PM incrementa barbárie na guerra contra o povo no Rio de Janeiro

Em protesto contra assassinato de idoso por PMs moradores bloquearam a Avenida Leopoldo Bulhões

Em protesto contra assassinato de idoso por PMs moradores bloquearam a Avenida Leopoldo Bulhões

Patrick Granja e João Antônio, AND nº 187

Segundo levantamento feito pela reportagem de AND através do aplicativo OTT (Onde Tem Tiroteio), somente neste ano de 2017, até o fechamento da presente edição, o número de “conflitos” envolvendo ações policiais nas favelas da cidade do Rio de Janeiro já chegava a 1.435 registros.

Os dados revelam a dimensão da carnificina promovida pelo velho Estado, que move uma intensa e sangrenta guerra contra os pobres, na qual o “combate ao tráfico” não passa de uma justificativa fajuta para a intensificação do extermínio nessas regiões, já assoladas por incontáveis problemas sociais. Também dados divulgados pela Justiça Global revelam que somente nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, 182 pessoas foram mortas decorrentes da ação da polícia no estado do Rio de Janeiro.

Escalada de assassinatos em Acari

No final de março e início de abril, as ações de extermínio da PM se intensificaram na cidade do Rio de Janeiro resultando em crimes que repercutiram pelo mundo e geraram comoção nacional, como o da execução da jovem de 13 anos, Maria Eduarda Alves da Conceição, dia 30 de março, no bairro de Acari, na Zona Norte do Rio. A menina estava no pátio da Escola Municipal Jornalista e Escritor Daniel Piza, onde cursava o 7º ano do ensino fundamental, quando foi assassinada com pelo menos três tiros de fuzil, calibre 762, sendo dois na parte de trás da cabeça.

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Massacre de Eldorado dos Carajás: 21 anos de impunidade

Velório das 19 vítimas em Curionópolis. Foto: J.R. Ripper

Velório das 19 vítimas em Curionópolis, Pará, 1996. Foto: J.R. Ripper

Vinícius Alves

Em 17 de abril de 2017, completou-se 21 anos de um dos crimes mais bárbaros na história recente do país, o massacre de Eldorado dos Carajás (Pará), que resultou oficialmente na morte de 21 camponeses, perpetrado pela Polícia Militar (PM) do estado do Pará a mando da gerência estadual de Almir Gabriel/PSDB e dos latifundiários da região.

Este episódio escancarou para todo o Brasil e para o mundo, o caráter genocida do velho Estado brasileiro burguês-latifundiário, que resolve com derramamento de sangue os anseios e reivindicações das massas, seja no campo ou na cidade. O massacre de Eldorado dos Carajás juntou-se a outros crimes de repercussão nacional e internacional praticado pelas forças policiais do velho Estado como a chacina de Vigário Geral no Rio de Janeiro em 1993, o massacre do Carandiru em São Paulo em 1992, além da heroica resistência camponesa de Corumbiara em Rondônia em 1995.

Relembrando o caso

Em setembro de 1995, cerca de 3.500 famílias, vinculadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ocuparam uma área na beira da rodovia estadual PA-275, próxima à fazenda Macaxeira, no município de Curionópolis, no estado do Pará, transformando-a em um acampamento. As famílias reivindicam as terras da fazenda para a “reforma agrária”, tendo em vista que esta encontrava-se improdutiva.

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SP: Chacinas evidenciam a guerra civil reacionária

Cena do crime em Jaçanã, que deixou 6 mortos. A guerra civil reacionária está em curso e sendo impulsionada contra o povo.

Cena do crime em Jaçanã, que deixou 6 mortos. A guerra civil reacionária está em curso e sendo impulsionada contra o povo.

Redação de AND, edição nº 187

A noite de 4 de abril e a madrugada de 5 de abril foram marcadas por duas chacinas que deixaram pelo menos 10 mortos no Jaçanã, na Zona Norte, e no Campo Limpo, Zona Sul da cidade de São Paulo.

Sete pessoas foram assassinadas em um bar situado na Rua Antônio Sérgio de Matos, no Jaçanã, no fim da noite. Seis morreram no local e um homem chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O fato ocorreu no Conjunto Habitacional Jova Rural, que tem uma base da Polícia Militar instalada a poucos metros do bar onde os crimes foram realizados. Testemunhas afirmaram que os assassinos chegaram no local em um carro e uma moto, realizaram o ataque e depois fugiram em alta velocidade.

Já em Campo Limpo, dois homens em uma moto atiraram contra duas pessoas, que estavam em outra moto. Uma morreu no local e a outra sobreviveu sem ferimentos. Numa região próxima, os mesmos homens dispararam contra outros dois condutores de veículos, segundo a versão veiculada pelo monopólio de imprensa.

