“Exigimos Justiça!” – Mães fazem manifestação contra genocídio no RJ

Fotos: Ellan Lustosa / A Nova Democracia

Da Redação de AND

Na manhã desta quarta-feira, 19 de abril, mães e familiares de jovens assassinados pela polícia realizaram uma manifestação em frente ao Ministério Público do Rio de Janeiro, no Centro da cidade, em repúdio à violência do Estado nas favelas e bairros pobres, que, desde o início de 2017, tem crescido enormemente.

O fotógrafo de AND, Ellan Lustosa esteve presente e registrou o ato, que também contou com a participação de ativistas do movimento popular que denunciam o genocídio policial e a guerra civil reacionária promovida pelas classes dominantes contra a juventude pobre, negra e todo o povo pobre.

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Avançam as lutas pelo acesso à terra e território

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Camponeses organizados pela LCP marcham com movimentos e entidades democráticas em Jaru, 10 de fevereiro.

Vinicius Alves

No dia 17 de abril, em Brasília (DF), a Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou o relatório ‘Conflitos no Campo – Brasil 2016’, que traz um panorama da questão agrária do país.

O documento foi divulgado nesta data, para relembrar o bárbaro crime praticado pela Polícia Militar do estado do Pará, que assassinou 21 camponeses no município de Eldorado dos Carajás, em 1996.

Ainda que os dados sejam subestimados, pois muitos casos de conflitos agrários são tratados como casos de polícia e não são notificados a entidades como a CPT, o relatório permite traçar um breve panorama da luta de classes no campo e, principalmente, da luta camponesa.

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Faleceu o veterano dirigente maoísta indiano Narayan Sanyal

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Narayan Sanyal, veterano dirigente maoísta, faleceu neste mês de abril

Redação de AND, com informações de Dazibao Rojo

O monopólio da imprensa indiana informou hoje, 18 de abril, o falecimento, aos 80 anos, do veterano e histórico dirigente maoísta Narayan Sanyal, vitimado por uma enfermidade terminal. Ele faleceu em um hospital de Calcutá.

O camarada Narayan Sanyal se uniu ao Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista) então dirigido pelo histórico dirigente comunista indiano Charu Mazumdar nos anos 60, e desde então permaneceu nas fileiras maoístas. Narayan foi um dos artífices da unificação dos maoístas no atual Partido Comunista da Índia (Maoísta), do qual foi dirigente membro do Birô Político até sua detenção em 2005.

A Revolução Indiana e o Partido Comunista

maoistO caminho que tomou a Revolução na Índia, ao longo de sua trajetória, comprova a seguinte verdade: “O caminho é sinuoso, mas as perspectivas são brilhantes!”.

O primeiro marco da Revolução Democrática indiana se dá em 1967, quando o campesinato se sublevou violentamente contra a máquina burocrático-militar do velho Estado indiano, aspirando ao Poder Político – fato conhecido internacionalmente como Levante de Naxalbari, que completa 50 anos neste ano.

O nome Naxalbari é uma referência à aldeia onde ocorreu o levante camponês empreendido pelo Grupo Guerrilheiro do Povo, dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista), sob a chefatura do grande dirigente comunista Charu Mazumdar.

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Propagandas maoístas tomam as ruas da América Latina

Partidos e organizações maoístas do Equador, México, Colômbia e Bolívia promoveram, nesta última quinzena, ações em campanhas pela libertação de presos políticos democráticos e revolucionários e de boicote à farsa eleitoral. Citamos a seguir.

no-votar-pce-sr-2017No Equador, o Partido Comunista do Equador – Sol Vermelho (PCE-SV) desenvolveu uma importante campanha de boicote à farsa eleitoral durante sua realização.

A farsa, da qual saiu “vencedor” o candidato governista-oportunista Lenin Moreno (Alianza País), contou com 17% de abstenções e outros 6% de votos nulos, somando quase 3 milhões de pessoas que boicotaram o processo num país com pouco mais de 10 milhões de habitantes.

