França: Mais um crime da polícia

Confrontos em Paris contra repressão policial. Março de 2017.

Confrontos em Paris contra repressão policial. Março de 2017.

Redação de AND, nº 187

O assassinato de um migrante chinês de 56 anos pela polícia francesa, em Paris, no dia 26 de março, despertou protestos populares violentos em rechaço, uma vez mais, a saga sanguinária das forças de repressão do país.

O homem chinês, Shaoyao Liu, foi assassinado em seu apartamento num domingo, durante operação no prédio onde residia, no 19º distrito de Paris. Segundo a polícia, os disparos teriam sido efetuados em “legítima defesa”, pois Shaoyao estaria com uma faca na mão. Já a família desmente, afirmando que Shaoyao estava cortando peixe e não teve chance de sequer se proteger.

Violentos protestos ocorreram consecutivamente em Paris. No dia 28 de março, mais de 300 chineses se reuniram para rechaçar o assassinato. Na ocasião, mais de 35 pessoas foram detidas pela polícia francesa durante protesto em frente à delegacia do distrito. Três policiais foram feridos e quatro viaturas foram incendiadas.

No dia 1º de abril, terceira noite de confrontos, 200 pessoas se reuniram na câmara municipal e bloquearam vias sob os gritos de “polícia assassina!”. Seis policiais foram feridos quando tentavam dispersar a manifestação.

Maoístas clamam a organizar resistência

O Partido Comunista Maoísta (França) emitiu comunicado ante os crimes policiais: “Diante de crimes da polícia, organizar-nos! Desenvolver autodefesas populares porque somente organizado o proletariado pode ser uma força consistente contra as forças da repressão do Estado burguês. A violência policial só pode acabar com o fim do capitalismo”. Em outro documento, intitulado Boicotar as eleições! Preparar a Guerra Popular!, conclui-se: “Nossa tática deve ser a da Guerra Popular Prolongada, pois o Estado burguês não vai cair por si só, não pode ser transformado por dentro, não pode ser conquistado, necessita uma revolução”.

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