RJ: Manifestação denuncia assassinato de jovem de 16 anos

Complexo do Chapadão – Rio de Janeiro

Extermínio de Willian Cézar pelo 41º Batalhão da PM revolta moradores. RJ, Chapadão, 03.06.17

Roberto Santos
Fotos de Ellan Lustosa/AND

No dia 03/06, sábado, recebemos na Redação de AND a grave denúncia do assassinato de um jovem de 16 anos na favela Gogó da Ema, em Guadalupe, Zona Norte do Rio de Janeiro.

O assassinato foi o resultado de uma criminosa operação policial no Complexo do Chapadão.

William César Machado Esteves, 16 anos, foi morto quando saia de casa para o ferro-velho onde trabalhava às 7h da manhã. Moradores denunciam que o jovem trabalhador foi atingido pelas costas por um disparo efetuado por policiais.

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‘Terrorismo’: lei vaga facilita extradições

Henrique Júdice Magalhães

Até há bem pouco tempo, não havia, no Brasil, conceito legal de terrorismo. Nem fazia falta, pois esse sempre foi um problema inexistente por aqui, salvo pelo terrorismo de Estado.

Em 17 de março de 2016, um mês antes de ceder compulsoriamente seu lugar ao agora virtualmente deposto Michel Temer, Dilma V. Rousseff encontrou tempo para promulgar a Lei 13.260, fechando com chave de ouro um gerenciamento que, desde 2013, reprimia militarmente a pobreza com o Exército na favela da Maré e os protestos contra a Copa das Confederações no Rio de Janeiro, além das manifestações contra a Copa da Fifa e as Olimpíadas em todo o país fazendo uso da Força Nacional de Segurança.

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O novo governo e a situação na França

Mais exploração, guerras, protestos e crises

Jailson de Souza, AND nº 189

Maoístas franceses marcham em Paris. Profunda crise imperialista atiça luta das massas.

A farsa eleitoral na França, ocorrida entre os dias 23 de abril e 7 de maio, realizou-se em uma situação de profunda crise, tanto na situação nacional como na internacional. O “fenômeno” arquirreacionário Le Pen, candidata derrotada que sustentou posições abertamente anti-imigrantes e belicistas, é engendro de tão profunda crise em que se afunda o imperialismo, incluindo o francês.

Guerras de agressão e luta de classes

A guerra de agressão contra a nação Mali – onde a França tem atuação destacada – não pôde submeter aquele povo, que luta heroicamente e impõe derrotas inquestionáveis às tropas invasoras. Vitórias contundentes, apesar de todo o genocídio que os franceses praticam para esmagar a resistência nacional (o que chamam de “terrorismo”) e recuperar territórios estratégicos e ricos em recursos naturais. O reacionário e novo presidente francês Macron, em visita ao Mali, afirmou que travará “luta intransigente” contra os “radicais islamistas”.

Além disso, a sua participação nas guerras de rapina no Iraque, Síria e Afeganistão, todas sob o surrado manto de “guerra ao terrorismo”, trouxe para seu interior as ações da Resistência nacional. O terror e humilhação que o imperialismo francês emprega contra esses povos ecoam como um chamado de vingança. Os recorrentes ataques na capital Paris, empreendidos por setores profundamente pobres dos proletários imigrantes, comprovam que “a guerra imperialista regressa a sua casa”.

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Rodrigo Farias Lima: Presente na luta!


No dia 05/06, um dos filhos de Rodrigo José de Farias Lima, histórico militante da luta contra o regime militar fascista falecido no último sábado (03/06), procurou-nos para relatar sua vida e a luta. Em conversa com o Comitê de Redação, o familiar nos deu um relato vivo de sua luta com o objetivo de que nossos leitores e apoiadores conheçam um pouco mais sobre seu papel e sua contribuição para as lutas de nosso povo.


 

Rodrigo José de Farias Lima (à direita) e Grande Otelo (à esquerda)

No dia 03/05 faleceu Rodrigo José de Farias Lima, histórico militante da luta de resistência contra o regime militar fascista. Aos 75 anos de idade, Rodrigo morreu em decorrência de choque séptico por doença de Parkinson, depois de mais de um mês de internação no Hospital Geral de Bonsucesso ao qual foi destinado para tratamento de uma infecção urinária.

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Reportagem Especial de AND – Chacina de Pau D’Arco

Em sepultamento coletivo familiares se despediram das vítimas da Chacina em Pau D’ Arco

Redação de AND

Na semana de 27/05 a 02/06 a reportagem de A Nova Democracia foi até Pau D’Arco (PA). Menos de 7 dias após a odiosa chacina promovida pela polícia de Jatene/PSDB que executou 10 camponeses a mando do latifúndio, acompanhamos a delegação da Associação Brasileira de Advogados do Povo até aquela região. Entrevistamos familiares das vítimas, advogados populares e camponeses em luta pela terra, acompanhamos audiências sobre o caso e fomos até a fazenda Santa Lúcia, local do massacre.

