Camponeses tomam vazantes no ‘Velho Chico’


Reproduzimos matéria publicada no site do jornal Resistência Camponesa sobre a recente tomada de terra dos camponeses na região de Pedras de Maria da Cruz, às margens do Rio São Francisco, no Norte de Minas.

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Camponeses leem o jornal A Nova Democracia em tomada de terra.

No dia 28 de junho último, sob a bandeira da LCP, 45 famílias camponesas de Pedras de Maria da Cruz tomaram as terras da Ilha das Mangueiras, terras de vazantes na margem direita do Rio São Francisco.

Estas terras sempre foram ocupadas pelos camponeses pescadores, pioneiros fundadores dos povoados e cidades nas margens do rio São Francisco, no entanto juridicamente são consideradas da União, sob jurisdição da Marinha. Com o passar do tempo os latifundiários se adonaram dessas terras, expulsando pela violência os camponeses!

As terras de vazantes representam a salvação da lavoura no Norte de Minas, pois são terras férteis que são banhadas pelo rio após as cheias e ficam permanentemente úmidas, em condições ideais para o cultivo, exatamente quando a seca assola o sertão.

Segundo os camponeses, a Ilha das Mangueiras que secularmente é cuidada pelos camponeses foi desmatada pelo latifundiário Osmar Paixão Borborema, que plantou capim e estava criando gado nesta área, prática odiosa que sempre traz muitos prejuízos às plantações dos camponeses.

Os pescadores animados pelo Corte Popular realizado na Área Revolucionária Cleomar Rodrigues, logo que ocuparam a beira do rio já partiram para o Corte Popular, entregando uma pequena mas produtiva parcela de aproximadamente 4 hectares para cada família.

Com apenas 1 hora da tomada, a polícia militar já chegou com 2 viaturas com policiais armados até os dentes, chamados pelo latifundiário contra os camponeses.

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Entidades democráticas denunciam cerco e ataques a camponeses em Rondônia


Recebemos em nossa redação a nota conjunta assinada pelas entidades democráticas CEBRASPO (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos) e ABRAPO (Associação Brasileira dos Advogados do Povo) denunciando o cerco e ataques que vêm sofrendo os camponeses do Acampamento Enilson Ribeiro em Seringueiras (RO), conforme já noticiamos em publicações anteriores. Tudo isso é preparativo para um maior e mais brutal massacre contra os camponeses orquestrado por latifundiários e velho Estado conluiados.


Prezados companheiros, lutadores e democratas.

O CEBRASPO e a ABRAPO vem denunciar e convocar a todos a divulgarem amplamente a grave situação que está ocorrendo em Rondônia. A situação é muito séria, e se nada for feito pode acontecer o que ocorreu há 21 anos, em 09 de Agosto de 1995 em Corumbiara, quando houve o ataque e o massacre na fazenda Santa Elina, conforme denuncia a NOTA da LCP (Segue o link: Nota da Comissão Nacional da Liga dos Camponeses Pobres).

Os camponeses da região ocuparam terras que são públicas, roubadas pelo maior grileiro da região, fato que é público e notório. Inicialmente o acampamento, Enilson Ribeiro dos Santos foi cercado com forte aparato policial militar e vem sendo atacado pela desde o dia 21/07. Não existe nenhum mandado de reintegração de posse. Em nenhum Estado do Brasil uma reintegração de posse sai tão rápido e uma força policial nas proporções noticiadas se organiza para cumprir este possível mandado em tão pouco tempo.

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Latifundiários preparam ataques contra camponeses em Rondônia

Campo de concentração montado na fazenda Santa Elina após a Resistência camponesa, 1995.

Campo de concentração montado pela repressão na fazenda Santa Elina após a Resistência camponesa, 1995.


Reproduzimos nota da Comissão Nacional da Liga dos Camponeses Pobres, enviada por e-mail à nossa redação, denunciando todo o preparativo realizado pelos latifundiários da região para atacar o Acampamento Enilson Ribeiro dos Santos em Seringueiras.


Latifundiários de Rondônia preparam ataque contra Acampamento Enilson Ribeiro dos Santos em Seringueiras, Rondônia.

O que se passa em Seringueiras, Rondônia, nestes dias, nestes momentos, é quase que a repetição do que aconteceu no Mato Grosso do Sul em junho, nos dias que antecederam o fatídico 14 de junho, quando ocorreu o ataque dos latifundiários que resultou em massacre contra os Guaranis e Kaiowás.

Vejam os relatos dos companheiros da área:

Companheiros, como sabem o Acampamento Enilson Ribeiro dos Santos vem sendo atacado pela policia desde o dia 21/07.  E hoje recebemos a noticia que ontem dia 23/07 estiveram reunidos vários fazendeiros na Câmara Municipal de São Miguel do Guaporé para planejar a retirada dos camponeses da Fazenda Bom Futuro. Os fazendeiros já estão em busca de pistoleiros de outras regiões para realizar a retirada dos acampados da fazenda.

