RJ: Moradores repudiam genocídio do velho Estado no Chapadão

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Mães e familiares exigem fim do genocídio e a retirada da PM assassina. Foto: Ellan Lustosa/AND

Redação de AND
Fotos de Ellan Lustosa/AND

Na manhã desta quarta-feira (15/02), moradores do Chapadão, em Costa Barros, Zona Norte do Rio de Janeiro, realizaram uma justa manifestação em repúdio aos constantes assassinatos e agressões cometidas por policiais na comunidade.

chapadao3O ato contou com a participação de mães e parentes de jovens assassinados e percorreu as ruas da favela mostrando que, frente ao covarde genocídio imposto pelo velho Estado e suas forças policiais, o povo não se intimida e exige o que é seu por direito, o direito de viver em seu bairro sem as constantes ameaças de tortura, agressões e assassinatos sumários.

A equipe de AND esteve presente e registrou a covarde intimidação dos agentes de repressão que abordaram insistentemente os moradores enquanto estes exerciam seu direito de manifestação, ameaçando inclusive prendê-los caso bloqueassem parcialmente a via.

O protesto ocorreu dois dias após uma bárbara chacina cometida pela PM que resultou em 4 assassinatos e mais 7 feridos.

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Companheira Dirma, presente na luta!

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Fausto Arruda (Diretor Geral de AND), Mário Lúcio (Editor) e Comitê de Redação de AND

Recebemos com grande pesar a notícia do falecimento da Companheira Dirma, também conhecida como companheira Cristina, fiel apoiadora do AND. Combativa, uma brigadista exemplar.

Profissional de enfermagem, simples, era moradora do município de São Gonçalo e sem queixas, sem atrasos, era presença constante em nossa redação em São Januário, no município do Rio de Janeiro.

Preocupada com a vida e a luta dos povos, sempre disponível para apoiar as atividades do movimento popular, sempre animada com a rebelião das massas, sempre atenta durante as reuniões.

Dela guardamos o semblante sério e concentrado, o sorriso fácil e as suas palavras de ânimo em nossos debates.

Ela enfrentou o velho Estado com sua fúria revolucionária de mulher proletária.

Ela enfrentou o câncer com serenidade e sem queixas. Mesmo durante seu tratamento, não abdicou de suas tarefas de propagandista. Sempre que sua saúde permitiu, recebeu sua cota de de jornais e participou de brigadas do AND comemorando a aceitação do jornal pelas massas.

Uma companheira valorosa!

Recordamos e exaltamos a companheira Dirma convidando os companheiros para que se apoiem em seu exemplo.

Dedicamos a memória da companheira este poema do teatrólogo revolucionário alemão Bertolt Brecht, que traduz muito do que ela significou e significa para nós:

Cantando a escola e o morro

Pag.18 - Tantinho da Mangueira

Tantinho da Mangueira, da velha guarda da escola, em entrevista ao AND

Rosa Minine, AND nº 184, Nova Cultura

Compositor, intérprete e mestre de partido-alto, Devanir Ferreira, o Tantinho da Mangueira é representante da quarta geração de compositores da escola. Nascido em 1946 na Mangueira, comunidade do Rio de Janeiro, se interessou pelo samba ainda criança, resultando em canções cheias de vivência que remetem a tradição da escola e do morro.

— Meu pai, como os demais membros da família de sua parte, é de Minas Gerais, e acredito que tenham chegado na Mangueira no início do século passado, tendo minha avó chegado primeiro e os demais, depois. Minha mãe é carioca da Tijuca e foi parar na Mangueira possivelmente através do meu pai – conta Tantinho.

— Tive os primeiros contatos com a música ainda menino, bem menino, lá pelo morro, que era uma coisa natural, pois o morro era todo música, em todo lugar que estivéssemos, nos botecos, tendinhas, terreiros, pelas ruas etc. Havia samba, calango, xaxado, baião, partido-alto, bailes pelos clubes locais, boleros, tudo o que se pode imaginar – recorda.

— Meu primeiro encontro foi com o samba, claro, porque mesmo antes do nascimento, já estava em contato com ele no ventre da minha mãe. Ela era baiana da escola, baiana tradicional, imprescindível para a ala na avenida – diz.