Durante a semana que se segue publicaremos em nosso Blog, conteúdo exclusivo de denúncia sobre a Chacina de Pau D’Arco, resultado de nossa visita à região. E na próxima edição impressa do jornal forneceremos aos nossos leitores uma matéria especial sobre o crime. Estamos realizando também a transcrição de entrevistas e prosseguiremos publicando o conteúdo de nossa reportagem nos próximos dias.

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Barricadas pelo país

Redação de AND, edição nº 189

Em meio à crise em que o Brasil se encontra, durante o mês de maio continuaram os protestos populares radicalizados por todo país.

No dia 16 de maio, moradores bloquearam a Rodovia Marechal Rondon, em Itu, interior de São Paulo, exigindo a construção de uma passarela para os bairros Potiguara e Chácaras Reunidos do Ipê.

Em 19 de maio, famílias que tiveram suas residências desapropriadas no Vale do Reginaldo, na Avenida Geraldo Melo, em Maceió, Alagoas, ergueram uma barricada de pneus e objetos em chamas em protesto contra o atraso do aluguel social.

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SP: Repressão é falácia no combate às drogas

Casa é demolida em cima de moradores no Centro. Operação de guerra sob pretexto de “combate às drogas”

Sergio A. Garcia Jr.*, AND nº 189

No dia 21 de maio, uma ação conjunta da prefeitura do município de São Paulo (João Dória/PSDB) e do governo do estado de São Paulo (Geraldo Alckmin/PSDB), usando dos aparatos de repressão e opressão como Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Civil Metropolitana, invadiu o “fluxo” (local de circulação dos usuários de drogas) na região da Luz em São Paulo, a chamada “Cracolândia”. Local que foi palco de várias tentativas falhas de extinção do tráfico e do uso de drogas sempre de forma repressiva, desrespeitosa e violenta, no sentido do combate às drogas.

Usando de muita violência, os gerentes municipal e estadual de São Paulo bradaram aos canais de televisão de que nesse dia seria marcado o fim da “Cracolândia”. Mais uma vez, usando as forças policiais e violando os direitos mais básicos das pessoas, as quais esses mesmos gerentes se esqueceram ou nunca souberam que existiam e vivem neste local.

O que se concretizou nesse dia foi a substituição de um projeto do gerenciamento que buscava cuidar de pessoas em sofrimento por conta do uso abusivo de álcool e outras drogas em situação de extrema vulnerabilidade – projeto este já débil pela falta de investimentos e incentivos do Estado –, por uma proposta já tentada e ultrapassada de “guerra às drogas”, no qual as intervenções de saúde são baseadas na exclusão e mitigação de direitos. Tudo isso em detrimento de um projeto de Redução de Danos –  inovador no país –  baseado no cuidado em liberdade, do tratamento e atenção dignas oferecidas a essas pessoas que vivem na região da Luz e sempre colocadas somente como sombras pelas políticas públicas e especulação imobiliária.

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Grécia: Greve Geral contra as ‘reformas’

As medidas antipovo e vende-operária do oportunista governo do Syriza enfrentaram dura resistência das massas em Greve Geral de 24 horas, em 17 de maio, na Grécia. A greve foi contra a aprovação dos cortes previdenciários e trabalhistas que estão para ser votados no parlamento.

A adesão no setor de transportes foi massiva, apesar do desgaste causado nas massas pelas manobras e inconsequência do oportunismo que dirige os sindicatos. Houve ainda marchas que em Atenas, por exemplo, aglutinou cerca de 12 mil pessoas. Ocorreram confrontos com as forças da repressão, expressando o ânimo combativo generalizado das massas.

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‘Demarcação já!’

O vídeo com a canção Demarcação já é uma importante resposta dos meios artísticos ao genocídio que ocorre nos territórios indígenas no Brasil. Os verdadeiros democratas e revolucionários brasileiros e do mundo têm de atender e apoiar o grito de guerra dos povos indígenas que resistem em nosso país. Nosso jornal vem acompanhando e divulgando a resistência indígena a cada quinzena e, abaixo, compartilhamos com nossos leitores e leitoras matérias e artigos sobre a luta indígena publicados nas últimas edições do A Nova Democracia.

Guarani e Kaiowá resistem no Mato Grosso do Sul

MA: Gamela sofrem ataque bárbaro

MS: Policiais invadem terra indígena

Luta dos Povos Indígenas

Meirelles: tão sujo quanto Temer

Meirelles, à esquerda, cumprimenta diretora do FMI em encontro com o Banco Mundial

Osvaldo das Neves

Em meio à crise instaurada no parlamento, Henrique Meirelles/PSD, atual ministro da Fazenda, foi cogitado pelo monopólio de imprensa, por representantes do capitalismo burocrático e siglas do Partido Único como possível nome para ocupar o gerenciamento federal numa eventual saída de Temer/PMDB.

Meirelles, sem nem mesmo ter ocupado o cargo de gerente principal do velho Estado, já acumula uma longa lista de abusos e crimes contra o povo e a Nação.

Enquanto esteve na presidência do Banco Central durante o gerenciamento Lula, contou com o apoio político irrestrito de seu amigo Antonio Palocci/PT, então ministro da Fazenda – hoje preso preventivamente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, sob acusação de favorecer a Odebrecht em troca de propina.

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