Sobre a campanha, o PCE-SR emitiu pronunciamento intitulado Arrematar a campanha por não votar, preparar a Guerra Popular!

Segundo o pronunciamento, foram realizadas “centenas de pichações em todo o país, milhares de volantes, cartazes, palestras em comunidades camponesas, desmascaramento da patranha eletiva e de seus apologistas no seio do povo e várias outras ações”.

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Guerra civil reacionária: camponeses emboscados em Capitão Enéias (MG)


Publicamos a seguir nota produzida pela Redação de AND, publicada na edição impressa nº 187, e em anexo reproduzimos o comunicado da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) do Norte de Minas e Sul da Bahia sobre o assunto.


Na manhã de 09/04, em Capitão Enéias (MG), cerca de 300 camponeses do Acampamento Alvimar Ribeiro, vinculado ao MST, foram emboscados e atacados por pistoleiros fortemente armados, quando se dirigiam a uma reunião na sede da fazenda Norte América, reivindicada pelos acampados.

Conforme os camponeses, o ataque se iniciou ao se aproximarem da entrada da fazenda, contando com a participação de Leonardo Andrade, o dono do latifúndio, e de 10 pistoleiros, que efetuaram disparos contra homens e mulheres – incluindo mulheres grávidas –, crianças e idosos. A ação criminosa resultou em 7 feridos, dos quais 3 foram hospitalizados: Fabrício Alvins Lima, de 31 anos, baleado na barriga, Vildomar Oliveira Gomes, de 31, baleado no pescoço, e Géssica Thais Gonçalves Freitas, de 24, baleada na perna. Além disso, uma criança de 10 anos sofreu com um tiro de raspão no rosto. Nenhum dos feridos corre o risco de morte.

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MG: Camponeses celebram Dia dos Heróis do Povo Brasileiro

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Camponeses estudaram documento da FRDDP sobre o 9 de Abril e celebraram a saga heroica dos melhores filhos do povo brasileiro caídos na luta

Relato enviado pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP) do Norte de Minas e Sul da Bahia

pedras de maria cruzNa área Cleomar Rodrigues, em Pedras de Maria da Cruz, o núcleo do MFP realizou estudo do material da FRDDP em saudação e homenagem aos filhos e filhas do povo brasileiro, que ao longo da história da luta de classes em nosso país tem vertido seu sangue e forjado seus verdadeiros heróis em duras batalhas contra o latifúndio, a burguesia e o imperialismo. O MFP e o CDRA organizaram a celebração do dia 9 de abril com a exposição de painel e importante exposição na assembléia da área.

Em Manga foram realizadas exposições nas assembleias das áreas em saudação ao 9 de abril resgatando o heroísmo dos companheiros e companheiras tombados na luta. O núcleo do MFP da área Vanessa, organizou painel em homenagem aos Heróis do Povo Brasileiro e na oportunidade estudou a biografia da companheira Sandra Lima, aprovando a denominação núcleo do MFP – Sandra Lima, levantando mais alto o nome e a dimensão da luta de tão valorosa companheira.  

Leia aqui a íntegra do documento da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo (FRDDP) em razão do 9 de Abril, Dia dos Heróis do Povo Brasileiro.

PM incrementa barbárie na guerra contra o povo no Rio de Janeiro

Em protesto contra assassinato de idoso por PMs moradores bloquearam a Avenida Leopoldo Bulhões

Em protesto contra assassinato de idoso por PMs moradores bloquearam a Avenida Leopoldo Bulhões

Patrick Granja e João Antônio, AND nº 187

Segundo levantamento feito pela reportagem de AND através do aplicativo OTT (Onde Tem Tiroteio), somente neste ano de 2017, até o fechamento da presente edição, o número de “conflitos” envolvendo ações policiais nas favelas da cidade do Rio de Janeiro já chegava a 1.435 registros.