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Acordo Temer-Pezão é plataforma para assalto aos estados

Fausto Arruda, AND nº 184, p.3

A dramática situação pela qual passa o estado do Rio de Janeiro pode ser vista através de várias janelas. A primeira mostra a origem do problema com a privatização do erário público e sua incorporação ao patrimônio de Sérgio Cabral e sua quadrilha. As delações oriundas das investigações da “Lava-Jato” apenas são a forma jurídica de revelar aquilo que os protestos desde 2013 já denunciavam em demasia.

A segunda, como ligação imediata da primeira, mostra os servidores públicos nas filas para receberem cestas básicas como se fossem pedintes. Profissionais que deram sua força-de-trabalho por mais de vinte ou trinta anos reduzidos à condição de indigência.

A terceira, mostra os protestos diante da Assembleia Legislativa com os servidores recebendo a única coisa concreta que o gerenciamento Pezão pode lhes dar: bombas de gás lacrimogêneo e tiros de balas de borracha. Tudo para transformar em lei o assalto não só ao funcionalismo como a todo o povo do estado do Rio de Janeiro.

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Editorial – As vísceras expostas do velho Estado em decomposição

As armações das classes dominantes, mesmo em pugna e conluio, para dar sobrevida à velha ordem de opressão e o fracasso da “esquerda” eleitoreira, aceitando a subjugação nacional para administrar o Estado de grandes burgueses e latifundiários, é a confirmação cabal de que fora do caminho da Revolução de Nova Democracia, tudo não passa de vã ilusão.

AND nº 184, Editorial.

A população do estado do Espírito Santo viveu dias de fúria com a greve da PM. Esta sinalizou aos grupos de extermínio a autorização para o assassinato em massa de pobres. Contou ainda, é claro, com a imprensa dos monopólios para provocar o terror, apavorando todo o povo e pedindo mais repressão sobre a população que realizava saques, ao criminalizá-la sem distinguir seus atos das ações de delinquentes.

A Polícia Militar é um dos instrumentos de repressão no dia-a-dia que o Estado de ditadura da burguesia usa para exercer sua opressão sobre as massas populares. Ela deve seguir as mesmas regras de disciplina, organização e hierarquia das forças armadas, por isso ela é militar. Quando um instrumento como este se rebela é um sinal de que começam a ficar expostas as entranhas putrefatas do velho Estado.

Mas, se esta situação se apresenta por demais grave, ela não é um fato isolado, o processo de putrefação do velho Estado tem um espectro bastante amplo, como veremos a seguir.

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Áustria: ações de apoio à guerra popular na Índia

austriaRedação de AND

No último 27 de janeiro, respondendo à convocação do Comitê Internacional de Apoio à Guerra Popular na Índia (CIAGPI), várias organizações e movimentos democráticos pelo mundo desenvolveram ações exigindo a libertação imediata dos presos políticos do velho Estado indiano, o cessar imediato da Operação “Caçada Verde” e o apoio à justa resistência das massas pobres no campo, alçadas em guerra popular, dirigida pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta).

Na Áustria, atendendo ao mesmo chamado, muitas atividades foram realizadas no dia 28 de janeiro, promovidas pela organização Construção Revolucionária.

Em quatro cidades foram promovidas reuniões nas quais foram estudadas a situação na Índia, a resistência das massas sob a guia do Partido e a situação dos presos políticos, com destaque principal para a questão do camarada Ajith. Também foram feitas ações de panfletagem, pequenas manifestações e colagem de cartazes em cinco cidades.

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Maoístas atacam base militar da ocupação indiana, em Manipur

manipRedação de AND

Um comunicado do Partido Comunista maoísta do Manipur noticiou uma exitosa ação guerrilheira que atacou uma base do exército indiano neste 5 de fevereiro de 2017, em Sagolmang. 

Segundo o comunicado, os combatentes vermelhos participavam de uma perseguição a elementos criminosos, responsáveis pelo assassinato de dois trabalhadores, quando estes se refugiaram na base militar da ocupação indiana. A unidade da Nova Milícia Popular, numa audaciosa ação, atacou a base e capturou os criminosos, deixando em evidência a capacidade de combate das unidades revolucionárias.