Ontem dia 23/07 tinha até drone sobrevoando no Acampamento.

Ainda nesta reunião o fazendeiro Roberto, da Rondoagro de São Miguel do Guaporé usou as seguintes palavras: Que ele gastaria todo o seu dinheiro mas que amanhã dia 24/07 os camponeses vão sair vivos ou mortos da área; ele ainda colocou o avião dele a disposição para ir retirar os camponeses do Acampamento Enilson Ribeiro dos Santos.

E ainda:

Acabamos de ter informação de que dois companheiros foram presos em São Miguel do Guaporé (Carlos Fabio Pedro e Jaqueline Gomes)

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Rondônia: PM protege paramilitares do latifúndio

Faixa da LCP em ocupação do INCRA, em Porto Velho (RO), 13 de agosto de 2013.

Faixa da LCP em ocupação do INCRA, em Porto Velho (RO), 13 de agosto de 2013.


Recebemos em nossa redação a nota assinada pela Comissão Nacional da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) sobre a operação de guerra montada contra camponeses pobres do Acampamento Enilson Ribeiro. Consideramos de importância principal que nossos leitores e apoiadores tenham bem claro a situação criminosa que o velho Estado está impondo aos camponeses pobres naquela região, e uma vez feito isso, espalhem e apoiem os camponeses pobres, sua posse e seu direito de lutar pela terra!


Mentiras da PM de Rondônia são para encobrir pistolagem oficial a serviço do maior grileiro de Seringueiras.

As notícias sobre a ação da PM contra as famílias do Acampamento Enilson Ribeiro em Seringueiras- Rondônia, divulgadas pelos sites Rondônia Vip e Comando 190, são absurdas, mentirosas, e têm a única finalidade de justificar o banho de sangue que planejam.

As terras ocupadas pelos camponeses são públicas, roubadas pelo maior grileiro da região, fato público e notório.

O helicóptero que filmou toda a ação da PM não foi recebido a tiros, aconteceu justamente o contrário, as forças policiais atiraram contra homens, mulheres e crianças.

Pelo menos uma criança está ferida, e não sabemos se conseguiu atendimento médico, pois a área está cercada.

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PM de Rondônia monta operação de guerra para despejar camponeses sem ordem judicial

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Camponeses resistem à investida da PM fascista, dia 14 de junho, em Ji-Paraná (RO)


Reproduzimos nota da Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental denunciando a barbárie arquitetada pelo Polícia Militar do estado de Rondônia contra os camponeses pobres do acampamento Enilson Ribeiro, em Seringueiras (RO). É extremamente importante que nossos leitores e apoiadores propaguem a denúncia aos quatro ventos e defendam a posse da terra pelos camponeses pobres, contra a barbárie planejada pelo velho Estado.


Quarta feira, dia 20-07-2016, tivemos a notícia que foi montada uma operação de guerra para despejar os camponeses do acampamento Enilson Ribeiro em Seringueiras.

Pesquisa no sistema do TJ/RO demonstra que não há qualquer ação de reintegração de posse em desfavor dos camponeses, portanto, não há (até que se prove o contrário) qualquer ordem judicial para despejar as famílias – que mesmo se houvesse, esse não é o procedimento correto.

No entanto, a PM de Rondônia age como uma milícia particular dos latifundiários desde sempre, mas depois que Ênedy assumiu o comando geral a participação de PMs em grupo de extermínio e existência de hordas de pistoleiros nos quadros da PM passou a ser a regra e deixou de ser a exceção. Mesmo sem ordem judicial, há dois helicópteros disponíveis para executar a ação no dia 21/07/2016, incluindo a requisição de atendimento médico e hospitalar dos hospitais públicos de São Miguel Seringueiras, numa clara demonstração de no arrepio da lei se fará enfrentamento armado pelo Estado contra os camponeses. O total de policiais envolvidos nessa operação não foi possível obter, mas, pelo volume de solicitação de medicamentos e atendimento hospitalar percebe-se que há claro interesse de instaurar um ataque violento contra os camponeses. Operação de tal magnitude só é possível com a participação do coronel Ênedy e autorização do governador Confúcio.

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Ato político contra o genocídio dos povos indígenas no MS

Na noite de 29 de junho, mais de cem ativistas dos movimentos populares e democráticos, operários, camponeses, representantes dos povos indígenas, intelectuais progressistas, advogados, jornalistas, professores e estudantes reuniram-se no Instituto de Educação Continuada da PUC Minas, em Belo Horizonte – MG, no Ato Político contra o genocídio dos povos indígenas do Mato Grosso do Sul e de denúncia do ataque brutal e covarde do latifúndio contra os Guaranis Kaiowá em Dourados – MS no dia 14 de junho.

