RO: Ameaças e agressões da polícia militar de Confúcio e Ênedy


Reproduzimos dois comunicados emitidos pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP) de Rondônia e Amazônia Ocidental denunciando as agressões covardes e ameaças de despejo da PM de Confúcio Moura e Ênedy Dias de Araújo contra os camponeses. Mais notícias serão veiculados neste mesmo Blog da Redação ou na edição nº 185 de AND.


Polícia de Confúcio e Ênedy agride jovem da Área Monte Verde

Camponeses da Área Monte Verde denunciam mais uma ação violenta da polícia militar. No dia 13 de fevereiro de 2017, policiais de um grupamento especial da PM, em 2 viaturas e uma caminhonete Hilux branca sem identificação, entraram na área, alegando estarem fazendo um levantamento pro Incra. Eles humilharam uma família e agrediram um jovem menor de idade.

Os policiais passaram em alguns lotes fazendo várias perguntas aos camponeses, como o que eles têm de produções, construções, móveis de casa, se a água é de poço ou de mina, se têm energia, etc. Trabalhadores informaram que os policiais estavam anotando em papéis timbrados do Incra. No 4º lote que eles abordaram, de um camponês que estava na cidade, os policiais já chegaram de forma agressiva. Perguntaram há quanto tempo estavam na área, a camponesa disse que fazia pouco mais de 1 ano. O filho corrigiu sua mãe, falando que fazia 2 anos e foi humilhado por um policial, que disse: “Deixa de ser mentiroso, há 2 anos eu vim aqui e era tudo mata!” Quando o estudante quis explicar, o policial continuou com as agressões: “Cala boca, seu merda!” O jovem, que estava com a mochila nas costas pra ir pra escola, foi se defender, perguntando por que o policial o estava humilhando daquela forma e 5 policiais foram para cima dele, deram um tapa no pescoço, jogaram-no no chão, pisaram nele, algemaram-no, colocaram-no no camburão. Reviraram a mochila do rapaz, pegaram seu celular e dinheiro, levaram-no para a delegacia de Monte Negro, acompanhado de sua mãe. No registro da operação criminosa, os policiais disseram que o jovem os desacataram e que eles foram obrigados a usar a força.

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RO: Vigorosa manifestação denuncia os crimes do latifúndio em Jaru

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Reproduzimos nota emitida pelo Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo) por ocasião da manifestação realizada em Jaru, Rondônia – conforme noticiada em AND nº 184 e neste mesmo Blog da Redação (RO: Ato Público em Jaru).


O CEBRASPO saúda todas as entidades, movimentos e organizações democráticas e revolucionárias que atenderam nossa convocação em conjunto com a ABRAPO – Associação Brasileira de Advogados do Povo,  e participaram do Ato no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jaru e da manifestação que percorreu as ruas da cidade, na última sexta feira dia 10 de fevereiro.

Nossa saudação se estende especialmente  aos bravos camponeses e suas famílias pela disposição demonstrada de seguir organizando um número cada vez maior de ocupações e de tomadas de terras do latifúndio. As lideranças que participaram da manifestação e se deslocaram de diversas áreas e localidades do Estado de Rondônia, também realizaram juntamente com a LCP- Liga dos Camponeses Pobres, uma reunião para apresentar uma pauta de exigências ao governo de Rondônia e ao Incra, com prazo para cumprimento. Sob pena de uma mobilização ainda maior, com paralisação de estradas, novas ocupações e ações diversas para exigir seu sagrado direito a terra.

Mais informações em nosso blog: https://cebraspo.blogspot.com.br/2017/02/vigorosa-manifestacao-denuncia-os.html

– Barrar os crimes do latifúndio e os assassinatos no campo.

– Barrar os sequestros, torturas e assassinatos de camponeses.

– Barrar a criminalização da luta camponesa

– Viva a luta operaria e camponesa.

