Quando, na última edição de AND, noticiamos sobre o decreto de “estado de anarquia” pelo gerente de turno reacionário do velho Estado filipino, Rodrigo Duerte, logo denunciamos que isso significava um incremento à repressão.

Afirmamos que tal “estado de anarquia” implica em uma maior flexibilização para o exército fascista combater grupos armados ali atuantes, cujo o mais importante é o Novo Exército do Povo (dirigido pelo Partido Comunista das Filipinas) que tem realizado, com heroísmo e espírito revolucionário, importantes ações nos últimos meses.

Poucos dias depois de decretado “estado de anarquia”, em 11 de setembro, o exército genocida do velho Estado filipino prendeu um veterano combatente do Novo Exército do Povo (NEP) na cidade de Balbalan, na província de Kalinga.

Marcos Aggalao, Ka Mumroe, de 73 anos, que havia deixado a guerrilha por motivos de saúde e pela sua avançada idade em 2012, foi detido por soldados do 50º Batalhão de infantaria do exército filipino, durante uma “operação de segurança”.

No dia 22 de setembro, outro membro do NEP, identificado como Jeffrey Delos Reyes, foi acusado dos falsos crimes de homicídio e tentativa de homicídio. Ele foi capturado em Victoria, na província de Mindoro oriental.