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Temer e Meirelles, os carrascos do povo

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Fausto ArrudaAND nº 187, p.3

A crise política — que se agrava na disputa dos grupos de poder entrincheirados nos três poderes da república, e que sobre a base da crise econômica (crise do do capitalismo burocrático) já se transformou em luta encarniçada — é expressão da pugna entre as frações burocrática e compradora da grande burguesia local, em que ambas buscam atrair para si o apoio da classe dos latifundiários, cujo apoio decidirá quem domina mais o aparelho de Estado a seu benefício e por servir mais ao imperialismo, principalmente ianque.

A luta no campo da política, com os golpes vibrados pela Operação “Lava Jato”, com as altercações envolvendo governadores, deputados, senadores, juízes, procuradores, ministros de tribunais superiores e o monopólio de imprensa, com acusações, delações, vazamentos, traições, rasteiras e rupturas, é onde ela se manifesta de modo mais dinâmico.

As siglas partidárias ou seus políticos que conformam tais grupos de poder e representam uma ou outra destas frações das classes dominantes locais servem-se das estruturas das instituições do Estado sob seu controle para golpear seus contendentes. Porém, por trás da Operação “Lava Jato” maneja a mão do imperialismo ianque que quer salvar seu sistema de dominação, fazendo, para tanto, uma faxina nas instituições desmoralizadas e desacreditadas do velho Estado, desmascarando e punindo as cúpulas dos seus partidos, além dos tecnocratas e empresários que os têm dado suporte através da corrupção na gestão da coisa pública. Tentam, com isso, convencer a opinião pública de que o problema não é do sistema apodrecido, mas sim dos indivíduos políticos.

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Editorial – Só a Revolução salvará o Brasil da barbárie

As execuções policiais contra populações das favelas no RJ são uma amostra da guerra civil reacionária desencadeada contra o povo pelo velho Estado com incentivo do monopólio da imprensa. Para o mal ou para o bem, o Rio de Janeiro tem sido a vitrine do genocídio cotidiano que o Estado leva a cabo em todo o país. Na verdade, o Rio é a realidade mais escancarada da situação revolucionária que se desenvolve no Brasil. Os protestos das massas são claramente a demonstração de que o povo não aceita mais viver sob o tacão da velha ordem e está a indicar que somente pela revolta violenta poderá se defender das injustiças, abusos, exploração e selvageria do Estado genocida, do caos em que se afunda o país, no plano inclinado para a barbárie.

Editorial, AND nº 187

As recentes cenas de destruição do parlamento paraguaio reavivaram na memória os acontecimentos de 2013, quando a juventude enfurecida incendiou parte do Palácio Tiradentes, sede do poder legislativo do Rio de Janeiro. Lembraram, também, as últimas escaramuças de servidores públicos com salários atrasados e ameaçados de perder direitos.

Em se falando de revolta do povo, já se tornou rotina o protesto das populações de favelas contra execuções e “balas perdidas” promovidas pela Polícia Militar. No Rio de Janeiro: Acari, Chapadão, Cidade de Deus, Maré, Alemão, Manguinhos, Morro dos Macacos, Complexo do Lins e Dona Marta são só uma amostra dos últimos quinze dias da guerra civil reacionária desencadeada contra o povo pelas classes dominantes brasileiras, através do seu velho Estado, com o incentivo e justificativa cínica do monopólio da imprensa.

Para o mal ou para o bem, o Rio de Janeiro tem sido a vitrine do genocídio cotidiano que o Estado leva a cabo em todo o país. Na verdade, o Rio é a realidade mais escancarada da situação revolucionária que se desenvolve no Brasil.

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Lançado o canal ‘Arte Revolucionária’ no YouTube

Tomamos conhecimento, através de um colaborador de São Paulo, do novo canal lançado no YouTube, o Arte Revolucionária, que contém vídeos de históricas canções revolucionárias soviéticas traduzidas para o português. Para quem se interessa na história das artes revolucionárias produzidas ao longo do século XX, recomendamos o canal. Abaixo, publicamos um dos vídeos com a famosa Polyushko Polye, a ‘Canção das Estepes’.

BA: Comitê promove exitosa brigada em manifestação contra pacotaços de Temer

Comitê de apoio ao AND – Salvador – BA

No dia 31 de março, foi realizada uma exitosa brigada de vendas do jornal A Nova Democracia durante manifestação contra os pacotaços e ataques à previdência do gerenciamento Temer/PMDB. Foram vendidos cerca de 10 exemplares da edição mais recente pelo valor fixo e cerca de 20 edições antigas em troca da contribuição de 1 real. Algumas pessoas chegaram a pagar mais de 1 real, contribuindo a Imprensa Popular e Democrática. O jornal foi muito bem recebido e esgotaram-se rapidamente as edições levadas.