MG: Camponeses tomam as ruas contra a “reforma” da Previdência em Montes Claros

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Enviado por apoiadores de AND no Norte de Minas Gerais

Camponeses de todo o Norte de Minas, realizaram uma grande manifestação em repúdio à contrarreforma da previdência (PEC 287) que, dentre os seus ataques aos direitos do povo, persegue o fim do direito à aposentadoria para os trabalhadores do campo.

Cerca de 5.000 trabalhadores seguiram em manifestação, bloqueando as ruas do centro da cidade até a sede do INSS, onde realizaram um ato público de repudio às medidas anti-povo e vende-pátria do governo Temer/ PMDB. Dezenas de sindicatos do Norte de Minas, convocados pela Fetaemg – Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Minas Gerais marcaram presença e denunciaram os pacotaços do gerenciamento ilegítimo de Temer para favorecer o latifúndio, a grande burguesia, os banqueiros, empreiteiras e interesses dos monopólios transnacionais.

norteminas2A LCP – Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia marcou presença no ato com suas bandeiras vermelhas; seus ativistas levantaram uma faixa com os dizeres: “Contra a crise e os pacotaços: Greve Geral!” e distribuíram centenas de panfletos apontando o caminho da Revolução Agrária de tomar todas as terras do latifúndio!

A criminosa PEC 287, sob o pretexto de combater um inexistente “déficit” da previdência, impõe que os camponeses passem a contribuir para a previdência social não apenas através dos impostos que incidem sobre a comercialização de sua produção – como ocorre hoje – mas, por meio do pagamento de um carnê mensal por, pelo menos, 25 anos. Tal medida, na prática, impedirá que milhares de camponeses possam se aposentar, causando o aumento da miséria no campo e a quebradeira generalizada das pequenas e médias cidades por todo o país.

norteminasSegundo o boletim da LCP: “Estes pacotaços pretendem tirar dinheiro dos pobres para pagar a roubalheira e a corrupção dos ricos, para tentar salvar o capitalismo burocrático no Brasil e o imperialismo no mundo, desta crise colossal que só pode ser resolvida com revolução. Tudo isso com o prosseguimento de muita repressão e violência contra o povo em luta, especialmente contra o movimento camponês, quilombola e indígena. Para garantir os interesses do latifúndio, repartir e vender a preço de banana do que resta desse nosso Brasil tão roubado e explorado.”

Abaixo o governo vende-pátria e anti-povo de Temer/PMDB!

Contra a crise: tomar todas as terras do latifúndio!

 Viva a Revolução Democrática, agrária e anti-imperialista!

MG: Camponeses celebram 1 ano da retomada das terras com a festa do Corte Popular!

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Camponeses marcham em ato político, marcando a entrega do Certificado de Posse e o Corte Popular. Área Revolucionária Cleomar Rodrigues, Pedras de Maria da Cruz, MG


Reproduzimos comunicado da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) do Norte de Minas e Sul da Bahia por ocasião do Corte Popular na Área Revolucionária Cleomar Rodrigues, ocorrido neste fevereiro de 2017. Foi também notícia na presente edição de AND (nº 184).


Área Revolucionária Cleomar Rodrigues:

Camponeses celebram 1 ano da retomada das terras com a festa do Corte Popular!

Um ano após a retomada das terras da Fazenda Pedras de São João em Pedras de Maria da Cruz, os camponeses, organizados pelo CDRA – Comitê de Defesa da Revolução Agrária, concluíram o Corte Popular, com apoio da Liga dos Camponeses Pobres. Nesta mesma área, em 22 de outubro de 2014, foi assassinado covardemente numa tocaia, por pistoleiros e policiais à mando do latifúndio, o dirigente da LCP, Cleomar Rodrigues de Almeida.

Durante os dias 21 e 22 de janeiro, os camponeses realizaram uma grande celebração, com vibrante Ato Político no qual foram entregues a cada uma das 62 famílias, o Certificado de Posse, pelo CDRA.

