a cargo das fotos dos filhos assassinados.

Janaina Mattos Alves, mãe de Jhonatas Dalber, que tinha 16 anos quando morreu no dia 30 junho deste ano, no Morro do Borel, na Tijuca, Zona Norte, denunciou, em entrevista ao monopólio da imprensa, a política genocida do velho Estado. “Meu filho estava no primeiro ano do ensino médio, meu filho me ajudava a tomar conta dos irmãos. É sempre a mesma coisa, ‘auto de resistência'”, declarou.

Recomendamos, para melhor compreensão da situação e da luta destas mães vítimas do fascismo do velho Estado, a leitura das seguintes matérias publicadas nas últimas edições de AND:

http://www.anovademocracia.com.br/no-173/6546-chacina-no-morro-do-chapadao-rj-eles-pagaram-a-olimpiada-com-o-sangue-dos-nossos-filhos

http://www.anovademocracia.com.br/no-175/6593-farra-olimpica-e-massacre-continuado-das-massas

MS: 3 retomadas indígenas ameaçadas de despejo

ms

Enviado pelo Comitê de Apoio ao AND – Dourados/MS

Comunicado urgente do povo Guarani e Kaiowá:
3 retomadas ameaçadas de despejo no Mato Grosso do Sul

ms1Caarapó, Mato Grosso do Sul, 14 de Dezembro de 2016: o povo Guarani e Kaiowá se levanta, uma vez mais, contra o avanço do agronegócio em suas terras tradicionais. Três retomadas realizadas na Terra Indígena Dourados-Amambai Peguá I, cujo estudo para identificação e delimitação já foi publicado pela FUNAI, estão sob risco de despejo. O relatório que reconhece a área como tradicionalmente indígena, garante 55.600 hectares para os indígenas.

As retomadas ameaçadas de despejo, nomeadas de Jeroky Guasu, Ñamoi Guaviray, e Kunumi Poty Verá, fazem parte do que os Guarani e Kaiowá denominam Tekoha Guasu, significando “Grande Território”. Tekoha diz respeito ao lugar onde se vive, onde se realiza o modo de vida Guarani e Kaiowá. No interior do Tekoha Guasu, existem diversos tekoha que o compõe, como pequenos territórios no interior de um complexo mais amplo.

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Corrupção e abuso de autoridade: modus operandi da velha democracia

03-renanFausto Arruda, AND nº 182, p. 3

O que esconde a briga en­tre os poderes da República se­micolonial brasileira? Quem procurar a resposta em Temer, Renan, Maia, em Mendes ou Toffoli poderá tangenciar a ver­dade, mas não a apanhará em sua totalidade. Isso porque, na realidade, diante da profunda crise econômica, política, so­cial e moral está expressa a luta dos grupos de poder no seio das classes dominantes da semi­colônia Brasil, por abocanhar com a maior vantagem possível nacos cada vez maiores de tudo que o povo brasileiro produz.

A queda de braços, por um lado, entre a “cruzada an­ticorrupção” encabeçada por procuradores e juízes federais em nome da moralização das instituições e, por outro, os grupos de poder parlamentar encastelados, é reveladora da essência falaciosa da demo­cracia burguesa. Se a reação do legislativo para blindar-se das investigações de corrup­ção com as manobras arquite­tadas no corpo da pretendida “Lei anticorrupção” expõe as entranhas necrosadas deste tão enaltecido “Estado demo­crático de direito”, a atitude dos procuradores de também blindarem-se requerendo co­mo inaceitável a existência de lei que verse sobre o “abuso de autoridade” também é a con­fissão mais descarada de que o “abuso de autoridade” é uma constante deste mesmo “Esta­do democrático de direito”. Ou seja, uma “Lei anticorrupção” ameaça terrivelmente a moral de suas instituições tanto quan­to uma “Lei de abuso de auto­ridade”. Esta pugna escancara que ambos os contendentes tem a razão absoluta quanto às acusações de um sobre o outro.

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