Sem-teto resistem contra ataque criminoso da polícia em São Paulo

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Foto: Peter Leone/Futura Press

Nesta terça-feira, 17 de janeiro, a tropa de choque da Polícia Militar atacou as famílias que ocupavam um terreno na Rua André de Almeida, em São Mateus, Zona Leste de São Paulo. A Ocupação Colonial contava com cerca de 700 famílias em um terreno de 50 mil metros quadrados.

Logo no início da manhã, por volta das 7h, os moradores pediram para os oficiais de “justiça” aguardarem a análise do pedido do Ministério Público (MP) de suspensão da ação. Não obtendo sucesso, cerca de uma hora depois eles foram atacados pelos agentes de repressão com bombas e gás de pimenta. Os manifestantes não deixaram barato e responderam erguendo barricadas e lançando coquetéis molotov contra veículos policiais.

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Sobre os recentes massacres nos presídios

superlotacao_presidios-manausIgor Mendes

O Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, abrigava, no momento da chacina, 1.224 homens contra 454 vagas. Isso revela, por si só, que o pano de fundo desses episódios é muito mais do que um acerto de contas entre facções. Na verdade, a própria existência dessas quadrilhas relativamente desorganizadas no interior das cadeias deve ser vista como consequência do completo descalabro que caracteriza o sistema prisional brasileiro.

Nas prisões o tratamento cruel, desumano e degradante dispensado aos detentos é o padrão, conhecedor de raríssimas exceções. Dizer que tais episódios se trataram de “acidente”, como fez o gerente Temer, além de reacionarismo é uma estupidez atroz.

O sistema penal é o desaguadouro de uma longa cadeia de mazelas econômico-sociais, por todos mais ou menos conhecidas. A partir do momento em que a pessoa cai no sistema (e a grande maioria passa por isso sem ter cometido crimes violentos) agrava-se o ciclo vicioso: doravante ela terá ainda menos chances de conseguir um emprego e obter, por vias legais, condições dignas de existência. Os presos têm mesmo um provérbio sobre isso: “cadeia é igual ímã, atrai mais cadeia”, dizem.

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SP: brigadistas elevam propaganda por todo o estado

Servidoras públicas abraçam AND durante luta para receber salários atrasados, 12 de dezembro de 2016.

Servidoras públicas abraçam AND durante luta para receber salários atrasados, 12 de dezembro de 2016.

Redação de AND, com informações dos comitês de apoio de SP

No dia 16 de dezembro do ano passado o Comitê de Apoio ao AND de São Paulo (capital) promoveu uma vigorosa brigada na região de Guarulhos. Os apoiadores do jornal se concentraram nas proximidades da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), onde distribuíram dezenas de exemplares da edição nº 181 pedindo contribuições em troca.

Já em Campinas, interior de São Paulo, o Comitê de Apoio local deu mostras de sua dedicação e luta pela divulgação do A Nova Democracia na região.

No dia 12 de dezembro de 2016, foi realizada uma animada brigada de divulgação do jornal durante uma assembleia dos servidores municipais da cidade de Americana, no interior de São Paulo. A brigada foi promovida no paço municipal no período da manhã, local em que se concentraram os servidores públicos em greve pelo pagamento dos salários atrasados. Durante o evento, os apoiadores do AND declararam apoio incondicional à justa luta dos servidores contra as medidas antipovo promovidas pelos gerenciamentos federal, estadual e municipal. Foram distribuídos todos os 43 exemplares de edições anteriores levados com recebimento de contribuições financeiras em troca, e vendidos 6 exemplares da edição nº 181.

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RJ: Servidores públicos exigem pagamento de salários

Redação de AND
Fotos de Ellan Lustosa

Servidores públicos fazem hoje (quinta-feira, 12 de janeiro) protesto em frente ao Ministério Público (MPRJ). Várias categorias estão sem receber salário, décimo terceiro e férias.

Os servidores cobram uma atitude do Ministério Público que nada faz em relação a absurda situação dos crimes praticados pelo gerenciamento Pezão.

