DF: Policiais atacam indígenas durante protesto


Reproduzimos a matéria do site Mobilização Nacional Indígena acerca da manifestação ocorrida em frente ao congresso que protestou pelas demarcações de terras indígenas, contra a nomeação do deputado ruralista Osmar Serraglio (PMDB-PR) como ministro da justiça, contra o assassinato de lideranças indígenas e entre outros.


Foto retirada da página  Mobilização Nacional Indígena, rede social

Foto retirada da página Mobilização Nacional Indígena, rede social

PROTESTO PACÍFICO DE POVOS INDÍGENAS É ATACADO PELA POLÍCIA NA FRENTE DO CONGRESSO

 

Um protesto pacífico de mais de três mil indígenas foi atacado com bombas de efeito moral e gás pela policia na frente do Congresso, na tarde de hoje (25/4). Os manifestantes foram dispersados após tentarem deixar quase 200 caixões no espelho de água do Congresso. Vários manifestantes passaram mal por causa do gás. No protesto, havia centenas de crianças, idosos e mulheres.

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Avançam as lutas pelo acesso à terra e território

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Camponeses organizados pela LCP marcham com movimentos e entidades democráticas em Jaru, 10 de fevereiro.

Vinicius Alves

No dia 17 de abril, em Brasília (DF), a Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou o relatório ‘Conflitos no Campo – Brasil 2016’, que traz um panorama da questão agrária do país.

O documento foi divulgado nesta data, para relembrar o bárbaro crime praticado pela Polícia Militar do estado do Pará, que assassinou 21 camponeses no município de Eldorado dos Carajás, em 1996.

Ainda que os dados sejam subestimados, pois muitos casos de conflitos agrários são tratados como casos de polícia e não são notificados a entidades como a CPT, o relatório permite traçar um breve panorama da luta de classes no campo e, principalmente, da luta camponesa.

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MS: Campanha pela liberdade de Alexandre Guarani Kaiowá (vídeo)

Redação de AND – Informações do Comitê de Apoio de Dourados/MS

Repercutimos a seguir um vídeo produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Povos Indígenas de Dourados (CSPI de Dourados), enviado à Redação de AND por apoiadores. 

O curto vídeo denuncia a situação do Guarani Kaiowa Alexandre Claro, atingido por dois tiros disparados pela PM no dia 05 de janeiro e preso após ter alta do hospital no dia 14 do mesmo mês.

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MS: Manifestação indígena exige demarcação

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Manifestação Guarani e Kaiowa em frente ao MP, pela demarcação imediata e irrestrita de suas terras. 28 de março de 2017.

Comitê de Apoio ao AND – Dourados/MS

DSC_0292No último dia 28 de março, indígenas Kaiowa e Guarani manifestaram-se em frente a sede do Ministério Publico Federal de Dourados, no Mato Grosso do Sul, durante reunião de representantes do Conselho Aty Guasu com o presidente da Funai, Antônio Costa, para discutir a demarcação de seus tekohas e o Termo de Ajustamento de Conduta.

Assinado em 2007, o acordo determinava que as terras indígenas não demarcadas tivessem seus relatórios publicados até 2009, sob pena de multa de mil reais por dia de atraso.  Nestes dez anos, apenas três terras indígenas tiveram os relatórios concluídos, acumulando mais de 1,716 milhões de divida.

Neste período, a violência contra os povos indígenas aumentou em grande número. Lideranças como Nísio Gomes e Ambrósio Vilhalva assinaram o acordo e foram brutalmente assassinados por fazendeiros e seus bandos de pistolagem – situação similar aos dirigentes camponeses mortos após reuniões com o velho Estado.

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Velho Estado e latifúndio intensificam repressão no campo

Camponeses organizados pela LCP marcham com movimentos e entidades democráticas em Jaru, 10 de fevereiro em Rondônia

Camponeses organizados pela LCP marcham com movimentos e entidades democráticas em Jaru, 10 de fevereiro em Rondônia

Com informações da Comissão Pastoral da Terra (CPT)

O conluio do velho Estado com latifundiários, grileiros, madeireiras, mineradoras e empreiteiras têm fomentado a violência contra a população do campo e, principalmente contra os movimentos e lideranças camponesas, indígenas e quilombolas, que seguem em luta pelo acesso e controle de terras e territórios, cada vez mais desprendidas das ilusões com as instituições deste velho Estado de grandes burgueses e latifundiários, serviçais do imperialismo, principalmente o ianque.

Segundo dados parciais divulgado pela CPT – dados subestimados, mas que permitem um panorama das lutas por terra e território no Brasil –, ao menos 61 pessoas foram assassinadas no campo em decorrência de conflitos agrários, sendo que em 2015 foram registradas ao menos 50 mortes.

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MS: ‘Liberdade para Alexandre Guarani Kaiowá’

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Reproduzimos a seguir o chamado da campanha pela liberdade do indígena Alexandre Claro, da aldeia Tey kue de Caarapó, preso de forma arbitrária. A prisão de Alexandre (que tem esquizofrenia) é o retrato da situação do indígena no Mato Grosso do Sul, sufocado diariamente por este velho Estado burguês-latifundiário.