 

Relatório de Conselho Nacional de Direitos Humanos cita autoritarismo de Ênedy


Reproduzimos importante denúncia enviada a nossa redação pela Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental (LCP-RO).


Recentemente, tivemos acesso a um relatório do CNDH (Conselho Nacional de Direitos Humanos) sobre a missão no estado de Rondônia, realizada em junho de 2016. Apesar de relatar atividades ocorridas há quase um ano, merecem esta nota pela análise justa e verdadeira sobre a situação agrária da Amazônia e por relatar atitude autoritária do comandante geral da PM Ênedy Dias de Araújo durante reunião com os participantes da missão.
O relatório fala de uma reunião institucional coordenada pelo secretário da Casa Civil Emerson Silva Castro, com a participação dos procuradores-gerais de Justiça e do Estado, secretário-adjunto da Segurança Pública, delegado-geral da Polícia Civil, representante do Ministério Público Federal e do comandante-geral da PM. Os membros da missão, presentes na reunião, representavam a Associação dos Magistrados Brasileiros, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e a entidade Justiça Global. Quando membros da missão relataram a prisão absurda de estudantes em Ji Paraná, em maio passado, por distribuírem panfletos denunciando crimes do latifúndio, Ênedy Araújo discordou “de forma veemente”. Na página 37, lê-se que ele “se portou de forma bastante autoritária na reunião, teve o apoio do diretor-geral da Polícia Judiciária. Nesta reunião o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão (…) informou que apresentaria recomendação ao governo de Rondônia, o que causou forte reação do Comandante geral da PM, por mais de uma vez, até o secretário do Gabinete Civil assegurar que receberia a recomendação, de forma institucional e não pessoal.”

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Bombardeios e matanças sobre a Síria

Ação devastadora das duas superpotências imperialistas faz refém massas sírias; em Al-Raqqa, Palmira e outras regiões massas resistem pela via armada.

Ação devastadora das duas superpotências imperialistas faz refém massas sírias; em Al-Raqqa, Palmira e outras regiões as massas resistem pela via armada. Foto: bombardeio em Homs, setembro de 2015.


Tendo em vista os gravíssimos acontecimentos que se desenvolvem na guerra de agressão e de partilha da nação síria, adiantamos aqui a publicação da matéria produzida para a edição impressa de AND que está sendo preparada, respondendo às inquietações de nossos leitores quanto à análise da situação. 


Bombardeios e matanças sobre a Síria

Rufam os tambores da terceira guerra mundial

Jaílson de Souza, AND nº 187

No dia 6 de abril de 2017, o arquirreacionário presidente ianque Donald Trump cometeu mais um crime contra as nações oprimidas. Sob suas ordens, mais de 60 mísseis foram lançados contra o território sírio, anunciando que o USA não pretende sair deste conflito sem o seu quinhão, crime que se junta às dezenas de bombardeios ianques que agridem a Síria desde setembro de 2014, sob o mantra de “guerra ao Estado Islâmico”. O diferencial foi que este ataque visou a base aérea de Shayrat, que serve como plataforma de atuação da Rússia, através do seu lacaio Bashar al-Assad.

Os 60 mísseis Tomahawk foram criminosamente lançados de um porta-aviões ianque, estacionado no Mar Mediterrâneo. O ataque matou 9 civis, dentre eles 4 crianças, e 7 militares sírios, além de causar a destruição de casas em povoados da província de Homs e de danificar a base aérea do exército sírio.

O bombardeio foi apresentado pelo imperialismo ianque sob o pretexto de “punir” Assad por um ataque com armas químicas que supostamente teria sido realizado pelo exército semicolonial sírio contra a região de Khan Sheikhun, controlada por mercenários pró-ianques, em que morreram 100 pessoas, entre as quais 15 crianças.

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França: Mais um crime da polícia

Confrontos em Paris contra repressão policial. Março de 2017.

Confrontos em Paris contra repressão policial. Março de 2017.

Redação de AND, nº 187

O assassinato de um migrante chinês de 56 anos pela polícia francesa, em Paris, no dia 26 de março, despertou protestos populares violentos em rechaço, uma vez mais, a saga sanguinária das forças de repressão do país.

O homem chinês, Shaoyao Liu, foi assassinado em seu apartamento num domingo, durante operação no prédio onde residia, no 19º distrito de Paris. Segundo a polícia, os disparos teriam sido efetuados em “legítima defesa”, pois Shaoyao estaria com uma faca na mão. Já a família desmente, afirmando que Shaoyao estava cortando peixe e não teve chance de sequer se proteger.

Violentos protestos ocorreram consecutivamente em Paris. No dia 28 de março, mais de 300 chineses se reuniram para rechaçar o assassinato. Na ocasião, mais de 35 pessoas foram detidas pela polícia francesa durante protesto em frente à delegacia do distrito. Três policiais foram feridos e quatro viaturas foram incendiadas.

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