RO: Ato Público em Jaru

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Camponeses organizados pela LCP marcham com movimentos e entidades democráticas em Jaru, 10 de fevereiro


Reproduzimos matéria enviada por apoiadores do Jornalismo Investigativo (Rondônia), em primeira mão, do Ato Público de organizações e entidades democráticas contra a criminalização da luta pela terra e os assassinatos de camponeses por bandos armados do latifúndio e pelas forças policiais do velho Estado brasileiro. Mais informações na presente edição de AND, nº 184.


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Camponeses organizados pela LCP marcham com movimentos e entidades democráticas em Jaru, 10 de fevereiro

Na manhã desta sexta-feira, 10 de fevereiro, foi realizado na Sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jaru um Ato Público convocado pelo CEBRASPO – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos, a ABRAPO – Associação Brasileira dos Advogados do Povo e a Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres. O convite, estendido para diversas organizações sociais, populares e de classe, contou com a presença de ativistas da Liga Operária, do Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (MOCLATE), da Executiva Estadual de Estudantes de Pedagogia, Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE), do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de BH e Região (MARRETA), do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Jaru (STTR) e o Movimento Feminino Popular (MFP). Estiveram presentes advogados de Rondônia, Minas Gerais e Rio de Janeiro, professores da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) e da rede pública estadual e do município de Jaru. Diversas organizações sociais, advogados e intelectuais que não puderam comparecer enviaram mensagens e notas de solidariedade.

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Camponeses organizados pela LCP marcham com movimentos e entidades democráticas em Jaru, 10 de fevereiro

Atendendo à convocação do Ato, dezenas de representantes de áreas camponesas de Corumbiara, Cabixi, Vilhena, Seringueiras, Ariquemes, Jaru, Ji-Paraná, Machadinho D’Oeste, Espigão D’Oeste, Monte Negro, etc. se amontoavam no auditório, para ouvir as manifestações de solidariedade e para também denunciar a situação de violência contra os camponeses de Rondônia. Segundo os organizadores do Ato, no período mais recente, “os ataques contra a Liga dos Camponeses de Rondônia e Amazônia Ocidental têm o claro objetivo de criminalizar e demonizar os camponeses e suas organizações para perpetrar massacres como os que vêm ocorrendo nos presídios brasileiros, para ficar só neste exemplo que chocou todos os brasileiros e a imprensa internacional”.

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ES: Crise escancara as vísceras do Estado genocida

Protesto em frente ao quartel de Maruípe, Vitória

Protesto em frente ao quartel de Maruípe, Vitória

Redação do AND

Desde o dia 03 de fevereiro policiais e bombeiros militares do Espírito Santo encontram-se aquartelados, enquanto suas famílias montam piquetes na porta dos quartéis, impedindo a saída das viaturas. Os agentes dessas corporações exigem o reajuste dos soldos dos PMs (congelados há 7 anos) e equipamentos, como coletes à prova de balas e gasolina para as viaturas.

Diante da ausência do patrulhamento ostensivo nas ruas, numa situação de aguda crise com arrocho, desemprego, inflação galopante, impostos aviltantes etc., desde os primeiros momentos da paralisação dos PMs, desatou-se uma onda de saques nos comércios. A criminalidade encontrou espaço para agir. Roubo de automóveis, assaltos a mão armada e tiroteios se multiplicaram.

Vulnerável e refém do velho Estado, parte da população trancou-se em casa.

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BA: Barricada contra assassinatos policiais em Salvador

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Protesto combativo paralisou importante via de Salvador. Foto: TV Bahia

Redação de AND

No dia 23 de janeiro, moradores do bairro de Águas Claras, em Salvador (BA), bloquearam um trecho da BR-324 em repúdio aos assassinatos de moradores no bairro. A manifestação interrompeu o tráfego da rodovia com uma barricada de pneus em chamas por mais de uma hora.

O bairro de Águas Claras, região periférica da capital, é alvo de constantes intervenções policiais. Alguns dias antes da manifestação, no dia 18 de janeiro, três homens foram assassinados pela Companhia de Rondas Especiais (Rondesp) da Polícia Militar.