Índia: Saibaba condenado à prisão perpétua

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G.N. Saibaba foi condenado a prisão perpétua pelo velho Estado indiano neste 8 de março.

Redação de AND

Uma reportagem da agência indiana IANS informou neste 8 de março que o professor G.N. Saibaba – prestigioso intelectual revolucionário e democrata consequente – e mais quatro pessoas foram condenados à prisão perpétua pelo Tribunal de Sessões de Gadchiroli (Maharashtra).

O professor G.N. Saibaba, 47 anos, possui paralisia em 90% do corpo e não pode se locomover sem cadeira de rodas. Ademais, vem sofrendo com problemas de saúde agravados pelas duas vezes que ficou encarcerado nas masmorras do velho Estado indiano: a primeira entre maio de 2014 e junho de 2015, e a segunda entre dezembro de 2015 a abril de 2016. Saibaba chegou a ser internado neste passado mês de fevereiro, no Hospital Rockland, em Delhi, onde foi constatada uma pancreatite aguda que necessitará operação nos próximos meses.

Esta criminosa sentença é um ataque frontal às liberdades democráticas tão caras ao professor Saibaba, que criticou toda a vida a escalada fascista e reacionarização do velho Estado indiano, seus crimes contra o povo, os revolucionários e os democratas.

Tal como afirmamos em AND nº 174: toda a perseguição sobre G.N. Saibaba é a prova de que o velho Estado indiano, de tão podre, reprime ferozmente até mesmo os democratas, e que sua desculpa de “combater os maoístas” significa, na verdade, combater todo e qualquer vestígio de direitos democráticos para manter a Índia afundada na semicolonialidade e semifeudalidade.

Democratas e revolucionários de todo o mundo exigem sua libertação

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Ato em Bangladesh

Em Bangladesh, o Movimento Estudantil de Jovens Revolucionários realizou um importante ato em defesa do professor Saibaba, pela anulação desta criminosa sentença e fim das perseguições aos outros 4 perseguidos políticos.

A Corrente do Povo “Sol Rojo” (México) também emitiu pronunciamento em defesa do professor Saibaba.

No Brasil, o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo), a Liga Operária e o Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) se pronunciaram denunciando absurda condenação que fere todos os direitos democráticos.

Em nota, o Cebraspo afirmou: “Com o intuito de expulsar os camponeses de suas terras, sob o mantra da ‘Operação Caçada Verde’, as aldeias de povos advasis (povos originários) estão sendo dizimadas, sofrendo com ataques aéreos e com as ofensivas dos grupos de mercenários a soldo do governo. Tudo para defender os interesses das transnacionais, em especial as do setor de mineração. Nas cidades crescem os números dos processos baseados em leis draconianas que tem como alvo os militantes e ativistas dos direitos do povo… Estima-se que na Índia o número de presos políticos seja cerca de 100 mil pessoas, ou seja, milhares de homens e mulheres que foram presos por suas posições e ações políticas em defesa do povo. Entre eles 10 mil são acusados de terem alguma ligação com o movimento maoísta do país. Os maoístas estão em guerra popular contra o Estado indiano a décadas, e o Estado indiano têm declarado guerra total a todo o povo”. E conclui: “Diversas ações serão tomadas em defesa do professor Saibaba e dos demais presos políticos que resistem bravamente nas masmorras da Índia. Convocamos a todas as entidades democráticas e revolucionárias a participarem dessa campanha”.

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