Comitê de Apoio ao AND de Goiânia

No dia 17 de maio de 2017, pela manhã, os educadores do município de Goiânia acorreram em peso à sede do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) a fim de acompanharem mais uma reunião de negociação da Prefeitura de Goiânia com os trabalhadores da Rede Municipal de Goiânia que vinham sendo mediadas pelo MP-GO.

Ao chegarem à porta do Ministério Público foram surpreendidos pela presença da Polícia Militar que, junto da segurança privada daquele órgão, estavam orientados a impedir a entrada dos profissionais da edução no prédio ou na praça que fica de frente ao prédio.

Não bastasse a primeira adversidade, ainda receberam a informação de que a Prefeitura de Goiânia havia unilateralmente encerrados as negociações com o Comando de Greve.

O abandono da mesa de negociação se fundamenta no chamado público que a Prefeitura realizou na noite do dia anterior (16), acerca de um acordo feito em uma reunião a portas fechadas com o sindicato oficial dos educadores (o SINTEGO – Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Estado de Goiás) que não participa da greve – ao contrário, a sabota – e que não representa de fato os trabalhadores da educação municipal. Nesse comunicado à imprensa, a Prefeitura anunciou o cumprimento de um dos trinta e dois pontos de pauta da greve, qual seja, reajuste salarial dos professores.

É lastimável a corroboração do SINTEGO, com os ataques à educação perpetrados pelo gerente municipal Iris Rezende/PMDB e o secretário de educação Marcelo Costa. O SINTEGO conseguiu se superar na traição da categoria que deveria representar e virou peça-chave na tramóia que visa debelar a greve e cindir os educadores entre professores beneficiados pelo reajuste e os auxiliares educativos e demais servidores administrativos que não tiveram suas reivindicações atendidas. Vergonhoso e asqueroso papel que cumpre essa camarilha de mafiosos. Não por acaso, desse mesmo covil, saíram figuras pútridas como Delúbio Soares/PT (preso no Mensalão e na Lava-jato) e secretários de educação que perseguiam educadores como Neide Aparecida/PT e Domingos Pereira.