Bombardeios e matanças sobre a Síria

Ação devastadora das duas superpotências imperialistas faz refém massas sírias; em Al-Raqqa, Palmira e outras regiões massas resistem pela via armada.

Ação devastadora das duas superpotências imperialistas faz refém massas sírias; em Al-Raqqa, Palmira e outras regiões as massas resistem pela via armada. Foto: bombardeio em Homs, setembro de 2015.


Tendo em vista os gravíssimos acontecimentos que se desenvolvem na guerra de agressão e de partilha da nação síria, adiantamos aqui a publicação da matéria produzida para a edição impressa de AND que está sendo preparada, respondendo às inquietações de nossos leitores quanto à análise da situação. 


Bombardeios e matanças sobre a Síria

Rufam os tambores da terceira guerra mundial

Jaílson de Souza, AND nº 187

No dia 6 de abril de 2017, o arquirreacionário presidente ianque Donald Trump cometeu mais um crime contra as nações oprimidas. Sob suas ordens, mais de 60 mísseis foram lançados contra o território sírio, anunciando que o USA não pretende sair deste conflito sem o seu quinhão, crime que se junta às dezenas de bombardeios ianques que agridem a Síria desde setembro de 2014, sob o mantra de “guerra ao Estado Islâmico”. O diferencial foi que este ataque visou a base aérea de Shayrat, que serve como plataforma de atuação da Rússia, através do seu lacaio Bashar al-Assad.

Os 60 mísseis Tomahawk foram criminosamente lançados de um porta-aviões ianque, estacionado no Mar Mediterrâneo. O ataque matou 9 civis, dentre eles 4 crianças, e 7 militares sírios, além de causar a destruição de casas em povoados da província de Homs e de danificar a base aérea do exército sírio.

O bombardeio foi apresentado pelo imperialismo ianque sob o pretexto de “punir” Assad por um ataque com armas químicas que supostamente teria sido realizado pelo exército semicolonial sírio contra a região de Khan Sheikhun, controlada por mercenários pró-ianques, em que morreram 100 pessoas, entre as quais 15 crianças.

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Palestina: Confrontos e jovem assassinado

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Com informações de Secours Rouge

Novos confrontos irromperam entre a heroica juventude combatente palestina e o exército israelense no fim do mês de março, na Faixa de Gaza.

No dia 23 de março, as forças de ocupação sionistas assassinaram um jovem palestino e feriram outros três, na Cisjordânia.

O jovem, Mohammed Hattab, de 17 anos, foi alvejado por disparos de arma de fogo durante confrontos que ocorreram na entrada do campo de refugiados Al-Jalazone, ao norte de Ramallah. Outros três jovens ficaram feridos.

Os jovens resistiram às criminosas investidas militares do Estado de Israel, que invadem os campos de refugiados, humilham os moradores, saqueiam e destroem casas.

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Somália: Ataque em região ministerial

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Ação armada empreendida contra incremento da repressão. Somália, abril 2017.

Redação de AND

Um ataque com carro-bomba foi efetuado em protesto contra a medida do novo ministro de Segurança, Mahamed Abuukar Islow, em Mogadíscio, na Somália. O novo ministro apresentou um plano que pretende incrementar a repressão.

O ataque foi empreendido próximo aos edifícios ministeriais onde ficam sediadas a pasta de Segurança e de Esporte.

Até o fechamento desta edição, 7 pessoas foram resgatadas sem vida.

Iraque: Ações golpeiam repressão

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Carro utilizado pelos combatentes da resistência nacional. Iraque, 5 de abril.

Redação de AND

Uma série de ações armadas contra as forças policiais foi realizada por combatentes da resistência nacional na cidade de Tikrit, no Iraque (150 km de Bagdá). Ao total, 35 pessoas acabaram mortas e 28 feridas.

Por volta da meia-noite de 5 de abril os combatentes, vestidos com uniforme militar, fuzilaram um posto da repressão policial no distrito de Al Zuhur. O mesmo grupo partiu para a casa de um oficial da repressão e dispararam contra a mesma.