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RO: Ato Público em Jaru

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Camponeses organizados pela LCP marcham com movimentos e entidades democráticas em Jaru, 10 de fevereiro


Reproduzimos matéria enviada por apoiadores do Jornalismo Investigativo (Rondônia), em primeira mão, do Ato Público de organizações e entidades democráticas contra a criminalização da luta pela terra e os assassinatos de camponeses por bandos armados do latifúndio e pelas forças policiais do velho Estado brasileiro. Mais informações na presente edição de AND, nº 184.


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Camponeses organizados pela LCP marcham com movimentos e entidades democráticas em Jaru, 10 de fevereiro

Na manhã desta sexta-feira, 10 de fevereiro, foi realizado na Sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jaru um Ato Público convocado pelo CEBRASPO – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos, a ABRAPO – Associação Brasileira dos Advogados do Povo e a Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres. O convite, estendido para diversas organizações sociais, populares e de classe, contou com a presença de ativistas da Liga Operária, do Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (MOCLATE), da Executiva Estadual de Estudantes de Pedagogia, Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE), do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de BH e Região (MARRETA), do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Jaru (STTR) e o Movimento Feminino Popular (MFP). Estiveram presentes advogados de Rondônia, Minas Gerais e Rio de Janeiro, professores da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) e da rede pública estadual e do município de Jaru. Diversas organizações sociais, advogados e intelectuais que não puderam comparecer enviaram mensagens e notas de solidariedade.

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Camponeses organizados pela LCP marcham com movimentos e entidades democráticas em Jaru, 10 de fevereiro

Atendendo à convocação do Ato, dezenas de representantes de áreas camponesas de Corumbiara, Cabixi, Vilhena, Seringueiras, Ariquemes, Jaru, Ji-Paraná, Machadinho D’Oeste, Espigão D’Oeste, Monte Negro, etc. se amontoavam no auditório, para ouvir as manifestações de solidariedade e para também denunciar a situação de violência contra os camponeses de Rondônia. Segundo os organizadores do Ato, no período mais recente, “os ataques contra a Liga dos Camponeses de Rondônia e Amazônia Ocidental têm o claro objetivo de criminalizar e demonizar os camponeses e suas organizações para perpetrar massacres como os que vêm ocorrendo nos presídios brasileiros, para ficar só neste exemplo que chocou todos os brasileiros e a imprensa internacional”.

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RO: Contra os crimes do latifúndio, seus bandos armados e a polícia! (Liga dos Camponeses Pobres)

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Reproduzimos comunicado emitido pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP) de Rondônia e Amazônia Ocidental denunciando as mentiras, maquinações, perseguições e assassinatos levados a cabo pelo latifúndio com seus bandos paramilitares e velho Estado pela polícia contra camponeses, tudo para acobertar o maior roubo de terras do século no Brasil. Retirado do Jornal Resistência Camponesa.


Camponeses da LCP, lideranças combativas, e apoiadores da luta pela terra estão sofrendo sistemáticos ataques do latifúndio, dos seus bandos armados e da polícia. Em Rondônia os latifundiários estão agindo como verdadeiras quadrilhas, organizando bandos paramilitares e contratando pistoleiros a luz do dia. Nesse último período dezenas de camponeses foram assassinados (dentre eles vários coordenadores da LCP), vários outros foram presos e torturados. Esses crimes cometidos impunemente por pistoleiros são encorajados e acobertados principalmente pela polícia militar do comandante Ênedy e do gerente Confúcio Moura (PMDB).

Várias áreas camponesas novas e antigas foram despejadas e várias outras se encontram ameaçadas. Para realizar esses despejos mobilizam verdadeiro aparato de guerra e praticam todo tipo de perseguição, tortura, humilhação e abuso contra o povo.

