MT: Massacre deixa ao menos 10 camponeses mortos

Com informações da Comissão Pastoral da Terra (CPT)

Na semana em que se completou 21 anos do Massacre de Eldorados dos Carajás (PA) pelas forças policiais do velho Estado, ocorre mais um massacre de camponeses no campo brasileiro.

No dia 20/04, em Colniza, no noroeste do Mato Grosso, a 1.065 quilômetros de Cuiabá, ao menos dez camponeses foram barbaramente assassinados por pistoleiros a serviço de latifundiários locais.

No ataque, os pistoleiros fortemente armados e encapuzados, invadiram o assentamento e efetuaram disparos de arma de fogo contra os camponeses.

O número de mortos e feridos ainda é desconhecido, mas segundo informações preliminares da CPT, seriam ao menos dez mortos, incluindo crianças e idosos.

O crime ocorreu na Gleba Taquaruçu do Norte, no distrito de Guariba, no perímetro rural do município de Colniza.

A região tem um histórico de conflitos agrários, registrando outros episódios de ataques, que culminaram com o assassinato de camponeses.

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Trabalhadores vão às ruas em Barueri, SP

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Trabalhadores protestam contra medidas antipovo de prefeito Furlan, na Prefeitura de Barueri

Wesley Penariol, apoiador de Barueri/SP

A cidade de Barueri, na região metropolitana de SP, vive um momento de constantes manifestações dos trabalhadores. Dois motivos principais impulsionam essas manifestações: a perseguição arbitrária à vendedores ambulantes da cidade; e, a demissão de 1.380 funcionários do Hospital Municipal de Barueri (HMB).

No início de abril, vendedores ambulantes da cidade, com o apoio de moradores e da juventude, realizaram manifestações em repúdio às perseguições arbitrárias da fiscalização, em conjunto com a Guarda Civil Municipal (GCM), contra os trabalhadores ambulantes. Os protestos tiveram concentração em frente à estação de trem, e seguiram para o prédio da Prefeitura de Barueri. Os manifestantes carregavam cartazes com mensagens como “Ambulante também é trabalhador”, “Não somos ladrões, queremos trabalhar”, “A juventude apoia os ambulantes”, e entoavam gritos combativos cobrando do prefeito Furlan (PSDB) a regulamentação da situação dos vendedores ambulantes.

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Crimes do latifúndio e de policiais contra camponeses em Mirante da Serra


Reproduzimos denúncia da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) de Rondônia e Amazônia Ocidental sobre mais crimes cometidos pelo velho Estado burguês-latifundiário e os grupos armados do latifúndio, desta vez em Mirante da Serra (RO). Mais informações na próxima edição de AND.


Camponeses do acampamento Fidel Castro 2 denunciam crimes de pistoleiros e policiais a serviço do latifúndio, no município de Mirante da Serra, região central de Rondônia. Cerca de 150 famílias lutam pelas terras da fazenda Boitenta, conhecida como a antiga fazenda do Dr. Dirceu, localizada no final da linha 76 da 81. Segundo os camponeses conseguiram apurar, trata-se de uma reconcentração ilegal de terras publicas federais do Projeto Fundiário Jaru – Ouro Preto. A mesma situação de 80% das terras rurais de Rondônia – terras públicas griladas por latifundiários.

Em meados de 2016, o juiz Barretto, da 2ª Vara Cível de Ouro Preto D’Oeste, expediu uma liminar de reintegração de posse contra os camponeses. A PM de Ji Paraná designou a data de 7 de dezembro do mesmo ano para executarem a reintegração de posse, que ocorreu com a participação de policiais do GOE – Grupamento de Operações Especiais. Os camponeses conseguiram gravar vários vídeos provando suas denúncias. Segundo os camponeses o chefe da pistolagem a serviço do latifúndio Boitenta, Geraldo Rodrigues Filho, é um policial da ativa, do município vizinho de Ji Paraná, atuando com a conivência de policiais do GOE. É a mesma situação que camponeses do Vale do Jamari já denunciaram inúmeras vezes.

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228 anos da heroica Conjuração Mineira

Pintura, Prisão de Tiradentes, por Antônio Diogo da Silva Parreiras

Pintura “Prisão de Tiradentes”, por Antônio Diogo da Silva Parreiras

Adaptado de matéria publicada em AND nº 168 (2016)

 

Neste 21 de abril completaram-se 227 anos da heroica Conjuração Mineira de 1789. O movimento de caráter popular-revolucionário com o propósito de libertar o Brasil do jugo colonial teve como líder inconteste Joaquim José da Silva Xavier, o alferes Tiradentes.

A Conjuração Mineira foi uma das primeiras elaborações autênticas do pensamento e da ação do povo brasileiro, o que fica expresso em seu Programa de Governo, elaborado pelos conjurados, que propunha: a independência nacional; liberdade para o povo se instruir e divulgar suas ideias, produzir e comercializar segundo suas necessidades; o estabelecimento de uma República Federativa; o fim da opressão e a passagem às mãos do Estado dos postos de mando da economia nacional; o desenvolvimento do progresso e da cultura; a industrialização do país; o direito da população se armar e defender seu país, além de garantias econômicas e sociais.