Na perseguição que se sucedeu, 2 combatentes tombaram.

Iraque e Síria: USA impõe terror contra os povos

Carro-bomba da resistência nacional emboscou forças lacaias dos ianques. Mossul, Iraque, 16 de janeiro de 2017.

Carro-bomba da resistência nacional emboscou forças lacaias dos ianques. Mossul, Iraque, 16 de janeiro de 2017.

Redação de AND

O imperialismo ianque segue incrementando a matança de massas na Síria e no Iraque, revestida de “guerra ao terrorismo” e “guerra ao Estado Islâmico”, com o objetivo imediato de afogar em sangue a resistência nacional empreendida por grupos armados nestes países.

Na Síria, o Observatório Sírio de Direitos Humanos denunciou o genocídio praticado pelos ianques entre os dias 15 e 20 de março. Segundo a fonte, bombardeios efetuados nas províncias de Aleppo e Al Raqqa ceifaram a vida de pelo menos 85 civis, entre mulheres e crianças. Além desses, outro bombardeio efetuado em Alyina, ao sudoeste de Al Atareb deixou 58 civis mortos.

A máquina de genocídio conhecida como Pentágono confirmou os bombardeios e alegou demagogicamente que foram destinados a posições da Al-Qaeda na Síria.

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Paquistão: Covarde bombardeio mata dois

Ataques a drone tem sido o modus operanti das covardes agressões ianques. Na foto, restos de construções após bombardeio ianque contra civis, no Paquistão (8 de fevereiro de 2012)

Ataques a drone tem sido o modus operanti das covardes agressões ianques. Na foto, restos de construções após bombardeio ianque contra civis, no Paquistão (8 de fevereiro de 2012)

Redação de AND

Um drone ianque bombardeou a região tribal de Sara Khwa, no distrito de Kurram, na fronteira noroeste do Paquistão com o Afeganistão, neste 2 de março de 2017.

Dois combatentes da resistência nacional (vinculados a um grupo armado islâmico chamado Haqqani) foram assassinados. O ataque, que constitui uma grave violação da soberania nacional do Paquistão, é o primeiro do tipo neste país desde que o bandido Trump assumiu o governo.

Segundo informações, o drone veio da fronteira com o Afeganistão, onde tropas ianques seguem ocupando o país e perpetrando o terror colonial contra as massas. Os dois homens mortos viajavam em uma moto no momento do bombardeio.

Odiosa agressão ianque no Iêmen

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Novo governo ianque sob chefia de Trump agride o Iêmen e resistência nacional revida. Na foto, momento do bombardeio ianque, 29/1  (Your News Wire).

AND nº 184, p.23 – extrato de “Novo governo ianque aumenta agressão aos povos”, Jailson de Souza

A nação iemenita foi a primeira vítima deste novo governo chefiado pelo bandido Trump. O exército ianque atacou, neste 29 de janeiro, o município de Yakla, no centro do Iêmen, utilizando-se de bombardeios lançados covardemente por drones e helicópteros de guerra Apache, sob o falso e ensanguentado manto de “guerra ao terrorismo”.

A informação veiculada na imprensa dá conta de 14 pessoas assassinadas por este covarde ataque ianque. As vítimas foram prontamente acusadas de serem “suspeitos de vinculação à Al-Qaeda”. Os alvos dos bombardeios incluíam uma escola e uma mesquita (casa religiosa do islamismo).

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De armas em punho, nação iemenita luta por expulsar o invasor. Crédito/foto: The Blaze.

No entanto, as massas agredidas vêm revidando a agressão imperialista. Nesta operação os ianques sofreram baixas humanas e materiais. Um dos seus soldados acabou aniquilado no combate, além de outros 4 feridos. Uma aeronave militar ianque teve que realizar pouso forçado por danos, e testemunhas afirmam que um helicóptero Apache foi derrubado. Ambos acontecimentos são resultados dos combates com a resistência nacional.