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Servidores públicos protestam por pagamento de salário no RJ, 12 de janeiro

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PR: brigadistas agitam imprensa popular e democrática em São José dos Pinhais

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Redação de AND, com informações do Comitê de Apoio de São José dos Pinhais/PR

No dia 17, em São José dos Pinhais, Paraná, apoiadores de AND e militantes da Unidade Vermelha realizaram uma vibrante brigada de divulgação e vendas. Os apoiadores se reuniram na manhã daquele sábado na localidade do calçadão da rua XV, área central do município. Foram vendidos 15 jornais e distribuídos mais de 50 exemplares de edições anteriores em apenas 1 hora de atividade.

cuprA propaganda foi intensificada com o uso de um megafone e de um banner de propaganda de AND, alcançando centenas de trabalhadores que circulavam na movimentada região. A receptividade foi muito boa e foi unânime a constatação do descrédito popular em relação à farsa eleitoral.

A brigada foi realizada paralelamente à uma manifestação organizada pelas escolas ocupadas no município, que também contou com o acompanhamento e cobertura do Comitê de Apoio local. O Comitê de Apoio de São José dos Pinhais organizou ainda a divulgação do jornal em uma assembleia estudantil ocorrida neste último mês de 2016.

México: Rebelião contra alta na gasolina

Trabalhadores e juventude vão à dianteira da rebelião popular no México

Trabalhadores e juventude vão à dianteira da rebelião popular no México

Redação de AND, nº 183

Uma justa e violenta onda de protestos sacudiu as ruas de todo o México logo na primeira semana de janeiro deste ano. A revolta se desatou por conta de um aumento abusivo no preço da gasolina (alta de 20%) e do diesel (16%) imposta no dia 1º de janeiro de 2017.

Durante os protestos diários que se sucederam em praticamente todo o país, barricadas em chamas foram erguidas pelas vias das cidades, carros foram destruídos, distribuidoras de combustível e empresas do ramo foram tomadas ou bloqueadas por manifestantes e confrontos com a repressão policial foram registrados nos estados do México, Michoacán e Hidalgo.

No dia 4 de janeiro, no ápice da rebelião, grandes lojas de quatro municípios do estado do México, vizinho da Cidade do México, foram saqueadas pelas massas mais combativas.

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50 anos GRCP – Imortais contribuições do maoísmo para a luta de duas linhas no seio do Partido Comunista

Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo, em AND nº 182.

“Durante a GRCP, a luta de duas linhas no seio do Partido Comunista da China alcançou níveis nunca antes vistos, entregando enormes lições às gerações revolucionárias vindouras. No mesmo folheto ‘Uma compreensão fundamental do Partido’ se sustenta: ‘A luta de duas linhas dentro do Partido sobre a questão de seu caráter [de classe] tem sido sempre muito aguda. Todos os líderes das linhas oportunistas sempre trataram por todos os meios de perverter o caráter do partido político do proletariado, com o fim de servir a sua própria criminosa meta de sabotar a revolução proletária […] A Grande Revolução Cultural Proletária e o movimento de crítica a Lin Piao e retificação do estilo de trabalho iniciado e dirigido pessoalmente pelo Presidente Mao aplastaram completamente os criminosos complôs de Liu Shao-chi e Lin Piao para mudar o caráter de nosso Partido e restaurar o capitalismo. Nosso Partido saiu depurado, mais sólido e mais vigoroso que nunca. A luta entre as duas linhas dentro do Partido demonstra profundamente que salvaguardar o caráter do partido é uma questão de grande importância. Está intimamente relacionada com o destino do Partido e o Estado, e com a questão de se a revolução logrará a vitória ou cairá na derrota. Construir continuamente nosso Partido, utilizar o marxismo-leninismo-pensamento Mao Tsetung, desmascarar e frustrar os complôs dos revisionistas para perverter o caráter do Partido – isto dará a garantia de que nosso Partido sempre conservará seu caráter proletário’.”

Da Declaração Conjunta de partidos e organizações maoístas por ocasião do 50 anos da GRCP.

Em meados da década de 1970, a luta de duas linhas no seio do PCCh ganha corpo e profundidade com a crítica de massas a Lin Piao e ao “vento desviacionista de direita”. Em março de 1975, a revista Hongqi nº 3, publica o artigo Sobre a base social da camarilla antipartido de Lin Piao, de Yao Wen-yuan, destacado quadro da GRCP, artigo que é reproduzido em Pequim Informa nº 11, de 19 de março daquele mesmo ano. Publicamos aqui uma síntese desse importante documento, fundamental para a compreensão da monumental batalha travada no seio do Partido Comunista e da sociedade na China Popular.

