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Estudantes carregam faixa aderindo à campanha internacional pela defesa da vida e saúde do Presidente Gonzalo e o todopensamento gonzalo.

Comitê de Apoio ao AND – Goiânia

No dia 28 de abril, em Goiânia, concentraram-se mais de 30 mil manifestantes na região central da cidade, contrários às contrarreformas da Previdência e Trabalhista, levadas a cabo a mando do gerenciamento Temer.

O ato teve início às oito horas da manhã em frente da Secretaria Municipal de Educação (SME) de Goiânia com uma assembleia deliberativa que discutiria a greve da rede pública municipal de educação. A assembleia aconteceu em frente a SME, como símbolo de luta e resistência, já que no dia 26 de abril, a mesma fora ocupada por professores e funcionários administrativos a procura de uma negociação com o prefeito (conforme denunciado em publicação denominada GO: Professores enfrentam brutal repressão do gerenciamento municipal Íris Rezende/PMDB).

Após a assembleia dos educadores, os mesmos marcharam para o Centro da cidade até a Praça do Bandeirante, onde se encontraram com bancários, motoristas de ônibus, profissionais da saúde, servidores públicos, estudantes, trabalhadores rurais e outros que participavam da greve nacional contra as medidas antipovo do gerenciamento de turno do velho Estado brasileiro de grandes burgueses e latifundiários. O ato das centrais sindicais se iniciou na Assembleia Legislativa e, logo em seguida, no fim da manhã, seguiu para a Praça do Bandeirante.

A manifestação se estendeu por toda a manhã, com singulares concentrações por toda a avenida. O bloco das centrais sindicais pelegas foi marcado por carros de som usados como palanque por políticos. No fim da manhã cantaram o hino nacional representando o fim de sua participação no ato. Em paralelo, o bloco classista e combativo formado por professores, estudantes, e movimentos populares entoou diversas palavras de ordem, agitando o protesto com batuques, bandeiras e faixas.

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No início da tarde, os dirigentes das centrais sindicais se esforçavam para esvaziar o ato para impedir o contato de alguns setores dos trabalhadores com uma linha revolucionária do movimento operário. Com essa dispersão, a polícia começou a cercar os manifestantes do bloco combativo, tirando de suas mãos os tambores usados para agitação e fechando o cerco para que estes recuassem e o protesto acabasse. Os policiais começaram a usar cassetete, balas de borracha e gás lacrimogêneo. Ato contínuo, um estudante é acertado na testa com um porrete que com o impacto partiu ao meio. Indignados, os manifestantes respondem à repressão policial quebrando bancos da Avenida Goiás.

A vítima deste criminoso ataque policial é o estudante de Ciências Sociais da UFG, Mateus Ferreira da Silva, de 33 anos, agredido brutalmente pelo capitão Augusto Sampaio, está em estado grave na UTI do HUGO, com traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas, conforme denunciado no Blog da Redação (GO: Bando reacionário homenageia capitão Sampaio e chama manifestantes de “terroristas”).