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Palestina: assassinatos e invasões atiçam a revolta popular

Soldados sionistas atacam civis da aldeia de Biddu com armas de guerra

Soldados sionistas atacam civis da aldeia de Biddu com armas de guerra

Com informações de Secours Rouge

O enclave sionista de Israel segue avançando na ocupação do território palestino. Na manhã deste 18 de janeiro, o exército sionista demoliu violentamente pequenas lojas e casas no campo de refugiados de Qalandia, sob o pretexto de que estariam construídas sem autorização, destruindo vários carros de moradores e causando todo tipo de danos.

Ante esta criminosa conduta, a juventude e moradores de Qalandia atiraram pedras e coquetéis molotovs para repelir a repressão fascista, que abriram fogo com munição de guerra, balas de borracha e gás lacrimogêneo, ferindo seis jovens. Não bastando, os soldados sionistas impediram a entrada de ambulância e de bombeiros no acampamento para socorrer os jovens feridos.

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Massas confrontam terror ianque no Iraque

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Blindados pró-ianques emboscados pela resistência nacional em Mosul, Iraque.

Jailson de Souza, AND nº 181, p.23

O imperialismo ianque e seus temporários sócios menores têm aplicado contra a nação iraquiana a mais perversa guerra de rapina e o verdadeiro terror. A ofensiva para tomar Mosul, no norte do Iraque, hoje sob controle dos jihadistas do Estado Islâmico, tem sido o pretexto para saciar o desejo belicoso e sanguinário do imperialismo ianque em busca da hegemonia única mundial.

É sob o repugnante manto de “guerra à barbárie islâmica”, “guerra ao terrorismo” e “guerra ao Estado Islâmico” que tem aplicado o horror contra as massas, utilizando sua bucha de canhão nas incursões terrestres o colonial exército “iraquiano”, as “Forças Democráticas Sírias” (FDS) e as “Unidades de Proteção Popular” (YPG), enquanto bombardeia indiscriminadamente o território iraquiano. Mercenários também avançam contra Raqqa, na Síria, buscando dividir as forças de resistência.

Civis torturados pelos invasores

Segundo denúncia pública da Anistia Internacional feita neste 3 de novembro, tropas invasoras que seguem o bastão de mando dos ianques humilharam publicamente e torturaram moradores ao sudeste de Mosul, região já ocupada pelos títeres dos imperialistas.

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Atentados na Europa são consequência da guerra imperialista

Jailson de Souza, AND nº 174 – primeira quinzena de agosto (página 22)

Nos instantes finais do fechamento da edição passada (AND nº 173) ocorreu um ataque em Nice, França, durante a celebração pelo dia da queda da Bastilha – 14 de julho, feriado nacional naquele país. O autor do ataque foi Mohamed Lahouaiej Bouhlel, nascido na Tunísia, 31 anos.

Dirigindo um caminhão, Mohamed Lahouaiej avançou contra a multidão por 2 km ininterruptos, matando 84 e deixando 200 feridos. O Estado Islâmico reivindicou a ação.

Aproveitando-se disso, o fascista François Hollande anunciou o pedido de prorrogar o Estado de exceção que vigorou desde aqueles primeiros atentados em Paris, em 13 de novembro de 2015.

Apesar da instabilidade que se apresentou nos dias após o ataque, com pedidos de renúncia e etc., os deputados e senadores atenderam o pedido de Hollande e aprovaram com ampla maioria de votos sua prorrogação até janeiro de 2017.

Atentados na Alemanha

A Alemanha se empenha por consolidar-se como potência hegemônica no continente, sendo a principal força econômica e política do bloco “União Europeia”. Isso faz agudizar sua contradição com os povos oprimidos e, em consequência, acirra-se também a contradição burguesia-proletariado em suas entranhas.

Como produtos deste contexto, ocorreram recentes atentados na Alemanha. Em 18 de julho, um jovem afegão de 17 anos matou 4 pessoas durante uma viagem de trem, em Würzburg. Quatro dias depois, na cidade de Munique, um jovem alemão de origem iraniana matou 9 pessoas a tiros.

Por fim, no dia 24, mais um atentado foi registrado: em Ansbach, no sul da Alemanha, um homem-bomba feriu 11, três em estado grave.

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