As medidas antipovo e vende-operária do oportunista governo do Syriza enfrentaram dura resistência das massas em Greve Geral de 24 horas, em 17 de maio, na Grécia. A greve foi contra a aprovação dos cortes previdenciários e trabalhistas que estão para ser votados no parlamento.

A adesão no setor de transportes foi massiva, apesar do desgaste causado nas massas pelas manobras e inconsequência do oportunismo que dirige os sindicatos. Houve ainda marchas que em Atenas, por exemplo, aglutinou cerca de 12 mil pessoas. Ocorreram confrontos com as forças da repressão, expressando o ânimo combativo generalizado das massas.

O aprofundamento da crise

A crise econômica que desaba como chumbo sobre a Grécia, agravada de 2010 para cá, se assenta na submissão desse país ao saque imperialista realizado pelo FMI, Banco Mundial e pela “Troika” (Banco Central Europeu).

A dívida pública da Grécia com estes organismos financeiros internacionais, que são compostas principalmente de capitais ianque e alemão, já ultrapassa 177% do PIB (Produto Interno Bruto) do país, ou seja, 240 bilhões de euros.

A fuga de capitais para outros países, que já chegou a 1,2 bilhão de euros, e o déficit comercial que atinge 2 bilhões de euros, também golpearam a produtividade (queda de 25%) e aumentaram o desemprego, que alcança 23% da população economicamente ativa. Mais de 300 mil pessoas vivem na miséria.

O governo reacionário e oportunista da legenda Syriza, apresentada pelo monopólio da imprensa como “extrema-esquerda”, segue presidindo, na figura do primeiro-ministro Aléxis Tsípras, o corte de direitos, aumento dos impostos e a repressão às reivindicações populares.

Entre os ataques, está o aumento da idade para aposentadoria e o congelamento dos baixos salários do setor público. Isso joga amplos setores populares à luta gradativamente mais radicalizada para assegurar seus direitos fundamentais.