Povo Pankaduru Foto: Apib

 

PE: Pankararu ameaçados de despejo

Com informações da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB

Os Pankararu que ocupam as terras das fazendas Angico I e Angico II, que incidem sobre a Terra Indígena Pankararu, em Petrolândia, estão ameaçados de sofrerem um despejo iminente.

A Justiça Federal de Serra Talhada emitiu mandado de reintegração de posse em benefício da Associação dos Agricultores Unidos do Sítio Tenório das Flores, desconsiderando se tratar de uma TI demarcada e homologada desde 2007. A TI Pankararu, situa-se nos municípios de Jatobá, Petrolândia e Tacaratu, contando com mais de 5 mil indígenas.

Conforme a APIB, os indígenas ocupam os latifúndios desde 2013, contando com cerca de 43 famílias. Os Pankararu mantêm uma agricultura para a sobrevivência da comunidade, com o cultivo de feijão, milho, macaxeira, coentro e melancia, chegando a vender os excedentes na feira da cidade de Petrolândia.

BA: Atos exigem serviços públicos

Nos dias 19 e 20/06, os Pataxó bloquearam com galhos de árvores um trecho da BR-101, na altura do Km 794, na altura de Itamaraju. Os indígenas reivindicaram melhorias na educação, saúde e transporte em sua aldeia.

Os Pataxó denunciaram que a aldeia está sem transporte escolar há sete meses, impossibilitando que as crianças e adolescentes frequentem a escola.

O Distrito Sanitário Especial de Saúde Indígena (DSEI-BA), apresentava falta de profissionais da saúde e de medicamentos, além de contar com apenas dois veículos, um número insuficiente para transportar os indígenas de suas aldeias para o DSEI.

Segundo os Pataxó, crianças e adultos faleceram este ano em decorrência da ausência de profissionais e de remédios.

Os cortes do gerenciamento federal de Temer/PMDB nos serviços públicos, com a aprovação do pacotaço do “teto de gastos”, têm aprofundado a condição de precarização e sucateamento dos serviços públicos de atendimento aos indígenas no país.

MA: Gavião ameaçados por madeireiros

Com informações do Conselho Indigenista Missionário (Cimi)

Os indígenas do povo Pyhcop Cati Ji (Gavião) denunciaram ao Cimi, que madeireiros que atuam ilegalmente dentro da Terra Indígena (TI) Governador, estão realizando ameaças de morte e se preparam para invadir a

Assembleia do Povo Pyhcop Cati Ji em 2016. Foto: Cimi

Aldeia Rubiácea.

Os Gavião da TI Governador, demarcada com 41.644 hectares mil hectares, implantaram em 2015 o sistema de Guarda

Florestal, no qual realizam por contra própria à autodefesa do seu território – tendo em vista a inoperância do velho Estado – com a apreensão de madeira, fechamento de estradas ilegais e expulsão de madeireiros.

No dia 13/06, membros da Guarda Florestal indígena da Aldeia Rubiácea bloquearam uma estrada aberta por madeireiros utilizada para a retirada ilegal de madeira. Um dos integrantes do grupo de madeireiros tentou furar o bloqueio, iniciando um confronto entre o bando e os Gavião.