Imagens e edição de Eduardo Magrão / A Nova Democracia

 

Cleomar vive! Morte ao Latifúndio! Viva os 5 meses da retomada das terras para os camponeses!

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Reproduzimos matéria enviada por e-mail à Redação de AND em celebração dos 5 meses da tomada da terra onde Cleomar Rodrigues, dirigente camponês, foi covardemente assassinado em 22 de outubro de 2014. Até hoje, familiares, amigos e companheiros de Cleomar não viram a tão aclamada “justiça” do velho Estado burguês-latifundiário serviçal do imperialismo, pois os mandantes e os executores do assassinato deste líder camponês estão a solta e impunes, sendo os primeiros sequer indiciados! 

É completamente imprescindível que nossos leitores na cidade façam repercutir, como uma caixa de ressonância, a luta e o nível de parcialidade de classe deste velho Estado, sua “justiça” e demais instituições.


 No dia 13 de junho as famílias camponesas guiadas pelo Comitê de Defesa da Revolução Agrária – CDRA comemoram 5 meses da retomada das terras do latifúndio Pedras de São João, onde o companheiro Cleomar Rodrigues foi covarde e brutalmente assassinado por pistoleiros e policiais a mando dos latifundiários!

RO: PM tenta intimidar camponeses pobres


Reproduzimos nota de denúncia publicado no website do Jornal Resistência Camponesa em 16 de junho, feita pelo Comitê de Defesa da Revolução Agrária do Acampamento Jhone Santos de Oliveira (próximo a Ji Paraná, local de grande agudização da luta pela terra). É importante que nossos leitores nas cidades repercutam as notícias que dizem respeito à fascistização e os covardes crimes e violações pelo velho Estado burguês-latifundiário serviçal do imperialismo contra as amplas massas de camponeses pobres sem terra ou com pouca terra no estado de Rondônia.


No dia 14 de junho às 8:30 policiais militares fortemente armados estiveram no acampamento Jhone Santos de Oliveira. Eles entraram até na guarita pelo sitio vizinho. As famílias não se intimidaram e se posicionaram na cerca cantando canções e gritando palavras de ordem. Na saída os policiais entraram por um carreador até a mata e voltaram, eles pararam em uma serra e deram 2 tiros, possivelmente de calibre 12. Junto com a policia tinha um pistoleiro que foi reconhecido pelos acampados.

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Nota da LCP em repúdio às prisões de estudantes e professor


Nossa redação recebeu, por e-mail, a seguinte nota da Liga dos Camponeses Pobres em repúdio às prisões de quatro estudantes e um professor universitário que distribuíam panfletos notificando a situação da luta camponesa e das famílias camponesas em Ji-Paraná e Ariquemes (RO). A criminalização da luta pela terra e o fascismo segue sendo aprofundados em todo o país, particular e principalmente em Rondônia.


foto dos panfletos

Panfletos distribuídos por estudantes e professor.

 

Nota de repúdio – Mais uma ação arbitrária da PM de Confúcio/Ênedy

Jaru, 03 de junho de 2016

Na tarde do dia 24 de maio, a PM de Rondônia deu mais um espetáculo de fascismo, desta vez no centro de Ji Paraná, contra 5 estudantes e um professor que distribuíam um panfleto denunciando crimes do latifúndio e do velho Estado contra camponeses. Em questão de minutos, juntaram 5 viaturas com vários policiais, que apreenderam os materiais e levaram os jovens para a delegacia, um deles algemado. Os apoiadores da sagrada luta pela terra denunciaram a prisão absurda para a população que rapidamente se aglomerou pensando se tratar de um assalto. Eles foram interrogados durante 6 horas, sem cair nas provocações e arbitrariedades típicas da polícia, que pararam imediatamente quando advogados se apresentaram para defendê-los. Quando eles estavam saindo, policiais pararam o carro da advogada e “verificaram” que estava sem a placa dianteira, provavelmente retirada por eles mesmos, na porta da delegacia. Os apoiadores serão processados.

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Mais dois camponeses covardemente assassinados em Buritis – RO

Reproduzimos nota de denúncia assinada pela Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental e Comissão de moradores da Área 10 de Maio.


Os irmãos Nivaldo Batista Cordeiro e Jesser Batista Cordeiro foram covardemente assassinados no dia 24-04-2016. Seus corpos foram encontrados boiando no rio Candeias a cinco quilômetros de distancia do lugar em que foram abordados. Nivaldo deixou esposa e quatro filhos pequenos.

A moto em que viajavam estava suja de sangue. Isso leva a crer que eles foram baleados na estrada enquanto viajavam e seus corpos carregados e jogados no Rio Candeias.

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