21 anos da Vila Corumbiara (Belo Horizonte, MG)

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Famílias rompem com ilusões institucionais e conquistam direito à moradia. BH, 1996.


Hoje, 24 de março, há 21 anos dezenas de famílias proletárias reféns de abusivos aluguéis tomaram a firme decisão de mobilizarem-se, organizarem-se e politizarem-se para conquistar o sagrado direito à moradia: nascia a Vila Corumbiara, em Belo Horizonte.

O nome é uma homenagem justa e honrosa do proletariado ao campesinato pobre de Rondônia que, um ano antes, em julho de 1995, protagonizava a Heroica Resistência camponesa de Santa Elina contra criminosa ação policial-latifundiária que resultou no conhecido internacionalmente “massacre de Corumbiara”.

Saudamos a luta das famílias que sempre contaram com nossa solidariedade classista por esta memorável data.


Adaptação e atualização de matéria publicada em AND nº 107

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Coro de crianças da Vila Corumbiara, BH

No dia 24 de março, a Vila Corumbiara, em Belo Horizonte, completou 21 anos de existência. A Vila e as organizações populares classistas e combativas, apoiadoras desta tomada de terra sempre, contaram com o apoio do jornal A Nova Democracia, como imprensa democrática e defensora das formas de luta revolucionárias pelos direitos do povo.

Por isso utilizamos mais uma vez nossos meios para agradecer o apoio permanente e saudar a luta de todo o povo, especialmente dos moradores da Vila Corumbiara, que desmascararam a política do velho Estado, de forçar o povo a entrar em “filas” para conseguir uma moradia como uma grande farsa. Que aprenderam a cantar o hino dos trabalhadores em todo o mundo que conclama a “fazer com nossas mãos tudo que nos diz respeito”, sem ilusões com propostas eleitoreiras e mentirosas do velho Estado que só infelicita a vida da imensa maioria da população, os operários e toda a massa trabalhadora do campo e cidade.

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RJ: Ato ante o consulado peruano defende o Presidente Gonzalo

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Faixa estendida por ativistas conclama: “Defender a vida e a saúde do Presidente Gonzalo!”

Redação de AND

Um vigoroso ato público mobilizou, neste 22 de março, dezenas de jovens ativistas, democratas e revolucionários para defender o Presidente Gonzalo, chefatura do Partido Comunista do Peru (PCP) e da Revolução Peruana, e o pensamento gonzalo. O ato ocorreu em frente ao consulado do velho Estado peruano, no bairro do Flamengo (Zona Sul do Rio de Janeiro).

O ato fez parte da Campanha Internacional em defesa da vida e saúde do Presidente Gonzalo, atendendo ao chamado feito pelo Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha) – PCB (FV) aos revolucionários de todo o mundo.

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Velho Estado e latifúndio intensificam repressão no campo

Camponeses organizados pela LCP marcham com movimentos e entidades democráticas em Jaru, 10 de fevereiro em Rondônia

Camponeses organizados pela LCP marcham com movimentos e entidades democráticas em Jaru, 10 de fevereiro em Rondônia

Com informações da Comissão Pastoral da Terra (CPT)

O conluio do velho Estado com latifundiários, grileiros, madeireiras, mineradoras e empreiteiras têm fomentado a violência contra a população do campo e, principalmente contra os movimentos e lideranças camponesas, indígenas e quilombolas, que seguem em luta pelo acesso e controle de terras e territórios, cada vez mais desprendidas das ilusões com as instituições deste velho Estado de grandes burgueses e latifundiários, serviçais do imperialismo, principalmente o ianque.

Segundo dados parciais divulgado pela CPT – dados subestimados, mas que permitem um panorama das lutas por terra e território no Brasil –, ao menos 61 pessoas foram assassinadas no campo em decorrência de conflitos agrários, sendo que em 2015 foram registradas ao menos 50 mortes.

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Revolução Pernambucana – 200 anos do fuzilamento do “Padre Roma”

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Neste 20 de março ocorreu, às 17h, na sede do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGBA), a Conferência sobre os 200 anos do fuzilamento do “Padre Roma”, apresentada pelo jornalista e pesquisador Jorge Ramos. Reproduzimos o texto de introdução visto a relevância histórica desta data para a luta secular do povo brasileiro pela independência nacional e a verdadeira democracia.


Há precisamente 200 anos, em 29 de março de 1817, era fuzilado no Campo da Pólvora, em Salvador, o advogado pernambucano José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima (o “Padre Roma”), um dos líderes da Revolução Pernambucana de 1817. Ele viera à Bahia buscar apoio para o levante – irrompido três semanas antes em Recife – que pretendia derrubar a Monarquia, separar o Brasil de Portugal e implantar a República. A data será lembrada pelo Instituto Geográfico e Histórico da Bahia com uma conferência em sua sede, na próxima segunda-feira (20), às 17 horas, proferida pelo jornalista e pesquisador Jorge Ramos, estudioso do tema.

A Revolução Pernambucana de 1817 forma, ao lado da Inconfidência Mineira (1789) e da Revolução dos Alfaiates, na Bahia (1798), o conjunto das maiores revoltas separatistas ocorridas no Brasil. E foi a única a passar da fase conspiratória, pois chegou a depor o governador Caetano Montenegro e ocupar o poder em Pernambuco por 103 dias, até ser dominada por tropas leais à Monarquia.

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Grécia: Camponeses protestam violentamente contra aumento de impostos

Farmers from the island of Crete clash with riot police during a demonstration outside the Agriculture Ministry in Athens, Greece March 8, 2017. REUTERS/Alkis Konstantinidis

Camponeses revidam a tentativa da repressão de dispersar justo protesto. Atenas, 9 de março.

