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Reproduzimos nota recebida em nossa redação do Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (Moclate) – Goiás em repúdio à reintegração de posse ilegal da UEG – Campus Cora Carolina. 


O Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (MOCLATE) repudia a truculenta reintegração de posse ocorrida na madrugada do dia primeiro de novembro na UEG – Campus Cora Coralina, na Cidade de Goiás.

Estudantes e professores da Universidade Estadual de Goiás fizeram uma ocupação do Campus Cora Coralina na noite do dia primeiro de novembro. O objetivo da ocupação era se somar a onda de lutas em curso no país.

Os manifestantes tomaram conta do prédio no final da noite, resultado de uma ação espontânea. Depois de ocupado, começaram o processo de organização da ocupação e decidiram que uma parte considerável dos manifestantes fossem em suas casas buscar colchões e provimentos para a empreitada.

Pouco tempo depois, em plena madrugada, a Polícia Militar, a mando do governador Marconi Perillo, quebrou os cadeados e entrou na universidade, portando fuzis e com a truculência habitual. A ação da PM foi realizada sem mandado de reintegração de posse ou qualquer ordem judicial, fora do horário e de forma abusiva.

O professor Euzébio Carvalho foi tentar argumentar com a polícia, perguntando sobre a ordem judicial e outras questões legais, sendo detido imediatamente de maneira truculenta. Da mesma forma ocorreu com os outros manifestantes, que foram detidos e encaminhados para a delegacia sob a mira de fuzis.

A tática do governador de Goiás é a de impedir que as ocupações se efetivem. Essa é uma cópia fascista do argumento utilizado pelo governo Alkimim, que começou a reprimir as ocupações de escolas antes da sua consolidação, como forma de combater o movimento. Foi assim que o governador de Goiás agiu na ocupação da escola José Carlos de Almeida no centro de Goiânia, que foi ocupada no dia 18 de setembro e foi brutalmente reprimida pela PM a mando do governador e agora repete na Universidade Estadual de Goiás.

Todas essas formas de intimidação e repressão não vão conseguir paralisar o movimento. Ao contrário, o movimento só está ganhando força. A maior demonstração disso foi a assembleia realizada na UEG (ESEFEGO), localizada em Goiânia, que por maioria decidiu pela ocupação total da universidade no dia 03 de novembro.

Novembro é um mês de luta em Goiás e os trabalhadores e estudantes estão demonstrando isso na prática.