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Redação de AND

No dia 12/02, a Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária – realizou o seu primeiro encontro, na cidade de Belo Horizonte (MG), com o objetivo de apresentar a organização a juventude combatente. O evento ocorreu na Escola Estadual José Heilburth, na Zona Norte da capital mineira, que no ano passado foi ocupado pelos estudantes.

IMG_0014Segundo nota de balanço da UV-LJR, “a importância de conformar a Unidade Vermelha – LJR é enorme nesse momento de crise do capitalismo burocrático em que vivemos. Após o fracasso dos 13 anos de gerenciamento do governo PT cresce a descrença das massas nas eleições burguesas, comprovadas mil vezes como farsa, e diante dos ataques diretos de Temer/PMDB e do sucateamento dos estados fica clara a necessidade imprescindível de organizações revolucionárias que elevem a consciência das massas, principalmente da juventude, para o único caminho que barrará de fato todos os desmandos contra o povo”.

O encontro contou com a participação de estudantes secundaristas e universitários, bem como de ativistas de organizações democráticas e revolucionárias como a Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo (FRDDP), o Movimento Feminino Popular (MFP), o Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), o Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (MOCLATE) e o Comitê de Apoio ao Jornal A Nova Democracia de Belo Horizonte.

A atividade se iniciou com todos os presentes cantando altivamente A Internacional, o hino do proletariado internacional, seguida da canção A Jovem Guarda, o hino da UV-LJR. Após a composição da mesa com os representantes das organizações citadas acima, passou-se a intervenção destes.

O representante do MOCLATE destacou a importância da unidade entre professores e estudantes nas lutas, além de relatar a sua experiência de professor de uma escola ocupada. O MFP ressaltou o papel imprescindível da mulher no processo revolucionário e da necessidade de mobilizar, politizar e organizar as jovens para a revolução, relembrando o exemplo da grande dirigente Sandra Lima, que dedicou toda a sua vida a construção da revolução no país.

IMG_0024O Comitê de Apoio de AND frisou a necessidade de se ter um órgão de imprensa que seja realmente popular e democrático, que exalte as lutas dos povos do Brasil e do mundo e que faça a propaganda da revolução por todo o país. O MEPR abordou a importância dos estudantes de lutarem por defender e transformar as escolas públicas “em trincheiras da luta popular”, além de ressaltar o papel da juventude na revolução, de que esta deve “servir ao povo de todo o coração” e “ser vanguarda das trincheiras de luta do nosso povo”. O representante da FRDDP abordou a necessidade de uma Revolução de Nova Democracia Ininterrupta ao Socialismo como única forma de garantir uma vida digna a população brasileira.

Na parte da tarde, ocorreu a exposição de uma série de vídeos que demonstraram a atuação da UV e da juventude combatente nas lutas, além da discussão das principais lutas reivindicativas travadas pela juventude combatente no ano passado.

O espaço escolar foi devidamente organizado e caracterizado para o encontro. As paredes da escola estampavam cartazes da Grande Revolução Cultural Proletária e da Grande Revolução Bolchevique, como também cartazes que exaltavam a resistência do heroico povo palestino, que conta com participação ativa da juventude. Ademais, fotos de Lênin e Stalin, dirigentes da Grande Revolução Bolchevique, de Helenira Rezende e Manoel Lisboa, os patronos da UV-LJR, da Sandra Lima, fundadora e dirigente do MFP e de Cleomar Rodrigues, Renato Nathan e Luiz Carlos, heróis do povo brasileiro, que verteram seu sangue pela Revolução Agrária, também foram colados pelas paredes.

O Comitê de Apoio de AND de Belo Horizonte organizou uma banca com a exposição de jornais e livros, estimulando aos jovens a adquirirem e divulgarem ativamente o jornal como forma de apoio à imprensa popular e democrática.

Conforme nota de balanço da UV, o encontro foi exitoso, vermelho e vibrante e “deixou clara a disposição e desejo da juventude por se organizar, animando os espíritos daqueles que dedicaram seus esforços às ocupações em defesa das escolas e os fez compreender qual a maneira efetiva de transformar a realidade”.