Redação de AND

Um contundente e combativo protesto de camponeses foi realizado em frente ao Ministério da Agricultura, neste 9 de março, em Atenas, exigindo a revogação do aumento de impostos e tributações impostos pelo governo.

Ao receber a recusa dos funcionários do ministério em receber uma comissão para discutir o assunto, os camponeses decidiram pela violência como forma de conquistar suas justas reivindicações. Um grande efetivo policial que protegia o ministério entrou em confronto com a massa, que reagiu utilizando bastões.

O aumento dos impostos e tributações é uma exigência dos imperialistas – chamado solenemente de “credores” pelo governo oportunista do Syriza –, a saber, FMI e União Europeia (Alemanha, principalmente).

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A carne é fraca, o latifúndio é “forte”!

 


Reproduzimos pronunciamento da Comissão Nacional da Liga dos Camponeses Pobres sobre o escândalo envolvendo o latifúndio brasileiro (“agronegócio”) quanto à produção e comercialização de carne podre e estragada.


A carne é fraca, o latifúndio é “forte”!

(Mas um gigante com pés de barro que vai ser varrido pela Revolução Agrária!)

Temer saboreando uma picanha... argentina.

Temer saboreando uma picanha… argentina.

A carne é fraca mesmo! Forte é a semi-feudalidade deste nosso capitalismo burocrático podre, que montou uma verdadeira operação de guerra para abafar o impacto desta operação da Policia Federal contra Frigoríficos e fiscais do Ministério da Agricultura, flagrados nos crimes de incluir carnes impróprias em embutidos além da quantidade permitida e divulgada, adulterar carnes em processo de degradação com ácido ascórbico para que a aparência das mesmas fosse de carne fresca, corromper fiscais e financiar políticos (PT, PMDB e PP).

O Ministro da Agricultura, latifundiário, atacou a Polícia Federal. Michel Temer correu para acalmar os compradores estrangeiros. E as televisões passaram a produzir dezenas de matérias para tentar qualificar o episódio como um fato isolado dentro de um sistema eficiente.

E a crise geral faz a canalha que gerencia o país meter os pés pelas mãos, tentando impedir a queda das ações destes grandes frigoríficos e um possível boicote às importações da carne do latifúndio brasileiro. Divulgado o grampo em que chamava um dos fiscais acusado de chefiar a quadrilha de “grande chefe”, Osmar Serraglio, ministro da justiça indicado pela bancada ruralista, cuja eleição foi financiada principalmente pela Friboi, ficou na muda. Na tentativa desesperada de tranquilizar os estrangeiros, dando mostras de se lixar para a população brasileira, Temer afirmou que, dos 21 frigoríficos investigados, somente 6 haviam exportado nos últimos 60 dias. Mas o discurso do presidente imoral, tão podre como a mercadoria em questão, proferido diante dos importadores, passou na televisão para milhões de brasileiros, que se perguntaram: quer dizer então que nós, brasileiros, podemos comer carne estragada? E continuando sua ópera bufa, Temer vai com os estrangeiros a uma churrascaria em Brasília, onde 80% da carne servida é importada da Argentina, do Chile e do Uruguai. Cômico, se não fosse trágico!

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Alemanha e Áustria: Grandes feitos do 8 de Março

ViviLnk

Camarada Norah, heroína do PCP e da guerra popular no Peru

Redação de AND

Informações de grandes mobilizações e marchas realizadas na Alemanha e na Áustria chegaram à nossa redação nesta segunda quinzena de março. Noticiamos a seguir as celebrações e mobilizações realizadas nestes locais.

Na Alemanha, nas cidades de Hamburgo, Berlim, Rostock e Linz am Rhein; e na Áustria, nas cidades Viena e Innsbruck, foram colados cartazes do Comitê Vermelho de Mulheres e pichações saudando o Dia Internacional da Mulher Proletária e conclamando a despertar a fúria revolucionária da mulher a serviço da revolução proletária. A insígnia  comunista com a foice e o martelo foi marcada nas paredes deixando claro a luta do proletariado por reconstituir seu partido nestes países.

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PA: Ativista é assassinado dentro de hospital

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Waldomiro era camponês e líder na região

Com informações do mst.org

Na madrugada de 20/03, Waldomiro Costa Pereira foi assassinado dentro do Hospital Geral do município de Parauapebas (PA). Cinco homens armados e encapuzados invadiram o hospital, três deles se dirigiram à UTI onde se encontrava Waldomiro e efetuaram ao menos oito disparos contra ele, que faleceu no local.

Waldomiro era ativista do MST desde 1996, sendo considerado uma das principais lideranças do movimento na região. Ele exerceu papel de destaque na criação do Assentamento 17 de Abril, em Eldorado dos Carajás, onde vivia e trabalhava no seu pedaço de terra.

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Pistoleiros executaram Waldomiro dentro do hospital

Dois dias antes de ser morto, o ativista sofreu um ataque quando trabalhava em seu lote de terra. Dois homens encapuzados em uma moto se aproximaram do local e dispararam contra ele, ferindo-o na cabeça em uma das mãos.

O ativista, que também era servidor público do município de Parauapebas, deixa uma esposa e cinco filhos.

Em nota, a direção estadual do MST afirmou que “este é mais um assassinato de trabalhadores no estado do Pará, em que o governo é culpado pela sua incompetência em cuidar da segurança da população e praticado em função da negligência do estado em apurar e punir os crimes desta natureza”.