Além de atacar diretamente os camponeses nas áreas, os latifundiários estão armando e organizando grupos de delinquentes que usam o nome da LCP para ameaçar, atacar e roubar pequenas e médias propriedades de camponeses vizinhos dos acampamentos. Tudo com o claro objetivo de jogar o povo contra a LCP, criminalizar e demonizar ainda mais os camponeses e suas organizações para justificar e intensificar a repressão e matança já em curso.

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RO: Mais um camponês assassinado no Vale do Jamary, no Acampamento Terra Nossa

Reproduzido do Jornal Resistência Camponesa

Mais um camponês foi assassinado a tiros. Dessa vez a vítima foi Roberto Santos Araújo, de 35 anos, assassinado dia 1 de fevereiro no km 52 da RO-257, sentido Machadinho do Oeste.

Roberto era recém acampado e muito entusiasta da luta camponesa, havia trabalhado muito em fazendas e sido expulso das mesmas, sem receber seus direitos trabalhistas. Ele era um dos coordenadores do acampamento Terra Nossa que lutava pelas terras da fazenda Tucumã.

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PB: Oito camponeses são presos na luta pela terra

Zacarias, preso político na Paraíba

Zacarias, preso político na Paraíba

Com informações da CPT Nordeste II

No dia 25/01, oito camponeses que vivem nas terras ocupadas da fazenda Pau-a-Pique, no município de São José dos Ramos (PB), foram presos por lutarem pelo acesso e controle da terra.

A prisão dos posseiros foi resultado do conflito pelas terras da Pau-a-Pique entre as quase 80 famílias que ali vivem e trabalham e o desembargador Paulo Maia, que alega ser o proprietário das terras. A justiça estadual emitiu as ordens de prisões alegando que os camponeses teriam “invadido” a fazenda de Paulo Maia e ter causado um “prejuízo” de 90 mil reais.

Segundo nota da CPT, os posseiros presos são José Zacarias de 76 anos; João Augusto de 61; Jorge Silvano de 63; Manoel Paulo, 43; José Nilson, 24; Rogério Sebastião Firmino, 35, além de dois posseiros conhecidos como Venezio e Tido. Eles foram levados para a cadeia pública do município de Pilar.

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ES e MG: Ocupações de terras

Latifúndio ocupado entre as cidades de Córrego Dantas e Campos Altos

Latifúndio ocupado entre as cidades de Córrego Dantas e Campos Altos

Com informações do mst.org

No dia 16/01, mais de 140 famílias ligadas ao MST ocuparam a sede da fazenda Norte América, em Montes Claros (MG), pertencente ao ex-prefeito do município Rui Muniz. O latifúndio de mais de 3 mil hectares estava abandonado.

O ex-gerente municipal foi preso em 2016 acusado de estelionato, falsidade ideológica, prevaricação e desvio e apropriação de recursos públicos.

Em Aracruz (ES), no dia 09/01, cerca de 190 famílias ocuparam terras da empresa Fíbria, a antiga Aracruz Celulose. Conforme os camponeses, as terras são públicas e estavam há décadas abandonadas. Eles anunciaram que irão preparar a terra para o cultivo de alimentos.

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RO: Movimento Camponês convoca manifestação contra assassinato no Acampamento Bacuri

Redação de AND

Recebemos gravíssima denúncia de advogados populares engajados na defesa dos camponeses pobres em luta no estado de Rondônia, sobre o assassinato, neste dia 29 de janeiro, do camponês conhecido como Ceará. Ele foi assassinado no Acampamento Bacuri, no município de Rio Crespo (RO). Em resposta, a Liga dos Camponeses Pobres e outros movimentos e organizações democráticas convocaram uma importante manifestação.

Segundo os camponeses, a fazenda, que se estabelece em terras da União, foi grilada pelo latifundiário Paulo França, que ainda segundo os camponeses, dias antes tinha invadido o acampamento e ameaçou-os de morte, dizendo que “iria matar uns dez camponeses” para assim remover o acampamento. Antes do assassinato do camponês Ceará, o Coordenador da área Cristiano Rezende já havia tido sua casa criminosamente incendiada.

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