Os dados revelam a dimensão da carnificina promovida pelo velho Estado, que move uma intensa e sangrenta guerra contra os pobres, na qual o “combate ao tráfico” não passa de uma justificativa fajuta para a intensificação do extermínio nessas regiões, já assoladas por incontáveis problemas sociais. Também dados divulgados pela Justiça Global revelam que somente nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, 182 pessoas foram mortas decorrentes da ação da polícia no estado do Rio de Janeiro.

Escalada de assassinatos em Acari

No final de março e início de abril, as ações de extermínio da PM se intensificaram na cidade do Rio de Janeiro resultando em crimes que repercutiram pelo mundo e geraram comoção nacional, como o da execução da jovem de 13 anos, Maria Eduarda Alves da Conceição, dia 30 de março, no bairro de Acari, na Zona Norte do Rio. A menina estava no pátio da Escola Municipal Jornalista e Escritor Daniel Piza, onde cursava o 7º ano do ensino fundamental, quando foi assassinada com pelo menos três tiros de fuzil, calibre 762, sendo dois na parte de trás da cabeça.

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Massacre de Eldorado dos Carajás: 21 anos de impunidade

Velório das 19 vítimas em Curionópolis. Foto: J.R. Ripper

Velório das 19 vítimas em Curionópolis, Pará, 1996. Foto: J.R. Ripper

Vinícius Alves

Em 17 de abril de 2017, completou-se 21 anos de um dos crimes mais bárbaros na história recente do país, o massacre de Eldorado dos Carajás (Pará), que resultou oficialmente na morte de 21 camponeses, perpetrado pela Polícia Militar (PM) do estado do Pará a mando da gerência estadual de Almir Gabriel/PSDB e dos latifundiários da região.

Este episódio escancarou para todo o Brasil e para o mundo, o caráter genocida do velho Estado brasileiro burguês-latifundiário, que resolve com derramamento de sangue os anseios e reivindicações das massas, seja no campo ou na cidade. O massacre de Eldorado dos Carajás juntou-se a outros crimes de repercussão nacional e internacional praticado pelas forças policiais do velho Estado como a chacina de Vigário Geral no Rio de Janeiro em 1993, o massacre do Carandiru em São Paulo em 1992, além da heroica resistência camponesa de Corumbiara em Rondônia em 1995.

Relembrando o caso

Em setembro de 1995, cerca de 3.500 famílias, vinculadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ocuparam uma área na beira da rodovia estadual PA-275, próxima à fazenda Macaxeira, no município de Curionópolis, no estado do Pará, transformando-a em um acampamento. As famílias reivindicam as terras da fazenda para a “reforma agrária”, tendo em vista que esta encontrava-se improdutiva.

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SP: Chacinas evidenciam a guerra civil reacionária

Cena do crime em Jaçanã, que deixou 6 mortos. A guerra civil reacionária está em curso e sendo impulsionada contra o povo.

Cena do crime em Jaçanã, que deixou 6 mortos. A guerra civil reacionária está em curso e sendo impulsionada contra o povo.

Redação de AND, edição nº 187

A noite de 4 de abril e a madrugada de 5 de abril foram marcadas por duas chacinas que deixaram pelo menos 10 mortos no Jaçanã, na Zona Norte, e no Campo Limpo, Zona Sul da cidade de São Paulo.

Sete pessoas foram assassinadas em um bar situado na Rua Antônio Sérgio de Matos, no Jaçanã, no fim da noite. Seis morreram no local e um homem chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O fato ocorreu no Conjunto Habitacional Jova Rural, que tem uma base da Polícia Militar instalada a poucos metros do bar onde os crimes foram realizados. Testemunhas afirmaram que os assassinos chegaram no local em um carro e uma moto, realizaram o ataque e depois fugiram em alta velocidade.

Já em Campo Limpo, dois homens em uma moto atiraram contra duas pessoas, que estavam em outra moto. Uma morreu no local e a outra sobreviveu sem ferimentos. Numa região próxima, os mesmos homens dispararam contra outros dois condutores de veículos, segundo a versão veiculada pelo monopólio de imprensa.

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