Sobre a base social da camarilha antipartido de Lin Piao*

Yao Wen-yuan

"Criticar Lin Piao, criticar Confúcio e aumentar largamente a produção industrial!"

“Criticar Lin Piao, criticar Confúcio e aumentar largamente a produção industrial!”

Referindo-se a necessidade de ter uma clara compreensão da questão relativa ao exercício da ditadura do proletariado sobre a burguesia, o Presidente Mao indicou explicitamente: “Seria muito fácil para tipos como Lin Piao impulsionar o sistema capitalista se subirem ao Poder. Por isso, devemos estudar mais obras marxistas-leninistas”. Se plantea aqui uma questão de importância capital, a saber, qual é a natureza de classe dos “tipos como Lin Piao” e qual é a base social que engendrou a camarilha antipartido de Lin Piao? Uma clara compreensão deste problema é, indubitavelmente, muito necessária para consolidar a ditadura do proletariado e prevenir a restauração do capitalismo, e para aplicar com firmeza a linha fundamental do Partido para a etapa histórica do socialismo e criar passo a passo as condições que impossibilitem a existência e ressurgimento da burguesia.

Igual a todos os revisionistas e todas as correntes ideológicas revisionistas, Lin Piao e sua linha revisionista não foram um fenômeno casual. Ele e seus fanáticos sequazes se achavam extremamente isolados em todo o partido, o exército e o povo. Porém existe na sociedade uma base capitalista profundamente arraigada que engendrou esse bando sumamente isolado que se autodenomina “cavalo celestial” que “voa pelo firmamento, sozinho e livre”.

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AM: Estado mata pelo menos 60 pessoas em Manaus

Redação de AND

Ao menos 60 pessoas morreram durante uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, estado de Amazonas.

Este foi o desfecho mais violento de uma rebelião na história do país desde o ocorrido no mundialmente famoso Massacre do Carandiru, onde 111 detentos foram executados a sangue frio pela genocida polícia paulista.

Demagogicamente, as várias “autoridades” dos gerenciamentos tiraram de si a responsabilidade das mortes, enquanto exigiam maior vigor no “combate ao crime” cujo maior sócio são as próprias “autoridades”.

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A morte de Fidel e o destino do revisionismo cubano

Rui Lupa

Jaílson de Souza

AND nº 182

“Sentimos o afã de redenção e solidariedade do povo cubano, voltado para seus irmãos ainda sob o jugo do mesmo inimigo: o imperialismo norte-americano. É a primeira vez que se ergue na Assembleia das Nações Unidas a voz de um povo latino-americano verdadeiramente livre e independente, proclamando que os princípios contidos na Primeira Declaração de Havana são os objetivos da Revolução, a qual tem uma importância sem precedentes para a história dos países da América Latina.”

Pedro Pomar, dirigente do Partido Comunista do Brasil, 1962

“É lamentável que uma revolução tão importante como a revolução cubana tenha sido truncada e mesmo traída. (…) Como é diferente o Fidel de 1973 do de 1953! Entregou-se completamente aos social-imperialistas soviéticos. Na realidade, enrolou a bandeira da revolução. Mas, nem por isso o movimento revolucionário deixa de avançar na América Latina.”

Maurício Grabois, dirigente do Partido Comunista do Brasil e comandante na Guerrilha do Araguaia, 1972

fidel_castro_e_kruschev_em_maio_de_1963

Fidel Castro e Kruschov

Com a morte de Castro, toda a reação mundial e particularmente a guzanada enquistada em Miami se agitaram frenética e histericamente expelindo todo seu rancor e recalques de capachos e lacaios do imperialismo ianque e sua baba hidrofóbica de ódio à memória do que foi a Revolução Cubana. Brindaram celebraram a morte de Fidel agitando bandeiras de uma Cuba serviçal do USA, no último 26 de novembro.

Esses arrivistas festejam a morte de Castro como se enterrassem com ele o comunismo. Essa gente odeia as massas, sente repulsa a qualquer coisa minimamente popular e democrática, como as conquistas da Revolução Cubana alcançadas antes de que sua alta direção a colocasse de joelhos frente ao social-imperialismo soviético sobre o bastão de Kruschov, Brejnev e seus sucessores, todos traidores do socialismo.

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