O indígena Guarani Kaiowá Alexandre Claro, da aldeia Tey’i Kue em Caarapó, foi baleado duas vezes pela PM, na perna e no quadril, no dia 5 de janeiro. A ação foi justificada como uma tentativa de “conter” um suposto surto, no entanto, a PM imputou a Alexandre a tentativa de homicídio e dano qualificado. Testemunhas afirmam que Alexandre estava com um pedaço de madeira, no centro de Caarapó, com o qual supostamente tentou atacar a viatura. Porém, ele já era conhecido na cidade e na aldeia pelo costume de transitar nas ruas como andarilho sem rumo, apresentando sempre comportamento pacífico, além de ter problemas em um de seus braços. Alexandre, diagnosticado com esquizofrenia, não recebia tratamento a pelo menos 3 anos, como deveria ser garantido pela SESAI. Trata-se de mais um caso de criminalização.

A família teve acesso negado a Alexandre durante sua internação no Hospital da Vida em Dourados. Além disso, a ficha hospitalar omitia informações: constava apenas que a internação foi provocada por uma fratura no fêmur, e não por cirurgia para retirada de bala, realizada com atraso, colocando em risco sua vida. Como se isso não bastasse, foi mantido sob escolta de policiais e algemado à cama, procedimento que pode ser caracterizado como prática de tortura.

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MG: mais ataques covardes contra o povo Xakriabá em Itacarambi

Unidade Básica de Saúde (UBS) da Aldeia Várzea Grande, atacada por bando armado de latifundiário

Unidade Básica de Saúde (UBS) da Aldeia Várzea Grande, atacada por bando armado do latifúndio e do velho Estado

Enviado pelo Comitê de Apoio à Luta pela Terra; com informações do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA/NM)

No último dia 12/12, o povo Xakriabá da Aldeia Várzea Grande no município de Itacarambi no Norte de Minas Gerais, foi alvo de mais covardes ataques perpetrados por latifundiários com a conivência do velho Estado e incentivados pela cruzada reacionária contra os povos indígenas, incrementada pelo gerenciamento ilegítimo, entreguista e vende-pátria de Temer/PMDB.

De forma semelhante ao ocorrido no último dia 23/09, os mesmos pequenos e médios proprietários arregimentados pelos discursos fascistas dos latifundiários locais, invadiram, novamente, a Unidade Básica de Saúde (UBS) da Aldeia Várzea Grande. Com a invasão, iniciada por volta das 08:30 da manhã e que só terminou por volta das 17 horas do dia 12/12, uma liderança da comunidade e funcionários da SESAI (Secretaria Especial de Saúde Indígena) ficaram presos na UBS e os indígenas usuários do serviço tiveram os seus atendimentos suspensos.

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MS: 3 retomadas indígenas ameaçadas de despejo

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Enviado pelo Comitê de Apoio ao AND – Dourados/MS

Comunicado urgente do povo Guarani e Kaiowá:
3 retomadas ameaçadas de despejo no Mato Grosso do Sul

ms1Caarapó, Mato Grosso do Sul, 14 de Dezembro de 2016: o povo Guarani e Kaiowá se levanta, uma vez mais, contra o avanço do agronegócio em suas terras tradicionais. Três retomadas realizadas na Terra Indígena Dourados-Amambai Peguá I, cujo estudo para identificação e delimitação já foi publicado pela FUNAI, estão sob risco de despejo. O relatório que reconhece a área como tradicionalmente indígena, garante 55.600 hectares para os indígenas.

As retomadas ameaçadas de despejo, nomeadas de Jeroky Guasu, Ñamoi Guaviray, e Kunumi Poty Verá, fazem parte do que os Guarani e Kaiowá denominam Tekoha Guasu, significando “Grande Território”. Tekoha diz respeito ao lugar onde se vive, onde se realiza o modo de vida Guarani e Kaiowá. No interior do Tekoha Guasu, existem diversos tekoha que o compõe, como pequenos territórios no interior de um complexo mais amplo.

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Terror e escalada de violência contra os indígenas

 Indígenas Guajajara assassinados no início do ano. Foto: José Luís Guajajara

Indígenas Guajajara assassinados no início do ano. Foto: José Luís Guajajara

Com informações do Conselho Indigenista Missionário (Cimi)

Os povos indígenas no Brasil têm sofrido nos últimos anos com a escalada de violência perpetrada pelo conluio entre latifundiários e instituições do velho Estado, que tem se expressado no aumento de agressões, despejos, ameaças de morte e assassinatos, principalmente das lideranças – fato este denunciado edição a edição de AND. A isto, o movimento indígena nacional tem respondido com o aumento de sua mobilização, politização e organização para fazer frente aos ataques das classes reacionárias contra os seus direitos.

No estado do Maranhão, pelo menos doze indígenas foram mortos ao longo de 2016, sendo que metade destas mortes ocorreram nos últimos três meses. As suspeitas são de que as mortes estão relacionadas à luta pela retomada e/ou manutenção das terras tradicionais dos povos indígenas.

A morte mais recente ocorreu no dia 26/11, com o assassinato de José Colírio Oliveira Guajajara, cacique da Aldeia Travessia, na Terra Indígena (TI) Cana Brava, situada entre os municípios de Barra do Corda e Grajaú. O cacique foi executado com um tiro à queima roupa na frente da família. José era a principal liderança da aldeia na luta contra os invasores das terras do seu povo.

Um dia antes, o corpo de Hugo Pompeu Guajajara foi encontrado com a língua decepada e a pele do rosto arrancada em Barra do Corda. Hugo era morador de uma das aldeias que constituem a TI Cana Brava.

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