Manifestação antiimperialista denuncia cúpula do G20 em Hamburgo em 06/07.     Foto: Fabrizio Bensch/ Reuters

 

Redação de AND

Nem todo o aparto de guerra, nem o clima de terror perpetrados pelo imperialismo Alemão intimidaram os milhares manifestantes que tomaram as ruas da cidade de Hamburgo, Alemanha, neste dia 06 de junho em um vigoroso protesto antiimperialista.
A massiva manifestação enfrentou a repressão durante toda tarde e noite da sexta-feira, um dia antes do início da reunião da cúpula do G-20, sediada na cidade de Hamburgo. Participarão da reunião, chefes das principais potências imperialistas, dentre eles os imperialismos ianque e russo, além de gerentes de semi-colonias estratégicas. 

Foto: Steffi Loos/AFP

O grande protesto começou no Mercado de Peixe (Fischmarkt) de Hamburgo – Centro da cidade, às margens do Rio Elba – e se dirigiu para o Centro de Congressos, local onde será realizada reunião da cúpula, próximo à Universidade de Hamburgo.
Os cerca de 20 mil policiais enviados de várias partes da Alemanha para reprimir as manifestações bloquearam inúmeras ruas e avenidas, promovendo um verdadeiro estado de sítio na cidade. Também fizeram uso de spray de pimenta, cassetetes e canhões de água contra os manifestantes que responderam com fogos de artifício, bombas de fumaça e garrafas. Lixeiras foram incendiadas e barricadas erguidas no bairro de Sternschanze, próximo ao conhecido centro cultural popular ‘Rote Flora’.
O monopólio da imprensa alemã também registrou enfrentamentos entre as massas e as forças de repressão policial nos bairros de St. Pauli e Altona. Vários carros foram incendiados.

Foto: Christophe Gateau-dpa via AP

Como resultado dos confrontos mais de 50 policiais ficaram feridos, sendo 3 deles hospitalizados.
Este foi só o início de uma série de mais de 30 manifestações programadas durante o evento e que deverão reunir mais de 100 mil pessoas.

Ataques da reação não detém a luta popular

Na semana que antecedeu o início do G20, policiais promoveram uma campanha de cerco e repressão na cidade, atacando os acampamentos de ativistas contra o G20, que se multiplicaram por Hamburgo. Conforme denunciou o sítio Dem Volke Dienen (Servir ao Povo, em alemão): “Na noite de 02/07 a polícia destruiu um acampamento de protesto legalizado em Hamburgo. ‘A polícia de Hamburgo impediu uma reunião anunciada e confirmada legalmente e se moveu claramente para um terreno sem lei’, afirmou em comunicado o Grupo Preparatório dos ‘Acampamentos Anti-capitalistas’. Tendas já haviam sido montadas, quando centenas de policiais cercaram o acampamento para removê-lo brutalmente. Fizeram uso de spray de pimenta e feriram alguns adversários do G20!” E conclui: “Tais tentativas de intimidação da burguesia alemã, não poderão impedir as forças revolucionárias de promover um protesto belicoso, combativo e exitoso contra o G20!”

Declaração convoca organizações à cerrarem fileiras contra o imperialismo

Em meio às mobilizações contra o G20, a Liga Antiimperialista (composta por várias organizações comunistas e antiimperialistas), na França, lançou a declaração “Combater o imperialismo e seus lacaios: lutar e resistir à cúpula do G20 em Hamburgo”, como iniciativa para formar uma unidade antiimperialista durante os dias do evento e a ação contra a cúpula do G-20. Reproduzimos a seguir  alguns trechos da declaração.

Foto: Odd Andersen/AFP

“A cúpula do G-20 em Hamburgo, que se realizará em julho deste ano, contará com massiva resistência. Os manifestantes e as manifestantes toda a República Federal da Alemanha (RFA) expressarão sua ira e rechaço na reunião dos piores assassinos e ladrões do mundo de maneiras diferentes, juntamente com pessoas de toda a Europa e outras partes do mundo – e isso é bom. Vamos tomar parte nesta luta a fim de enviar uma mensagem clara à classe operária da Alemanha, assim como para os oprimidos e explorados em todo o mundo, juntamente com outras forças revolucionárias e anti-imperialistas consistentes. Mesmo aqui, os imperialistas e seus lacaios não escaparão. Nós não vamos deixá-los em paz e seu sonho de uma área de remanso tranquilo vai se transformar em cinzas!” […]
“Em meio às várias formas de resistência, vamos lutar para enviar uma mensagem clara, internacionalista e revolucionária para aqueles que lutam contra o imperialismo em todo o mundo: Estamos ao seu lado, sua luta é a nossa luta! Enviamos esta mensagem para os camponeses pobres no Brasil, que estão dando suas vidas para desenvolver uma grande revolução; Nós enviamos esta mensagem a todos aqueles que lutam contra a agressão imperialista no Curdistão, Síria e Iraque; enviamos esta mensagem aos companheiros que dão suas vidas nas guerras populares do Peru, Turquia, Índia e Filipinas, a fim de levar a revolução até o fim; Nós enviar esta mensagem a todos aqueles que carregam a bandeira da resistência contra o genocídio e repressão draconiana do regime de Erdogan na Turquia; enviamos esta mensagem para aqueles que carregam a bandeira da rebelião nas masmorras da contra-revolução em todo o mundo, nós enviamos esta mensagem para os comunistas e revolucionários, que, apesar de todas as diferenças estão lutando juntos nos países imperialistas para destruir a besta imperialista.
Vamos fazer o nosso dever de casa junto com todos aqueles que se rebelam, portanto, contra este. Convidamos todos aqueles que querem fazê-lo a unir forças.

Abaixo o imperialismo e seus lacaios!

Rebelar-se é justo!

Viva o internacionalismo proletário!

Viva o comunismo!”