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Brexit: Tensão paira sobre os céus imperialistas

Jailson de Souza, AND nº 187, p. 20

Em 29 de março, representantes do Reino Unido apresentaram ao parlamento da União Europeia o pedido oficial de saída – o Brexit – e iniciou-se o processo de negociações dos termos do rompimento, que só se efetivará concretamente daqui a dois anos.

Logo na ocasião da apresentação, o plenário se converteu num antro de acusações e baixaria que representam, em palavras, a encarniçada pugna política e econômica entre as potências imperialistas da região.

O representante do imperialismo inglês no parlamento europeu, Nigel Farage, foi à ofensiva nas declarações, buscando pressionar para conseguir melhores posições para negociar a saída do bloco. “Estão agindo [a UE] como a máfia. Acham que somos reféns, mas não somos. Somos livres para ir embora”, disse ante os “eurodeputados” que debatiam em Estrasburgo (noroeste da França) as contrapartidas para o rompimento.

O italiano Antonio Tajani, presidente do dito parlamento, aos berros de protesto dos presentes, declarou ser “inaceitável” a afirmação de Farage.

Implicações na ‘geopolítica’

O Brexit é o rompimento do Reino Unido com o projeto da União Europeia, que está sob direção política da Alemanha (hegemonia financeira por meio dos bancos) e, portanto, servindo aos seus interesses por ampliar sua influência e disputar a hegemonia mundial com o imperialismo ianque.

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AND em inglês e espanhol!

A Redação do Jornal A Nova Democracia informa que as principais matérias de cada edição estarão oficialmente traduzidas nas línguas inglês e espanhol e disponíveis no site de AND (anovademocracia.com.br). Para acessá-las, basta clicar no respectivo atalho que está agora localizado no cabeçalho do site.

Com isso, esperamos servir mais e melhor na nossa irredutível tarefa de fornecer a análise científica da situação no Brasil e no mundo, com a ótica democrático-revolucionária, aos nossos leitores no estrangeiro.

“Exigimos Justiça!” – Mães fazem manifestação contra genocídio no RJ

Fotos: Ellan Lustosa / A Nova Democracia

Da Redação de AND

Na manhã desta quarta-feira, 19 de abril, mães e familiares de jovens assassinados pela polícia realizaram uma manifestação em frente ao Ministério Público do Rio de Janeiro, no Centro da cidade, em repúdio à violência do Estado nas favelas e bairros pobres, que, desde o início de 2017, tem crescido enormemente.

O fotógrafo de AND, Ellan Lustosa esteve presente e registrou o ato, que também contou com a participação de ativistas do movimento popular que denunciam o genocídio policial e a guerra civil reacionária promovida pelas classes dominantes contra a juventude pobre, negra e todo o povo pobre.

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Avançam as lutas pelo acesso à terra e território

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Camponeses organizados pela LCP marcham com movimentos e entidades democráticas em Jaru, 10 de fevereiro.

Vinicius Alves

No dia 17 de abril, em Brasília (DF), a Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou o relatório ‘Conflitos no Campo – Brasil 2016’, que traz um panorama da questão agrária do país.

O documento foi divulgado nesta data, para relembrar o bárbaro crime praticado pela Polícia Militar do estado do Pará, que assassinou 21 camponeses no município de Eldorado dos Carajás, em 1996.

Ainda que os dados sejam subestimados, pois muitos casos de conflitos agrários são tratados como casos de polícia e não são notificados a entidades como a CPT, o relatório permite traçar um breve panorama da luta de classes no campo e, principalmente, da luta camponesa.

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Faleceu o veterano dirigente maoísta indiano Narayan Sanyal

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Narayan Sanyal, veterano dirigente maoísta, faleceu neste mês de abril

Redação de AND, com informações de Dazibao Rojo

O monopólio da imprensa indiana informou hoje, 18 de abril, o falecimento, aos 80 anos, do veterano e histórico dirigente maoísta Narayan Sanyal, vitimado por uma enfermidade terminal. Ele faleceu em um hospital de Calcutá.

O camarada Narayan Sanyal se uniu ao Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista) então dirigido pelo histórico dirigente comunista indiano Charu Mazumdar nos anos 60, e desde então permaneceu nas fileiras maoístas. Narayan foi um dos artífices da unificação dos maoístas no atual Partido Comunista da Índia (Maoísta), do qual foi dirigente membro do Birô Político até sua detenção em 2005.

A Revolução Indiana e o Partido Comunista

maoistO caminho que tomou a Revolução na Índia, ao longo de sua trajetória, comprova a seguinte verdade: “O caminho é sinuoso, mas as perspectivas são brilhantes!”.

O primeiro marco da Revolução Democrática indiana se dá em 1967, quando o campesinato se sublevou violentamente contra a máquina burocrático-militar do velho Estado indiano, aspirando ao Poder Político – fato conhecido internacionalmente como Levante de Naxalbari, que completa 50 anos neste ano.

O nome Naxalbari é uma referência à aldeia onde ocorreu o levante camponês empreendido pelo Grupo Guerrilheiro do Povo, dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista), sob a chefatura do grande dirigente comunista Charu Mazumdar.

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